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Há guerra na Ucrania

kok@s

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Kyiv anuncia descoberta de quatro "locais de tortura" em Kherson


A procuradoria-geral da Justiça da Ucrânia anunciou hoje ter descoberto quatro "locais de tortura" usados pelos russos em Kherson (sul), durante a ocupação desta cidade reconquistada pelas tropas de Kyiv em 11 de novembro.


Kyiv anuncia descoberta de quatro locais de tortura em Kherson







"Em Kherson, os procuradores continuam a registar os crimes da Rússia: foram detetados locais de tortura em quatro edifícios", adiantou o gabinete do procurador-geral ucraniano na rede de mensagens Telegram.


Segundo o Ministério Público, os investigadores ucranianos foram a quatro edifícios, incluindo "centros de detenção provisória" pré-guerra, "onde, durante a ocupação da cidade, os russos detiveram pessoas ilegalmente e as torturaram brutalmente".


"Pedaços de cassetetes de borracha, um bastão de madeira, um dispositivo usado pelos ocupantes para eletrocutar civis, uma lâmpada incandescente e balas (...) foram apreendidos", acrescentou a mesma fonte, dez dias depois da reconquista de Kherson pelo exército ucraniano.


"Os trabalhos para encontrar as salas de tortura e os locais de detenção ilegal de pessoas vão continuar", afirmou a procuradoria-geral, especificando querer também "identificar todas as vítimas".


Desde a reconquista de Kherson, em 11 de novembro, Kyiv tem denunciado vários "crimes de guerra" e "atrocidades" russas na região, mas, até ao momento, Moscovo não reagiu às acusações.


Na sexta-feira, um relatório divulgado pelo Observatório de Conflitos dos Estados Unidos referiu que, entre março e outubro, mais de 220 pessoas foram detidas ou desapareceram às mãos das tropas russas em Kherson.


O relatório indicou também que 55 dos detidos ou desaparecidos foram torturados, enquanto cinco morreram durante o cativeiro ou pouco depois da sua libertação. Seis dessas pessoas terão sofrido violência sexual ou de género.


Também o comissário dos direitos humanos do parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, denunciou, na semana passada, terem sido descobertas várias valas comuns, tendo as investigações demonstrado que as forças russas torturaram prisioneiros ucranianos com recurso, por exemplo, a choques elétricos. Também existem relatos de execuções e de espancamentos com barras de ferro.


A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.


A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.


nm
 

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Ucrânia. Historiador diz que "chave" da guerra está na Crimeia


O historiador britânico Antony Beevor, autor do livro 'Rússia Revolução e Guerra Civil (1917-1921)' disse hoje à Lusa que a Crimeia pode ser a chave da guerra na Ucrânia, frisando que as intenções de Kyiv dependem dos países aliados.


Ucrânia. Historiador diz que chave da guerra está na Crimeia





Antony Beevor disse à Lusa que o uso de armas nucleares por parte do Kremlin pode estar afastado "por causa das pressões" da República Popular da China mas que há outras ameaças, como o uso de armas químicas, até porque Vladimir Putin, diz, adotou a imprevisibilidade como tática para assustar o Ocidente.


Assim, afirma, tudo vai depender da situação na Crimeia, no sul, anexada em 2014 por Moscovo, porque para os russos, a península é território da Rússia.


"[O Presidente ucraniano] Zelensky está determinado a tomar a Crimeia, mas outra coisa são os Estados Unidos e os aliados permitirem que tal aconteça. Pessoas bem colocadas com quem mantenho contactos, entre generais e diplomatas, estão convencidos de que os norte-americanos e os britânicos vão travar as intenções de Kyiv", disse à Lusa o historiador.


Por outro lado, Beevor afirma que existe a possibilidade de "desintegração" do Exército russo, o que pode precipitar um movimento (militar) de Kyiv sobre a Crimeia "até à primavera de 2023".


"Nos termos de Putin isso pode ser uma ameaça contra a existência da Rússia. É tudo impossível de prever. Ninguém sabe como tudo isto vai acabar. É como uma bola de uma máquina de 'flippers': a bola pode dirigir-se para qualquer direção e se alguém afirmar como esta guerra vai acabar ou é muito otimista ou muito estúpido", afirma.


Na última obra, 'Rússia - Revolução e Guerra Civil 1917-1921', lançada este mês em Portugal, Beevor usa fontes militares dos arquivos da ex-União Soviética, consultados durante a era de Boris Yeltsin, e, tal como nos livros anteriores, testemunhos diretos dos acontecimentos.


Para o historiador, os "brancos" (czaristas) venceram os "vermelhos" (bolcheviques) no conflito entre 1917 e 1921 devido à grande inflexibilidade face às circunstâncias políticas impostas por Lenine.


Beevor contraria a "ideia de uma guerra civil 'puramente russa'" reforçando que se tratou de uma "guerra mundial condensada".


No livro, é aprofundado também o papel da Legião Checa, a posição da Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial, o desempenho dos nacionalistas polacos, sobretudo em 1921, ou a presença dos observadores norte-americanos e britânicos junto dos "exércitos brancos" que lutavam contra as forças comunistas na Sibéria ou na Península da Crimeia.


