Descoberta no túmulo de Tutankhamon está a intrigar os cientistas

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Descoberta no túmulo de Tutankhamon está a intrigar os cientistas

Quase um século depois de ter sido descoberto, o túmulo de Tutankhamon continua a intrigar cientistas e historiadores.

Depois de várias décadas de análises científicas, um grupo de investigadores italianos e egípcios, da Universidade de Pisa e do Museu Egípcio do Cairo, concluiu que a lâmina de uma adaga que se encontrava junto da múmia do faraó tem origem espacial.

Encontrada três anos depois do túmulo (1925), a arma cerimonial, que esteve mais de três milénios junto da múmia, e tinha um aspecto estranhamente homogéneo, não apresentando ferrugem, sempre intrigou os arqueólogos.

Sabe-se agora que a adaga tem origem espacial, ou extraterrestre, se preferir, uma vez que o material da lâmina revelou altos teores de níquel que só existem nos meteoritos.

As conclusões do estudo foram publicadas na revista científica Meteoritics & Planetary Science
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Tutankhamon tinha um punhal feito com ferro que veio do espaço

Análises recentes mostram que o material de que é feito um dos punhais encontrados junto da múmia do jovem faraó provém de um meteorito.

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Os dois punhais do faraó Tutankhamon DR


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A avaliar pela quantidade de notícias à volta do túmulo – e da múmia – de Tutankhamon, e dada a natureza dessas notícias, é seguro dizer que pode sempre pegar-se no jovem faraó para contar uma história com capacidade para atrair o leitor.

E se dessa história puder constar a palavra “extraterrestre” tanto melhor.

É o que acaba de acontecer na sequência de análises recentes ao punhal de ferro com que Tutankhamon foi sepultado.

Segundo o diário britânico The Guardian, os especialistas egípcios e italianos que examinaram a referida lâmina de ferro com um espectómetro de raio-x – aparelho que permite identificar, sem destruir, os elementos presentes numa amostra e determinar a sua concentração – chegaram à conclusão de que a sua composição química, com alto teor de níquel e de cobalto, “aponta fortemente para uma origem extraterrestre”.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas compararam a composição do punhal com a de 20 meteoritos encontrados num raio de 2000 quilómetros da costa egípcia que dá para o Mar Vermelho e encontraram níveis correspondentes num deles, explicou no jornal Daily Telegraph a directora da equipa, Daniela Comelli, do Politécnico de Milão.

A investigação, publicada no mês de Maio na revista científica Meteoritics & Planetary Science, dá conta do nome e do local onde foi identificado o meteorito – chama-se Kharga e foi recolhido há 16 anos numa cidade portuária a 240 quilómetros de Alexandria.

Em 1925, três anos depois de o britânico Howard Carter ter revelado ao mundo o túmulo de Tutankhamon, até hoje uma das mais fantásticas e celebradas descobertas da arqueologia, foram encontrados dois punhais junto ao corpo do faraó, mumificado há mais de 3300 anos.

Um de ouro e outro, muito mais raro, com a lâmina de ferro e o punho em ouro e cristal de rocha.

Foi precisamente o segundo punhal que intrigou desde logo os especialistas: por um lado, porque não era comum o uso do ferro no Antigo Egipto; por outro, porque a lâmina não enferrujara passados três milénios.

Uma arma e contas de colar


Ligar artefactos do antigo Egipto a meteoritos, por mais estranho que possa parecer, não é novidade.

Em 2013, lembra o The Guardian, outros especialistas defenderam que nove contas de colar em ferro descobertas em 1911 num túmulo tinham sido moldadas a partir de fragmentos de um corpo extraterrestre.

Descoberta particularmente relevante se tivermos em conta que, embora o homem trabalhe com cobre, bronze e ouro desde 4000 a.C., o uso do ferro apareceu muito mais tarde - e que estas contas datam de 3200 a.C..

Juntando a análise das contas de colar à do punhal do faraó que reinou entre 1332 e 1323 a.C., a equipa de investigadores, de que fazem parte, além de Comelli, Massimo d’Orazio, Luigi Folco e Mahmud El-Halwagy, entre outros (são 13 os autores do artigo da Meteoritics & Planetary Science), sugere que os antigo egípcios atribuíam grande importância ao ferro destes corpos caídos do céu.

Se assim não fosse, não o usariam em artefactos com a importância cerimonial, simbólica, de uma adaga destinada a acompanhar um faraó na outra vida.

Defendem ainda alguns egiptólogos, entre eles Joyce Tyldesley, da Universidade de Manchester, citada pela revista científica Nature aquando da descoberta de 2013 relativa às contas encontradas cem anos antes, que os antigos egípcios atribuíam tanta importância a estes objectos extraterrestres que os consideravam oferendas dos deuses.

A equipa de Comelli junta-se agora aos que estão dispostos a garantir que os egípcios criavam objectos ornamentais a partir de ferro de meteoritos muito antes do começo da Idade do Ferro (cerca de 1200 a.C.).

E argumenta que a expressão que aparece nalguns textos em hieróglifos – “ferro do céu” – só pode estar ligada a estes corpos extraterrestres que já sabiam ser raros e cujo material usavam pelo menos desde o século XIII a.C..

“Mais ainda”, escrevem os autores do estudo, “a elevada qualidade da manufactura da lâmina do punhal de Tutankhamon, comparada com a de outros objectos simplesmente moldados a partir de ferro de meteorito, sugere um domínio significativo do trabalho do ferro” no tempo do faraó.

O punhal está em exposição no Museu do Cairo, junto às dezenas e dezenas de objectos que fazem parte do tesouro resgatado por Carter do túmulo do jovem faraó que continua a ser capaz de intrigar.

Já o arqueólogo britânico estranhara, há quase cem anos, que a bela adaga com um punho em ouro e cristal não estivesse enferrujada.

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