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Roland Lescure foi entrevistado pelo canal americano CNBC Europe sobre a possibilidade de uma perturbação de longa duração no transporte de hidrocarbonetos importados do Médio Oriente.
"O que temos de garantir é que nos preparamos para estes cenários. Estamos a acompanhá-los, a monitorizá-los e a assegurar que reagimos de forma adequada, nem demasiado depressa, nem com demasiada força, pois, como sabem, temos de guardar munições para fazer face a outros potenciais choques", respondeu.
Quanto à possibilidade de uma guerra que fosse "intensa, mas efémera", "esse cenário provavelmente já se esfumou", referiu o ministro.
Questionado sobre a possibilidade de uma nova utilização das reservas estratégicas, tal como decidido pelo G7 em 11 de março, Lescure respondeu que ainda não chegaram a esse ponto.
"Sabemos que a única forma de libertar o mercado do petróleo é garantir que o estreito de Ormuz deixe passar petróleo. Não se pode substituir os fluxos por reservas. Trata-se de uma medida pontual", sublinhou o ministro.
Roland Lescure garantiu ainda que não há falta de petróleo na Europa, nem na América do Norte, "mas a pressão que isto impôs levou o petróleo a rondar os 100 dólares (cerca de 86,70 euros por barril", constatou.
O preço do petróleo Brent para entrega em maio caiu hoje mais de 2%, embora se tenha mantido em torno dos 100 dólares por barril, após o acordo entre o Curdistão e o Iraque para retomar fluxo de petróleo.
Às 07h30 de hoje (06h30 hora de Lisboa), o petróleo Brent estava a cair 2,41%, cotando nos 100,93 dólares por barril, segundo dados da Bloomberg.
Da mesma forma, o crude West Texas Intermediate (WTI) estava a cair 3,73% àquela hora, cotado a 92,62 dólares.
Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.
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