Portal Chamar Táxi

Notícias Consternação nos Açores após grávida e bebé morrerem no trabalho de parto

Lordelo

Sub-Administrador
Team GForum
Entrou
Ago 4, 2007
Mensagens
51,005
Gostos Recebidos
1,237
naom_698f119ad9868.webp


Uma grávida de 34 anos morreu no serviço de obstetrícia do Hospital da Horta, na ilha do Faial, Açores, na madrugada de terça-feira, 10 de fevereiro, quando iniciava o trabalho de parto.


Também a bebé, com uma gestação de nove meses, acabou por não resistir.


As circunstâncias das mortes ainda estão por apurar, uma vez que as autópsias aos corpos estão a ser, sucessivamente, adiadas.


As mortes de Ângela e da sua segunda filha estão, como realça a RTP-Açores, que avançou com a notícia, a gerar muita consternação.


Ao que o Notícias ao Minuto conseguiu apurar, Ângela era uma jovem muito acarinhada na ilha do Pico, de onde era natural e vivia com a família.


Há quatro anos tinha tido a primeira filha e preparava-se agora para o nascimento da segunda, no Faial, a ilha mais próxima da sua onde existe um hospital com serviço de obstetrícia.


O momento era muito esperado pela família que tinha acabado de passar por outra tragédia. Há cerca de 15 dias, Ângela tinha perdido a mãe, que sofria de uma doença oncológica. Por recomendação médica, a grávida já nem assistiu ao funeral.


Na madrugada de terça-feira, Ângela, que já se encontrava internada no Hospital da Horta, entrou em trabalho de parto. Porém, depois de ter levado a anestesia epidural, como revela a RTP-Açores, sentiu-se mal.


A enfermeira que a assistia na altura terá saído do quarto para ir buscar um saco para enjoos e quando regressou a grávida já não apresentava sinais de vida. Segundo o canal regional, tudo indica que Ângela terá tido uma paragem cardiorrespiratória. Só a autópsia, porém, poderá vir a confirmar as causas do óbito.


Os médicos e enfermeiros ainda tentaram reanimar a utente mas sem sucesso. A atenção virou-se depois para a bebé, que ainda se encontrava na barriga da mãe. Mas "a posição do feto" não terá ajudado o parto, que foi realizado através de cesariana.


Quando finalmente tiraram a bebé, esta também já estava morta.


O caso gerou grande perplexidade tanto entre a classe médica como entre os familiares e amigos de Ângela.


Nas redes sociais são muitos os que lamentam tamanha perda e deixam palavras de força e carinho à família.


Nos comentários às notícias da morte de Ângela há também muitos desabafos a propósito deste caso, que vem levantar de novo questões relacionadas com os meios de saúde da região.


O Notícias ao Minuto entrou em contacto com o Hospital da Horta para pedir esclarecimentos sobre o caso, tendo nomeadamente questionado quanto tempo esteve a grávida sem prestação de cuidados desde que se sentiu mal, mas, até ao momento, não obteve resposta às perguntas efetuadas.


Autópsias sucessivamente adiadas


Entretanto, as autópsias aos corpos de Ângela e da filha estão a ser sucessivamente adiadas, como acontece frequentemente na região, principalmente nas ilhas mais periféricas, devido ao mau tempo e ao cancelamento das ligações aéreas entre ilhas.


Ainda segundo a RTP-Açores, as autópsias eram para ser realizadas na quinta-feira, 12 de fevereiro, mas acabaram por ser adiadas 24 horas, devido à dificuldade de o Ministério Público (MP) fazer chegar à ilha do Faial um médico legista.


Ontem, os familiares de Ângela foram informados que as autópsias só irão ocorrer, "na melhor das hipóteses", na próxima segunda-feira, dia 16 de fevereiro.


A família não quis gravar declarações mas lamentou ao canal regional a demora na realização do procedimento legal, necessário para apurar em que circunstâncias é que Angela, de 34 anos, e a filha morreram no serviço de obstetrícia do Hospital da Horta.


Enquanto isso não for feito, a família não poderá encerrar esta fase e fazer o luto.

IN:NM
 
Topo