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"A AfD continua muito mais forte nos estados de leste, onde há um sentimento de ressentimento mais acentuado. Além disso, os eleitores do Leste tendem a identificar-se menos com os partidos existentes antes de 1990. O partido tem ganho terreno também no Oeste, e é muito provável que aumente a sua percentagem de votos em relação a 2021", sublinhou à Lusa o cientista político Kai Arzheimer.
Para o cientista político alemão e professor na Universidade de Maiz, especialista em populismo e comportamento eleitoral, há cinco anos o apoio à AfD era relativamente baixo porque "os eleitores estavam mais preocupados com a pandemia e o ambiente do que com a imigração".
Nas sondagens para as eleições regionais de Baden-Württemberg, marcadas para o próximo domingo, a AfD reúne 20% dos votos, atrás da CDU com 27% e os Verdes com 24%. Nas votações na Renânia-Palatinado, a 22 de março, a Alternativa para a Alemanha também segue em terceiro lugar com 19%.
"A AfD deverá aumentar significativamente a sua percentagem de votos em ambos os estados, mas não será tão forte como nos estados da Alemanha de Leste", apontou o politólogo Marc Debus em declarações à Lusa.
"Desde 1990, tem havido um maior potencial para partidos extremistas no Leste - tanto à esquerda como à direita - devido à elevada percentagem de eleitores insatisfeitos com a democracia", acrescentou o professor na Universidade de Mannheim, especialista em coligações e comportamento eleitoral.
Para a cientista política Andrea Römmele, professora de Comunicação Política na Hertie School, em Berlim, a AfD deverá ganhar votos em ambos os estados, mas "não desempenhará um papel relevante", o que é diferente no Leste.
"Porque a identificação partidária é muito mais fraca no Leste do que no Oeste, por razões históricas óbvias, além de estagnação económica, menor prosperidade e um sentimento generalizado de abandono por parte da população", realçou.
Nos últimos cinco anos, Baden-Württemberg tem sido governado por uma coligação entre os Verdes (Bündnis 90/Die Grünen) e a União Democrata-Cristã (CDU), liderada pelo ministro-presidente Winfried Kretschmann, dos Verdes, que ocupa o cargo desde 2011.
Já na Renânia-Palatinado, o governo foi liderado pela Partido Social-Democrata (SPD), em coligação com os Verdes e o Partido Democrático Liberal (FDP), numa chamada "coligação semáforo". Esta coligação foi chefiada até 2024 por Malu Dreyer, também do SPD, que deixou o cargo por motivos de saúde, sendo sucedida por Alexander Schweitzer.
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