Em perspetiva, Antony Beevor diz que ironicamente, o atual líder russo "usa e altera" a História recente, adaptando-a às necessidades políticas, identificando Vladimir Putin como "contra-revolucionário".


"Assistimos a um grande paradoxo: Putin não é um 'vermelho', Putin é um 'branco'. Foi Putin quem foi buscar os corpos dos antigos generais (brancos) para os sepultar na Rússia. Isso foi um tremendo choque para os saudosistas russos da União Soviética", disse à Lusa o historiador.


"Sabemos também que Putin culpou Lenine pela independência da Ucrânia, o que é ridículo. É mais um erro histórico. É verdade que a declaração de Lenine sobre a autodeterminação das nações do Império Russo ocorreu em 1917 porque Lenine não queria que a URSS fosse vista como uma organização chauvinista e nacionalista. Foi por isso que fez essa declaração", frisa.


Para Beevor, Putin tem seguido a ideologia dos exilados "brancos", que após a derrota na Guerra Civil ainda acreditavam na possibilidade de uma Rússia imperial e ortodoxa, marcada pelo nacionalismo eslavo e capaz de dominar a Eurásia.


"Alexander Dugin (atual ideólogo do Kremlin) tem influência sobre a ideologia de Putin apelando ao domínio imperial e à espiritualidade eslava e ortodoxa", recorda.


Para Antony Beevor, o grande erro dos países ocidentais é semelhante aos erros cometidos nos anos 1930 com Hitler, porque "ninguém pensava que fosse tão estúpido para organizar outra Grande Guerra", subestimando os perigos do nazismo.


"Fizemos a mesma coisa com Putin. Assumimos que ninguém, com um juízo perfeito, quisesse outra Segunda Guerra Mundial, ou um conflito terrestre na Europa Central, ou na Ucrânia. Subestimámos os perigos de Putin", afirmou.


Na opinião do historiador, as "mentalidades democráticas" tendem a não compreender o "síndroma das ditaduras" e os ditadores, afirma, pensam de maneira diferente.


"No caso de Putin vimos provavelmente o maior desastre da História Contemporânea - do ponto de vista da liderança - porque não conseguiu nada do que queria fazer e é, por isso, que neste momento a situação é muito perigosa por causa da humilhação que ele pode sofrer podendo provocar atitudes mais violentas e é com isto temos de ser muito prudentes", disse.


O livro 'Rússia - Revolução e Guerra Civil / 1917-1921' (Bertrand Editora, 671 páginas) inclui fotografias e mapas e foi traduzido por Marta Pinho, Pedro Silva e Pedro Vidal.





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Rússia anuncia morte de três pessoas em explosão em Belgorod


Várias explosões mataram três pessoas na região russa de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia, anunciaram hoje as autoridades deste território, onde estão em construção fortificações.

Rússia anuncia morte de três pessoas em explosão em Belgorod





Na sua conta da rede social Telegram, o governador de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, informou que uma mulher morreu após sofrer traumatismo craniano durante um bombardeamento em Chebekino, uma cidade a oito quilómetros da Ucrânia.


As autoridades russas anunciaram ainda a morte de duas pessoas pela explosão de "munições de tipo não identificado" na aldeia de Starosselie, na fronteira com a Ucrânia e onde vigora o estado de emergência desde 27 de outubro.


As localidades e infraestruturas da região são alvo com frequência de bombardeamentos, atribuídos a Moscovo pelo Exército ucraniano.


"Desde abril, temos vindo a reforçar ativamente as nossas fronteiras", disse o governador, citado pela agência noticiosa russa TASS, acrescentando que a construção de fortificações é um trabalho "em grande escala".


Na semana passada, a Rússia já tinha anunciado obras de fortificação na península anexa da Crimeia.


O líder do grupo paramilitar russo Wagner, Yevgeny Prigojin, ordenou a construção de fortificações nas regiões russas de Belgorod e Kursk, bem como na região de Lugansk, ocupada por Moscovo, no leste da Ucrânia.





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Cessar-fogo com Rússia seria "facada nas costas do mundo civilizado"


O conselheiro presidencial ucraniano considerou que o país "deve e libertará todos os seus cidadãos do inferno dos campos de concentração russos".


Cessar-fogo com Rússia seria facada nas costas do mundo civilizado







Reiterando a sua posição contra um cessar-fogo no conflito encabeçado pelo presidente russo, Vladimir Putin, o conselheiro presidencial ucraniano, Mykhailo Podolyak, recorreu à rede social Twitter para salientar que o “mundo russo” nos territórios ocupados baseia-se em “mil e uma formas de tortura”, assegurando que a Ucrânia “deve e libertará todos os seus cidadãos do inferno dos campos de concentração russos”.

Apontou, por isso, que um cessar-fogo seria uma “facada nas costas do mundo civilizado”.


