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Costa acredita em adesão da Ucrânia à UE a curto prazo mas não aponta datas

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Confrontado com o bloqueio húngaro, o presidente do Conselho Europeu disse estar "muito otimista de que se consiga avançar em breve".

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse esta quinta-feira acreditar numa adesão da Ucrânia à União Europeia (UE) "a curto prazo", mas não se comprometeu com datas, dado que tal processo "faz parte do próprio processo de paz".

"Ninguém compreenderia que não se chegasse a um acordo de paz por falta de entendimento no processo de adesão. Por isso, precisamos de trabalhar -- e trabalhar muito --, mas penso que é realista afirmar que a perspetiva de adesão da Ucrânia à União Europeia é bastante concreta no curto prazo", disse António Costa.

Em declarações à imprensa em Oslo, no âmbito de uma visita oficial à Noruega, o líder da instituição que junta os chefes de Governo e de Estado da UE assinalou que "este processo de adesão faz parte do próprio processo de paz", pelo que "não é apenas essencial para consolidar a paz após a guerra, mas é também um elemento-chave de um futuro acordo de paz".

Já questionado sobre os próximos passos em tais processos, António Costa disse esperar que, "o mais rapidamente possível, se possam abrir formalmente as negociações e avançar neste processo de alargamento".

"Não posso dizer se será em 2027, em 2026 ou mais tarde, mas o que é importante é não perdermos o impulso", apelou, nestas declarações junto ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre.

Já quando confrontado com o bloqueio húngaro, disse estar "muito otimista de que se consiga avançar em breve".

"Estas negociações, por vezes, são difíceis e podem demorar bastante tempo. Lembro que o meu país [Portugal] esperou nove anos para aderir à União Europeia, e, no caso da Ucrânia, o processo está a avançar muito mais rapidamente do que com outros países", adiantou, descrevendo ainda a guerra da Ucrânia como "o desafio mais significativo" da UE.

A Ucrânia obteve o estatuto de país candidato ao bloco comunitário em junho de 2022, após ter sido invadida pela Rússia em fevereiro desse ano.

A Hungria, que justifica a posição com preocupações políticas e culturais, tem vindo a opor-se à adesão do país à UE, apesar de ter permitido tal estatuto.

Num relatório divulgado no ano passado sobre o processo de alargamento, a Comissão Europeia descreveu que a Ucrânia "continua fortemente empenhada no seu caminho para a adesão à UE, tendo concluído com sucesso o processo de avaliação e avançado em reformas fundamentais".

O alargamento ocorre quando novos países aderem à UE.

Atualmente, encontram-se na lista de países candidatos à adesão à UE a Albânia, a Bósnia-Herzegovina, a Geórgia, a Macedónia do Norte, a Moldova, o Montenegro, a Sérvia, a Turquia e a Ucrânia.

A UE e os seus Estados-membros têm reafirmado de forma consistente o seu compromisso com a integração plena destes países, especialmente dos Balcãs Ocidentais, reconhecendo que o alargamento, assente no princípio do mérito, representa uma prioridade estratégica com benefícios políticos, económicos e de segurança para toda a União.

A 01 de dezembro de 2024, António Costa começou o seu mandato de dois anos e meio à frente do Conselho Europeu, sendo o primeiro socialista e o primeiro português neste cargo.

Correio da Manhã
 
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