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Exército vai construir pontes destruídas pela tragédia do Rio

Rotertinho

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700 militares enviados de quartéis de engenharia de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul
Exército vai construir pontes destruídas pela tragédia do Rio

O Exército reforçou nesta segunda-feira com mais 700 homens e máquinas pesadas a sua presença nas cidades da região serrana do Rio de Janeiro,devastadas quarta-feira da semana passada por um violento temporal, que deixou pelo menos seis centenas e meia de mortos e 15 mil desalojados. Os militares, que já começaram a chegar às cidades mais afectadas, pertencem a unidades de engenharia do Exército nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

A maior parte desses militares é especialista em construção de pontes e estradas, e o seu trabalho vai permitir reabrir a ligação entre as cidades afectadas pela enorme tempestade, que destruiu dezenas de pontes e estradas. Até esta quinta-feira, cidades como Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto continuavam isoladas devido à destruição de pontes, arrancadas e levadas pela fúria das águas dos rios. O mesmo acontece com bairros de Teresópolis, Petrópolis e Friburgo, onde encostas inteiras caíram sobre estradas e pontes desapareceram.

A missão desses soldados que agora chegam é ajudar a desobstruir as vias de acesso da região e refazer as ligações através de pontes novas. O Exército tem uma grande especialização em pontes metálicas, que serão usadas numa primeira fase e ficarão nos locais afectados até que uma outra ponte, definitiva, seja construída.

Do estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, já está a ser transportada em grandes camiões uma ponte metálica com mais de 50 metros. Ela será instalada no lugar da que a corrente levou em São José do Vale do Rio Preto, e outras menores serão instaladas ou construídas em outras cidades.

Nesta segunda-feira, militares do Batalhão-Escola de Engenharia do Rio de Janeiro, também enviados para a região, começaram a instalar uma ponte em Teresópolis. Ela refará a ligação entre dois bairros da cidade, permitindo tanto o acesso dos habitantes ao centro de Teresópolis quanto a chegada mais fácil das equipas de socorro a regiões até agora de difícil acesso.

O envio de mais soldados e máquinas ocorre depois de duras críticas da população e de autarcas das cidades da região afectada face à demora do governo de Dilma Rousseff em mandar um grande contingente militar para reforçar as equipas de resgate. Só domingo, quatro dias depois da catástrofe, as Forças Armadas enviaram para a região um número significativo de meios humanos e técnicos, inclusive veículos todo o terreno e helicópteros de resgate para reforçarem as equipas dos bombeiros e da protecção civil, que trabalham quase sem descanso desde quarta-feira mas são claramente insuficientes para atender a todas as solicitações dos sobreviventes da tragédia e para procurarem mais corpos no meio dos intermináveis escombros.


Correio da Manhã
 
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