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Um jovem de 27 anos foi detido no Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, em Nairobi, no Quénia, depois de ter sido apanhado com mais de duas mil formigas vivas escondidas na bagagem, na terça-feira.
Zhang Kequn estava a tentar deixar o país quando foi detido, segundo noticiou a agência Reuters, esta quinta-feira.
O mesmo meio deu conta de que as autoridades já tinham emitido um mandado de detenção para o cidadão chinês, após este ter fugido de uma prisão queniana no ano passado.
A polícia encontrou 2.238 formigas na bagagem do suspeito, 1.948 das quais dentro de tubos de ensaio. As restantes estavam acondicionadas em três rolos de papel de seda.
As autoridades apontaram que Kequn, que tinha regressado ao país há duas semanas, confessou ter recebido os insetos através de dois cúmplices.
O Serviço de Vida Selvagem do Quénia pediu mais tempo para concluir a investigação, incluindo a análise de um iPhone e de um MacBook apreendidos ao suspeito. Isto porque, segundo o organismo, uma remessa semelhante foi apreendida em Banguecoque, na Tailândia, na terça-feira, o que poderá indicar a existência de uma rede organizada de contrabando de formigas.
Segundo a Reuters, os entusiastas por estes insetos estão dispostos a desembolsar elevadas quantias de dinheiro para manter colónias em grandes recipientes transparentes, por forma a estudar as complexas estruturas sociais e os comportamentos da espécie.
Quatro homens foram multados em 7.700 dólares (cerca de 6.684 euros), no ano passado, depois de terem tentado traficar milhares de formigas do Quénia. O incidente foi um sinal de que estava a ocorrer uma mudança na biopirataria, deixando para trás os habituais troféus, como é o caso do marfim de elefante, em detrimento de espécies menos conhecidas.
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