“Querem saber o que é o ‘mundo russo’ nos territórios ocupados? Mil e uma formas de tortura. Sequestro. Execuções em massa, violações. Só porque o nosso povo se identifica como ucraniano. Querem saber o que lhe dá poder para sobreviver? Fé que este filme de terror tem de acabar”, começou por elencar o responsável.


Podolyak foi mais longe, complementando: “Querem saber o maior medo deles? ‘Congelamento da guerra’, ‘cessar-fogo’ e recusa da contra-ofensiva, como uma facada nas costas do mundo civilizado. Não podemos deixar que isso aconteça: a Ucrânia deve e libertará todos os seus cidadãos do inferno dos campos de concentração russos.”


Horas antes, o responsável considerou, na mesma rede social, que a Rússia está a implorar “por uma conversa”.


“A Rússia a dar nas vistas. Após nove meses e 80 mil soldados russos mortos, 'o gangue dos drogados que procuraram ter poder em Kyiv' transformou-se no 'governo democrático da Ucrânia', e imploram por uma conversa", escreveu, considerando que a “lição a retirar” é nunca interferir “na vida política de outro país”


"Vocês [Rússia] não fazem ideia o que são eleições ou liberdade", rematou.


Acumulam-se as declarações do conselheiro presidencial ucraniano quanto à rejeição de conversações com a Rússia que, a seu ver, não trariam paz, mas multiplicariam as vítimas, ao representar a vitória de Putin.


Ainda assim, Podolyak indicou, noutra ocasião, que “a Ucrânia nunca se recusou a negociar”.


“A nossa posição de negociação é conhecida e aberta. Putin está pronto? Obviamente que não. Portanto, somos construtivos na nossa avaliação: falaremos com o próximo líder da [Rússia]”, disse, alertando que, para a porta das conversações ser aberta, a Rússia deverá retirar as suas tropas da Ucrânia.



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Kyiv inicia investigação a vídeo de alegadas execuções de presos russos


A Procuradoria-Geral ucraniana iniciou uma investigação sobre a alegada execução de prisioneiros russos por soldados ucranianos, após uma denúncia de Moscovo do surgimento nas redes sociais de vídeos que parecem indicá-lo.


Kyiv inicia investigação a vídeo de alegadas execuções de presos russos





Anteriormente, o comissário para os Direitos Humanos da Ucrânia, Dimitro Lubinets, indicou que os soldados russos primeiro declararam a sua rendição e depois abriram fogo sobre as tropas ucranianas, que responderam aos disparos.


"Responder a fogo com fogo não é crime de guerra", comentou.


A Procuradoria-Geral manifestou-se então sobre esse ponto, afirmando que investigará se efetivamente os soldados russos se renderam como parte de uma estratégia para atacar a parte ucraniana e obter vantagem -- algo que é proibido pelo direito internacional humanitário.


A alegada execução de pelo menos dez soldados russos desencadeou os protestos de Moscovo, que logo exigiu às organizações internacionais que investiguem o que aconteceu, indicando que as próprias autoridades russas analisarão o caso em busca de responsáveis.



Já na semana passada, o Ministério da Justiça russo advertiu de que tanto o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, como "os seus sequazes" deveriam prestar contas e responder em tribunal por este episódio de "tortura e assassínio".



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Ucrânia vasculha mosteiros à procura de "atividades subversivas"


Os serviços de segurança da Ucrânia (SBU) vasculharam vários mosteiros em diferentes cidades, incluindo Kiev, para encontrar alegadas "atividades subversivas" a cargo dos interesses russos.


Ucrânia vasculha mosteiros à procura de atividades subversivas





As buscas visaram instalações ligadas à Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo, incluindo o Mosteiro das Cavernas de Kiev, declarado Património da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).


As autoridades também alargaram as suas operações à região de Rivne, no oeste da Ucrânia, com o objetivo de localizar possíveis 'stocks' de armas ou esconderijos de espiões.


A Igreja Ortodoxa tentou nos últimos meses distanciar-se de possíveis simpatias por Moscovo, afastando-se assim da ofensiva militar iniciada em fevereiro.


Mas, no entanto, a SBU arrancou uma investigação após uma música cantada num culto ter defendido o despertar da "Mãe Rússia".


O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, acusou Kiev de estar a fazer perseguição religiosa.


Na sua opinião, as buscas em mosteiros é "mais um elo na cadeia de ações militares contra a ortodoxia russa", de acordo com órgãos oficiais.




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Recém-nascido morto em ataque com míssil russo a maternidade em Zaporíjia


O edifício de dois andares ficou destruído.

Recém-nascido morto em ataque com míssil russo a maternidade em Zaporíjia









Um bebé recém-nascido morreu na sequência de um ataque russo que atingiu uma maternidade na região de Zaporíjia, na Ucrânia, (mas que Moscovo alega ter sido anexada).


Oleksandr Starukh, chefe da administração militar regional de Zaporíjia, disse no Telegram que as forças russas "lançaram mísseis contra uma pequena maternidade" na cidade de Vilnyansk.


