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O Governo decidiu extinguir a sociedade Frente Tejo, criada em 2008 para promover a reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa, e pretende fazê-lo o mais cedo possível, disse hoje fonte governamental.
De acordo com a mesma fonte, a decisão de extinguir a sociedade pública Frente Tejo «está tomada», estando ainda a ser estudada a possibilidade de o fazer antes de terminar o mandato da administração, em 31 de Dezembro.
A notícia da possibilidade de a Frente Tejo ser extinta foi noticiada pelos jornais Público e i que avançam que a concretização acontecerá no último dia do ano.
No entanto, fonte governamental adiantou à Lusa que a vontade do Governo é antecipar o encerramento da sociedade de reabilitação da frente ribeirinha lisboeta, desmantelando-a «o mais cedo possível».
A decisão visa reduzir as despesas do Estado, já que, como avança o i, o conselho de administração da Frente Tejo custou aos cofres do Estado mais de 400 mil euros em 2010, despesa que resulta da soma de remunerações e contribuições sociais, subsídio de almoço, seguro de saúde, despesas com telemóvel, combustíveis e viaturas de serviço.
A extinção da empresa a 31 de Dezembro está prevista nos próprios estatutos, mas o seu prolongamento era tido como certo até porque a sociedade tem vários projectos em andamento.
O jornal i acrescenta que a solução jurídica para desmantelar a Frente Tejo pode passar por integrar o legado da sociedade na Parque Expo e distribuir os projectos pela Câmara Municipal de Lisboa, Turismo de Portugal e ministério da Administração Interna.
Entre os projectos ainda a decorrer contam-se o novo Museu dos Coches, a ligação do Arsenal à Alfândega e recuperação das fachadas dos edifícios do Terreiro do Paço e a reabilitação da Ribeira das Naus.
Lusa/SOL