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Escolas e centros de saúde resilientes nascem no parque moçambicano da Gorongosa

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"A construção de 26 novas escolas está a avançar, utilizando técnicas de arquitetura resiliente", refere a entidade responsável.

O Projeto de Restauração da Gorongosa (PRG), parceria público-privada entre o Governo moçambicano e a Fundação Carr, está a construir 26 escolas resilientes na envolvente daquele parque e prevê este ano edificar seis centros de saúde.

De acordo com informação do PGR, que em conjunto com o Governo de Moçambique gere o Parque Nacional da Gorongosa, centro do país, trata-se de um projeto financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), contando com as organizações não-governamentais Oikos e AVSI como parceiros de implementação.

"A construção de 26 novas escolas está a avançar, utilizando técnicas de arquitetura resiliente, nos seis distritos circundantes ao Parque Nacional da Gorongosa. Mais de 15.000 alunos do ensino básico beneficiarão de salas de aulas modernas que também servirão de abrigo durante ciclones", refere a informação daquele parque, a que a Lusa teve acesso este sábado.

"Das 293 pessoas que constroem as escolas, 92 são mulheres, muitas assumindo novas funções como pedreiros e ajudantes de carpinteiro. Nove trabalham como técnicas de construção e mobilizadoras comunitárias", explica ainda.
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A implementação do projeto decorre em colaboração com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, estando as 150 salas de aula (26 escolas) a ser construídas "utilizando técnicas de arquitetura resiliente", com o apoio técnico também da UN-Habitat.

"Moçambique é altamente vulnerável a eventos climáticos extremos como o ciclone Idai em 2019. Estes eventos aumentaram significativamente a vulnerabilidade das comunidades na Zona de Desenvolvimento Sustentável do Parque Nacional da Gorongosa, causando graves repercussões económicas e sociais, tais como a interrupção das aulas e a disponibilidade de serviços básicos de saúde", reconhece o PRG.

Já a construção de seis novos centros de saúde, ao abrigo do mesmo projeto de Infraestruturas Resilientes, "terá início ainda este ano, nos mesmos seis distritos" da Zona de Desenvolvimento Sustentável do parque, casos de Cheringoma, Dondo, Gorongosa, Maringué, Muanza e Nhamatanda.

"Em 2023, o setor de saúde do Parque chegou a mais de 200 mil pessoas, servindo 4.500 em Chitengo e outras clínicas locais, com agentes comunitários de saúde e brigadas móveis de saúde, realizando mais de 40 mil visitas domiciliárias", sublinha.

A Gorongosa foi o primeiro parque nacional de Portugal em 1960, na época colonial, dilacerado entre 1977 e 1992 pela guerra civil que se seguiu à independência de Moçambique.

Em 2008, a fundação do milionário e filantropo norte-americano Greg Carr assinou com o Governo moçambicano um acordo de gestão do parque por 20 anos - prolongando-o por outros 25 anos em 2018 - que tem levado à sua renovação em várias frentes, com projetos sociais aliados à conservação e com o número de animais a crescer de 10.000 para mais de 102.000.

Correio da Manhã
 
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