"Os nossos corações estão cheios de dor, pois um bebé recém-nascido foi morto", revelou, citado pela CNN.


Havia "uma mulher em trabalho de parto com um bebé recém-nascido e um médico" dentro do prédio. Foram os dois resgatados.


Segundo informações preliminares, não há mais ninguém sob os escombros.


Vilnyansk é uma cidade controlada pela Ucrânia. Partes da região mais ampla de Zaporíjia estão ocupadas pela Rússia, que a reivindica como território seu, em violação do direito internacional.



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investigação (e com desfecho indefenido)


O Parlamento Europeu (PE) deverá aprovar, esta quarta-feira, em Estrasburgo uma resolução não vinculativa onde reconhece a Rússia como Estado "patrocinador do terrorismo", enquanto se avoluma a lista de alegados crimes de guerra atribuídos às partes em conflito na Ucrânia.

Alegados crimes de guerra sob investigação (e com desfecho indefenido)





A resolução visa que Moscovo responda judicialmente por alegados crimes de guerra cometidos pelas suas forças na Ucrânia, que têm vindo a ser documentados desde o início da invasão da Ucrânia há quase nove meses.


No mais recente caso, e na sequência da recente retirada militar russa e de parte da população civil da cidade de Kherson, sul da Ucrânia e na margem direita do rio Dniepre, ocupada nos primeiros dias da invasão, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que os investigadores documentaram "400 crimes de guerra" cometidos pelas forças russas durante a ocupação.


Na segunda-feira, a Procuradoria-Geral da Justiça da Ucrânia também anunciou a "descoberta de quatro locais de tortura" usados pelos russos nessa cidade durante a ocupação e antes da retirada total para a margem esquerda do Dniepre em 11 de novembro.


Ainda no passado domingo, o procurador-geral da Ucrânia, Andriy Kostin, indicou estarem registados "47 mil potenciais crimes de guerra" no país e reivindicou um tribunal internacional especial para investigar e julgar "o crime de agressão" da Rússia que assemelhou a um "genocídio"


Desde o início do conflito que diversos 'media' e organizações internacionais, onde se tem destacado a Amnistia Internacional (AI), também têm revelado situações que podem configurar crimes de guerra, à semelhança da procuradoria-geral ucraniana, e mesmo que as informações nem sejam sempre coincidentes.


Kyiv tem anunciado regularmente a descoberta de valas comuns em diversos locais do país anteriormente ocupados pelas forças russas, alguns com civis que apresentariam sinais de tortura.


Em abril, mais de 400 corpos de civis terão sido descobertos em Bucha, cidade situada nos arredores de Kyiv.


Em março, as forças russas efetuaram um ataque aéreo que atingiu um teatro de Mariupol, onde estariam refugiadas muitas crianças, com um balanço de centenas de mortos, com a generalidade destas ações desmentidas por Moscovo. Um hospital desta cidade do sudeste, na região do Donbass, também foi atingido nesse mês.


Em setembro, foram encontrados 450 corpos -- na maioria civis -- em valas comuns em Izium, na região de Kharkiv. Ainda nesta cidade do nordeste, registo de ataques indiscriminados das forças russas, com uso de bombas de fragmentação.


Os tribunais ucranianos também já condenaram um soldado russo, assim como os separatistas russófonos do Donbass também sentenciaram diversos "mercenários estrangeiros" envolvidos no conflito, e membros do batalhão Azov, muitos deles entretanto envolvidos em trocas de prisioneiros.


Mais recentemente, e na sequência da designada "operação militar especial" desencadeada pelo Kremlin em 24 de fevereiro, o chefe de tanque russo, Vadim Shishimarin, 21 anos, foi condenado a prisão perpétua acusado de ter disparado contra um civil não armado na localidade de Chupakhivka, nordeste do país, alguns dias após o início da invasão.


Neste contexto, foi admitido que seria mais fácil indiciar por crimes de guerra os soldados individualmente face aos comandantes militares ou políticos com altas funções.


No início de agosto passado, um novo relatório da Amnistia Internacional (AI) revela que as táticas de combate ucranianas também colocavam civis em perigo, referindo-se a bases militares instaladas em zonas residenciais (incluindo escolas e hospitais), ataques lançados a partir de zonas residenciais, mas sublinhado que estas "violações dos direitos humanos" não justificam os ataques "indiscriminados e sistemáticos" da Rússia por terra, mar e ar a alvos residenciais e a civis.


Kyiv reagiu de forma veemente, com o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, a manifestar "indignação" com as acusações "injustas" avançadas pela AI, enquanto o Presidente Volodymyr Zelensky considerava que a organização estava a "tentar amnistiar o Estado terrorista russo".


Em paralelo, Moscovo também tem acusado Kyiv da prática de "crimes de guerra", sendo o mais recente a acusação da execução sumária de 11 soldados detidos na região de Lugansk e que estavam desarmados, tendo pedido à ONU que investigue este incidente.


