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De que morrem os portugueses? Sobretudo de AVC, cancro e coração

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Doenças do aparelho circulatório mantêm-se como a principal causa de morte no país.

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As doenças de foro psicológico estão na origem de 2,5% das mortes registadas em 2014 Paulo Pimenta

As doenças do aparelho circulatório e os tumores malignos são responsáveis por mais de metade das mortes em Portugal, que em 2014 ascenderam a um total de 105.219 óbitos, menos 1,6% do que em 2013, revelam dados divulgados nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).


Em Portugal morre-se mais de doenças do aparelho circulatório do que de qualquer outra doença. Complicações como os acidentes vasculares cerebrais (AVC), a doença isquémica do coração e o enfarte agudo do miocárdio — o vulgarmente designado “ataque cardíaco” — provocaram a morte a mais de 30 mil pessoas em 2014, representando no seu conjunto 30,7% do total de óbitos nesse ano, um aumento de 2,4% face a 2013.


As mulheres morreram mais de doenças cerebrovasculares, como o AVC, enquanto os homens foram as maiores vítimas das doenças do coração.

Geralmente, estas complicações vitimam as pessoas mais velhas, sendo a média de idades superior a 81 anos.

No entanto, aumentou o número de vítimas de doenças do aparelho circulatório com menos de 70 anos, de 12,3%, em 2013, para 13,9%, em 2014.


Apesar dos avanços no tratamento e cura do cancro, as mortes devido a tumores malignos aumentaram em 2014. No total, morreram 26.220 pessoas com cancro, um aumento de 1,2% face ao ano anterior.

Os tumores malignos, a segunda causa de morte no país, mataram mais cedo (média de 72,7 anos) quando comparado com as doenças do aparelho circulatório.




De entre este tipo de tumores, o sistema respiratório — traqueia, brônquios, pulmão — continua a ser o mais afectado, com quase 3937 mortes associadas, apesar da diminuição de 1,8% face a 2013.

Os homens são as principais vítimas: em 361,5 óbitos masculinos, houve 100 femininos.

Seguem-se os tumores no cólon, recto e ânus, no estômago e na próstata como os tipos de cancro mais fatais.


O cancro da próstata foi o que mais aumentou no último ano (+4,3%), tendo provocado a morte a 1791 homens.

Em 2014, o cancro da mama também vitimou mais mulheres do que em 2013 (aumento de 1,1%), sendo as vítimas mais velhas.


Em Portugal, em 2014, morreu-se de menos doenças do aparelho respiratório (-3,7%) e de doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (-4,8%).

A pneumonia e a doença pulmonar obstrutiva crónica foram as principais causas de morte no aparelho respiratório.

As mortes causadas por diabetes, apesar da diminuição de 6%, continua a ser a maior causa de morte no campo das doenças metabólicas.


Suicídios aumentam

Em 2014, houve ainda 4818 óbitos provocados por lesões e envenenamentos, um aumento substancial de 14% face a 2013.

Este tipo de causa de morte atingiu maioritariamente os homens com idades a rondar os 60 anos.

Quando comparado com as restantes causas de morte, estas são as que afectam pessoas mais novas.


Do relatório do INE destaca-se também o aumento dos suicídios em 16,1% face a 2013. Em 2014, 1223 pessoas cometeram suicídio, sendo que os homens foram as vítimas em 76% dos casos.


As perturbações mentais e de comportamento estiveram na origem de 2,5% das mortes registadas em 2014.

Este tipo de complicações do foro psicológico atingiu pessoas mais velhas, estando a média acima dos 84 anos. Apenas 5,7% dos óbitos ocorreram antes dos 70 anos.

A demência é a principal causa apontada.


Por último, os acidentes e sequelas dos mesmos representaram 2,2% das mortes em 2014.

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