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Notícias Detido ex-conselheiro especial do PM são-tomense procurado pela Interpol

Lordelo

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Segundo a fonte, a detenção ocorreu na terça-feira e o homem foi entregue hoje ao Ministério Público, em resposta a um mandado de detenção internacional emitido pela Interpol.


Segundo fontes parlamentares e documento consultado pela Lusa, Ignacio Purcell Mena tem 54 anos e também havia sido nomeado conselheiro da ex-presidente da Assembleia Nacional, Celmira Sacramento, em agosto do ano passado, mas foi exonerado após o Ministério dos Negócios Estrangeiros ter rejeitado um pedido de emissão de passaporte diplomático a seu favor.


Segundo a fonte o homem foi apresentado às autoridades são-tomenses pelo atual presidente da Assembleia Nacional, Abnildo D'Oliveira, que na altura exercia as funções de vice-presidente do parlamento.


Questionado pela Lusa, Abnildo D'Oliveira não confirmou nem desmentiu as informações, mas adiantou que se pronunciará sobre o assunto em "momento oportuno".


A Lusa tentou esclarecimento junto do Gabinete do primeiro-ministro, mas não teve respostas até ao momento.


É o segundo caso de detenção de cidadãos estrangeiros que exerciam funções de conselheiros de Órgãos de Soberania são-tomense.


Em 22 de fevereiro, também a pedido da Interpol, a PJ são-tomense deteve um cidadão sueco "pela prática de crimes de ofensas corporais grave, detenção e uso de armas proibidas, violação sexual grave com recurso a administração às vítimas, contra a sua vontade expressa e mediante uso de força, de drogas incapacitantes da sua resistência".


Carlsson Stig Karl-Magnus, que nasceu em 08 de janeiro de 1964, detinha um passaporte diplomático são-tomense como conselheiro diplomático do Presidente Carlos Vila Nova, que assegurou, após a detenção, que o sueco "tinha um registo criminal limpo" aquando da nomeação para trabalhar em projetos na saúde e segurança marítima no Golfo da Guiné.


Em abril de 2022, numa situação semelhante, o Presidente são-tomense exonerou um conselheiro especial, de nacionalidade alemã, face às notícias do seu alegado envolvimento em tráfico de influências.


Na altura, o chefe de Estado são-tomense justificou a decisão com a necessidade de "acautelar a imagem externa" de São Tomé e Príncipe face às notícias que indicavam que o exonerado se encontrava "sob processo de investigação".


O alemão Stephan Welk havia sido nomeado em 27 de janeiro do mesmo ano, para prestar "informações técnicas especializadas" a Carlos Vila Nova, no âmbito das relações internacionais, para lhe permitir, "em concertação com o Governo, encontrar mecanismos plausíveis que possibilitem a busca de melhores soluções para o desenvolvimento socioeconómico do país", de acordo com o decreto presidencial de nomeação.

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