O Comité de Investigação da Rússia abriu um processo criminal na semana passada e na segunda-feira o Kremlin garantiu que vai tentar identificar os responsáveis e julgá-los. Kyiv rejeita a versão de Moscovo, mas a Procuradoria-Geral ucraniana anunciou na terça-feira que iniciou uma investigação sobre a alegada execução.


Os líderes russófonos do Donbass também têm denunciado bombardeamentos sistemáticos das tropas ucranianas contra zonas residenciais em Donetsk e Lugansk com muitas baixas civis e que decorrem desde o início do conflito nesta região do leste a Ucrânia, na sequência da rebelião separatista da primavera de 2014.


Responsáveis da Human Rights Watch (HRW), uma organização não-governamental sediada em Nova Iorque, têm ainda considerado que o estabelecimento da "cadeia de comando" é muito importante para qualquer futuro processo, em particular para determinar se um potencial crime foi autorizado por um dirigente.


Desde 2013 que o Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, investiga crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Ucrânia, ainda antes da anexação da Crimeia pela Rússia. No entanto, o TPI não tem poder para prender suspeitos e a Rússia não é signatária do acordo que instituiu o Tribunal (à semelhança dos Estados Unidos ou China), sendo pouco provável que extradite dos suspeitos.


O TPI também pode desencadear processos judiciais contra dirigentes políticos por terem "promovido uma guerra agressiva", uma invasão ou conflito injustificado que não tenha sido efetuado em estado de legítima defesa.


No entanto, será muito difícil ao TPI indiciar os dirigentes russos, incluindo o Presidente Vladimir Putin, pelo facto de o país não ser signatário do tribunal.


Desta forma, admite-se a formação de um tribunal próprio para julgar os potenciais crimes de guerra e contra a humanidade, e quando os tribunais ucranianos já começaram a organizar os seus próprios processos.


Em teoria, o Conselho de Segurança da ONU também pode pedir à sua instância judicial que inicie uma investigação, mas a Rússia poderá sempre aplicar o seu veto.


A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.



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Ataques massivos na Ucrânia. Três mortos e cortes de energia em Kyiv


Antes dos bombardeamentos desta quarta-feira, foram ouvidos alertas de ataques aéreos em todo o país.


Ataques massivos na Ucrânia. Três mortos e cortes de energia em Kyiv









ARússia voltou à carga e lançou uma nova vaga de mísseis contra o território ucraniano. Uma série de explosões foram ouvidas, esta quarta-feira, em Kyiv, e provocaram pelo menos três mortos e nove feridos.


"Nove pessoas ficaram feridas, oito delas foram transportadas para hospitais de Kyiv. Uma vítima recebeu tratamento médico no local", salientou numa publicação na rede social Telegram.


Os ataques atingiram infraestruturas críticas e edifícios residenciais na capital da Ucrânia, conforme foi confirmado pelo autarca de Kyiv, Vitaly Klitschko.


Na sequência dos bombardeamentos, Kyiv registou cortes de eletricidade e de abastecimento de água.


"Não há luz em alguns distritos de Kyiv. Especialistas em energia relatam paralisações de emergência. Devido ao bombardeamento, também o abastecimento de água foi suspenso. Os especialistas estão a trabalhar para restaurá-lo o mais rápido possível", avisou Klitschko, que pediu os moradores que fiquem em abrigos antiaéreos e se preparem para o "pior cenário" durante o inverno.


"Este é o pior inverno desde a Segunda Guerra Mundial", afirmou.


Também foram registadas explosões nas regiões de Mykolaiv, Dnipropetrovsk e Lviv. A defesa aérea ucraniana conseguiu eliminar algumas das ameaças russas.


O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, pediu que se ativem "todos os sistemas de defesa aérea que sejam necessários o mais rápido possível", na sequência destes novos ataques.


"A Rússia comemora o seu reconhecimento como Estado terrorista com novos mísseis de terror contra a capital da Ucrânia e outras cidades", afirma Kuleba, numa publicação na rede social Twitter, acrescentando que "a Rússia deve ser reconhecida como um estado terrorista mundial e a Ucrânia deve obter todos os sistemas de defesa aérea necessários o mais rápido possível".



Recorde-se que a Rússia atacou hoje uma maternidade na região de Zaporíjia, que matou um bebé recém-nascido, no dia em que foi declarada como "estado patrocinador do terrorismo" pelo Parlamento Europeu.



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Kyiv reclama ter abatido 51 de 70 mísseis russos


A Força Aérea ucraniana reivindicou hoje ter conseguido abater 51 dos 70 mísseis russos disparados e que provocaram falhas generalizadas nas principais infraestruturas de energia do país.


Kyiv reclama ter abatido 51 de 70 mísseis russos







"No total, foram disparados cerca de 70 mísseis de cruzeiro Kh-101/Kh-555 Kalibr. As forças de defesa aérea destruíram 51 mísseis. Além disso, cinco 'drones' do tipo Lancet foram destruídos no sul do país", informou a Força Aérea da Ucrânia, na rede social Telegram.


O Ministério da Energia da Ucrânia já reconheceu que esta barragem de ataques russos provocou danos graves nas principais infraestruturas energéticas do país, anunciando que milhões de pessoas ficaram sem acesso a eletricidade ou água.


O Ministério também informou que os ataques russos provocaram um 'apagão' temporário na maioria das centrais termoelétricas e hidroelétricas da Ucrânia, afetando o fornecimento de energia para várias regiões do país.


A Rússia tem vindo a atacar a rede elétrica e outras instalações com mísseis e 'drones' há várias semanas, aparentemente com o objetivo de transformar o frio e a escuridão do inverno numa arma contra a Ucrânia.



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Kyiv e Moscovo acordaram libertação de 71 prisioneiros de guerra


Os militares serão transportados por via aérea para Moscovo.


Kyiv e Moscovo acordaram libertação de 71 prisioneiros de guerra





OMinistério da Defesa da Rússia disse, esta quarta-feira, que 35 prisioneiros de guerra que tinham sido mantidos em cativeiro na Ucrânia foram devolvidos ao país, na sequência de conversações entre ambos os países.


"A 23 de novembro, como resultado do processo de negociação, 35 militares russos foram devolvidos do território controlado pelo regime de Kyiv, que se encontravam em perigo de vida em cativeiro", alega a tutela, numa declaração citada pelo The Guardian.


Os militares serão transportados por via aérea para Moscovo, para fins de "tratamento e reabilitação em instituições médicas do Ministério da Defesa russo". A mesma fonte explicou ainda que os soldados terão acesso a assistência médica e psicológica.


A troca de prisioneiros foi, depois, confirmada por Kyiv. Andriy Yermak, o chefe do gabinete presidencial ucraniano, partilhou na rede social Twitter uma imagem que dá conta de que 35 militares ucranianos e um civil foram libertados do "cativeiro russo".


"Entre eles estão defensores do [complexo siderúrgico de] Azovstal e de Mariupol, bem como guardas nacionais capturados na central nuclear de Chernobyl nos primeiros dias da invasão", pode ler-se na publicação.


Recorde-se que, desde o início da guerra na Ucrânia, têm vindo a ser levadas a cabo diversas trocas de prisioneiros entre Moscovo e Kyiv.


No terreno, prosseguem as hostilidades. Desta quarta-feira destacam-se os ataques russos sobre a capital ucraniana, Kyiv, que resultou na morte de, pelo menos, três pessoas. Durante a noite, registou-se um ataque de Moscovo sobre uma maternidade em Vilniansk, nos arredores da cidade de Zaporíjia, que tirou a vida a um recém-nascido.


A guerra na Ucrânia, que teve início a 24 de fevereiro, provocou já mais de 6.500 mortes entre civis, de acordo com os mais recentes cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU). Pelo menos 437 crianças perderam a vida na sequência desta ofensiva, com outras 837 a terem ficado feridas.



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Ataque russo a infraestrutura ucraniana provoca apagão na Moldova


A Rússia atingiu massivamente a infraestrutura crítica em várias regiões da Ucrânia, esta quarta-feira. A Moldova também foi afetada.

Ataque russo a infraestrutura ucraniana provoca apagão na Moldova







Estão a ser registadas “quebras de energia massivas” na Moldova, na sequência dos ataques russos, registados esta quarta-feira, em diferentes cidades ucranianas.


O ministro das infraestruturas da Moldova, Andrei Spînu, alertou para quedas de energia “massivas” no país devido aos ataques russos à infraestrutura energética da Ucrânia.


“Um blackout maciço após o ataque russo de hoje à infraestrutura de energia da Ucrânia. A Moldelectrica [empresa estatal de energia] está a trabalhar para reconectar mais de 50% da eletricidade do país”, escreveu o ministro no Twitter.


Já Nicu Popescu, o vice-primeiro-ministro do país, pediu que o embaixador da Rússia fosse convocado, depois de os bombardeamentos terem deixado o país novamente “às escuras”.


Recorde-se que a Rússia voltou à carga e lançou uma nova vaga de mísseis contra o território ucraniano. Uma série de explosões foram ouvidas, esta quarta-feira, em Kyiv, e provocaram pelo menos três mortos e nove feridos.


Os ataques atingiram infraestruturas críticas de energia e edifícios residenciais na capital da Ucrânia, conforme foi confirmado pelo autarca de Kyiv, Vitaly Klitschko.


Ao início da tarde de hoje também foram registadas explosões nas regiões de Mykolaiv, Dnipropetrovsk e Lviv. Na sequência dos bombardeamentos, várias regiões registaram cortes de eletricidade e de abastecimento de água.


Já, na noite passada, foi reportado um ataque da Rússia a uma maternidade em Vilniansk, perto da cidade de Zaporíjia, que matou um bebé recém-nascido. A mãe do bebé e um médico foram retirados vivos dos escombros.


Recorde-se que a Rússia tem vindo a atacar a rede elétrica e outras instalações com mísseis e 'drones' há várias semanas, aparentemente com o objetivo de transformar o frio e a escuridão do inverno numa arma contra a Ucrânia.




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Cirurgia ao coração de uma criança continuou mesmo sem luz em Kyiv


A história teve um final feliz e a criança ficou bem.


Cirurgia ao coração de uma criança continuou mesmo sem luz em Kyiv



No dia em que se assinalam nove meses desde o início da guerra na Ucrânia, um vídeo de uma criança a ser operada às escuras, numa Kyiv sem luz, está a chocar o mundo.


A razão deste apagão são os ataques russos que danificam as infraestruturas energéticas, e que, por sua vez, impedem a possibilidade de realizar o trabalho médico em plenas condições.


O apagão foi total em todo o hospital e a única luz que permitia aos médicos na operação ver o procedimento era a das máquinas e dos dispositivos móveis que os profissionais de saúde possuíam. As imagens tornaram-se virais e um verdadeiro reflexo da dura realidade que a Ucrânia vive poucas semanas após a chegada oficial do inverno, com metade do país à beira do congelamento.


No entanto, a história teve um final feliz e a criança ficou bem.


Este é apenas o prelúdio do que poderão ser as próximas semanas, onde a chegada do frio poderá causar estragos muito mais graves em hospitais e outras infraestruturas energéticas do país.



A guerra na Ucrânia, que teve início a 24 de fevereiro, provocou já mais de 6.500 mortes entre civis, de acordo com os mais recentes cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU). Pelo menos 437 crianças perderam a vida na sequência desta ofensiva, com outras 837 a terem ficado feridas.



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Rússia nega ataque a Kyiv e atribui responsabilidades à defesa antiaérea


A Rússia negou hoje ter atacado Kyiv na quarta-feira e remeteu para os mísseis antiaéreos "ucranianos e estrangeiros" a responsabilidade pelos danos causados na capital ucraniana.

Rússia nega ataque a Kyiv e atribui responsabilidades à defesa antiaérea







"Não foi feito nenhum ataque em Kyiv. Todos os danos na cidade relatados pelo regime de Kyiv são consequência da queda de mísseis antiaéreos estrangeiros e ucranianos, instalados em áreas residenciais da capital ucraniana", afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.


A Ucrânia acusou na quarta-feira Moscovo de ter lançado mísseis contra Kyiv, matando três pessoas, ferindo outras seis e danificando infraestruturas que levaram a novas falhas de energia em várias cidades.


As autoridades locais de várias regiões da Ucrânia reportaram ataques múltiplos, sugerindo uma vaga concertada por parte das forças russas, que visaram sobretudo infraestruturas críticas, nomeadamente energéticas, mas também prédios de habitação.


O presidente da câmara de Kyiv, Vitali Klitschko, disse que "uma das instalações de infraestruturas da capital foi atingida" e que houve "várias outras explosões em diferentes distritos" da cidade, que também interromperam o abastecimento de água.


Foram registadas falhas de energia em diversas partes de Kyiv, em Kharkiv, em Lviv, e na região sul de Odessa.


O ataque aconteceu horas depois de as autoridades ucranianas terem reportado o lançamento de um 'rocket' durante a noite, que destruiu uma maternidade num hospital no sul da Ucrânia, matando um bebé de dois dias.


A situação foi ainda mais grave na cidade de Kherson (sul) - da qual a Rússia se retirou há quase duas semanas após meses de ocupação -- onde houve cortes de linhas de energia e de água.


Muitos médicos da cidade tiveram de trabalhar sem luz, impossibilitados de usar elevadores para transportar pacientes para cirurgias e a operar com faróis, luzes de telemóveis e lanternas.


Segundo a operadora ucraniana Energoatom, os ataques obrigaram a desligar três centrais nucleares ucranianas da rede elétrica - que, entretanto, já voltaram a funcionar -, provocando graves falhas de energia.


A Rússia tem vindo a atacar a rede elétrica e outras instalações essenciais em solo ucraniano com mísseis e 'drones' (aparelhos aéreos não tripulados) há várias semanas, aparentemente com o objetivo de transformar o frio e a escuridão do inverno numa arma contra a Ucrânia.




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Milhões de ucranianos continuam sem eletricidade após ataques russos


A Ucrânia, incluindo a capital Kyiv, está hoje, em grande parte, sem eletricidade e água corrente, um dia depois de uma nova vaga de bombardeamentos russos contra diversas infraestruturas energéticas do país.

Milhões de ucranianos continuam sem eletricidade após ataques russos







Nove meses após o início da invasão russa, milhões de ucranianos vão passar o dia sem eletricidade e aquecimento e em Kyiv, já atingida por condições meteorológicas típicas do inverno (chuva e neve), cerca de 70% da população da capital ficou sem fornecimento de energia hoje de manhã, segundo a autarquia da cidade.


O abastecimento de água foi restabelecido ao início da tarde, de acordo com a mesma fonte, numa altura em que as temperaturas mal ultrapassaram os zero graus Celsius.


O Ministério da Defesa russo assegurou que os seus bombardeamentos não atingiram Kyiv, acusando a defesa antiaérea ucraniana de ser responsável pelos danos na capital.


Em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, próxima da fronteira com a Rússia, "problemas de fornecimento de eletricidade" persistiram, disse o governador da região, Oleg Synegoubov.


O resto da Ucrânia também foi afetado fortemente pelos cortes de energia elétrica, que tem vindo a ser restabelecida gradualmente.


As autoridades de saúde estão particularmente preocupadas com o efeito dos cortes de energia na população, quando as temperaturas na Ucrânia atingem valores muito baixos.


"Os apagões na Ucrânia causados por ataques às infraestruturas de energia estão a colocar milhões de civis em perigo. (...) À medida que o inverno se aproxima e as temperaturas caem, isso afetará as pessoas em áreas próximas e mais distantes da linha de frente, que passaram por condições muito difíceis nos últimos oito meses", disse hoje o coordenador-geral dos Médicos Sem Fronteiras, Christopher Stokes.


Numa intervenção por videoconferência perante o Conselho de Segurança da ONU, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou, na quarta-feira, os ataques russos contra as infraestruturas de energia, classificando-as como um "crime contra a Humanidade".


Nas últimas horas, as três centrais nucleares sob o controlo de Kyiv foram novamente ligadas à rede de distribuição de energia, prevendo-se que possam abastecer as casas sem eletricidade ainda hoje à noite.


"Se não houver novos ataques, poderemos reduzir significativamente a falta (de eletricidade) no sistema de energia até ao final do dia", disse o ministro da Energia ucraniano, Guerman Galushchenko.


A Rússia disparou cerca de 70 mísseis de cruzeiro contra a Ucrânia, na quarta-feira, dos quais 51 foram abatidos, segundo Kyiv.
Os ataques visaram essencialmente as infraestruturas de energia, que já se encontravam danificadas por outras vagas de bombardeamentos.


No total, "oito instalações de energia" foram afetadas, disse o procurador-geral ucraniano, Andri Kostine, acrescentando que 10 pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas.



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Kyiv pode "pôr fim ao sofrimento"? Ucrânia lembra Rússia quem atacou quem


Em causa está o facto de o Kremlin ter afirmado que a Ucrânia poderia "pôr fim ao sofrimento" da sua população se respondesse às exigências russas.

Kyiv pode pôr fim ao sofrimento? Ucrânia lembra Rússia quem atacou quem





O conselheiro presidencial ucraniano, Mykhailo Podolyak, criticou, esta quinta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, por ter afirmado que a Ucrânia poderia “pôr fim ao sofrimento” da sua população se respondesse às exigências da Rússia para acabar com o conflito armado.


Em causa está o facto de o Kremlin ter negado atacar a rede elétrica da Ucrânia para prejudicar a população civil e afirmado que a Ucrânia poderia "pôr fim ao sofrimento" da sua população.


“Não houve bombardeamentos a alvos 'sociais' - é dada especial atenção a isso”, afirmou Peskov, ressalvando, no entanto, que “quanto aos alvos que estão direta ou indiretamente relacionados com o potencial militar, estão consequentemente sujeitos a ataques”.


“A liderança da Ucrânia tem todas as oportunidades para normalizar a situação, tem todas as oportunidades para resolver a situação de modo a satisfazer os requisitos do lado russo e, consequentemente, pôr fim a todo o sofrimento possível entre a população”, disse ainda.


Na rede social Twitter, o conselheiro do presidente Volodymyr Zelensky fez questão de lembrar Peskov que “a Rússia invadiu a Ucrânia” e “pode parar a guerra a qualquer momento, sem mais mísseis e sem retirada de tropas”.


“Apelo à paz durante o lançamento de mísseis em cidades pacíficas - o mais alto grau de desordem de personalidade. Um lembrete para Peskov:

A Rússia invadiu a Ucrânia. E a Rússia pode parar a guerra a qualquer momento, sem mais mísseis e sem retirada de tropas. Não é suficientemente inteligente para construir uma relação causa-efeito?”, criticou Podolyak.



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Russos "pagarão" por Holodomor e pelos "crimes de hoje"


Fome da era soviética matou milhões de ucranianos.

Russos pagarão por Holodomor e pelos crimes de hoje







Ochefe da administração presidencial da Ucrânia, Andriy Yermak, afirmou, este sábado, que a Rússia irá pagar "por todas as vítimas" do Holodomor e responder "pelo crimes" cometidos atualmente.


"Os russos pagarão por todas as vítimas do Holodomor e responderão pelos crimes de hoje", escreveu Andriy Yermak, no Telegram, segundo cita a Reuters.


Sublinhe-se que o Holodomor, que em ucraniano significa exterminação pela fome, refere-se à fome causada por Estaline há 90 anos na Ucrânia, quando ordenou que as colheitas fossem confiscadas em nome da coletivização das terras. O flagelo, também conhecido como 'A Grande Fome' ou 'A Fome-Terror', fez, entre 1932 e 1933, cerca de 3,5 milhões de vítimas ucranianas.


O dia memorial anual da Ucrânia para as vítimas do Holodomor assinala-se este sábado, 26 de novembro.



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