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Informação Hábito (muito) comum aumenta risco de cancro colorretal, alerta médica

Lordelo

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O cancro colorretal é o segundo que mais mata em Portugal no que diz respeito a cancro, ao registar mais de 10 mil casos novos por ano e 11 mortes por dia, destaca o portal da Médis.


Embora existam alguns fatores de risco, como a idade, o histórico familiar e a genética que não podem ser controlados, há determinados hábitos que aumentam o risco da doença. Um deles, segundo um artigo da Fox News Digital, é o consumo de álcool.


A médica Tereza Cristina Sardinha notou que o álcool é um fator de risco muito conhecido em todos os tipos de cancro, em particular para os do trato gastrointestinal.


"O álcool, ou etanol, será metabolizado e irá decompor-se em acetaldeído", explicou ao jornal. "Este metabolismo de álcool é muito tóxico para o ADN das células, o que, com o tempo, pode levar ao desenvolvimento de cancro".


A médica cirurgiã destaca que o álcool também altera o microbioma intestinal, outro fator de risco do cancro.


"O microbioma tem um efeito significativo sobre muito patógenos no cólon e no reto. A dieta e o [consumo de] álcool afetam os tipos de bactérias presentes no intestino".


Ora, quando a "primeira linha de defesa" do intestino é afetada, tal poderá desencadear uma série de alterações, sobretudo danos do ADN, inflamação e stress oxidativo.


"Estes processos estão intimamente ligados ao desenvolvimento de cancro, razão pela qual o álcool é considerado um carcinógeno", acrescenta.


A especialista esclarece ainda. "Os pacientes que consomem bebidas alcoólicas regularmente por um longo período, ou seja, pelo menos 10 anos, terão um aumento do risco de desenvolver cancro colorretal".


Há estudos, inclusive, que mostram que quem consome pelo menos duas bebidas alcóolicas por dia, algo considerado moderado, o risco de desenvolver cancro colorretal ao longo da vida aumenta em, pelo menos, 25%.


"O que realmente faz a diferença não é apenas o quantidade, mas a frequência", nota a médica, dando como exemplo uma das suas pacientes, que operou ao cancro colorretal, a qual não tinha fatores de risco a não ser o consumo elevado de álcool.


A médica recomenda, por isso, a que as pessoas deixem de consumir álcool ou reduzam drasticamente a quantidade. Os mesmos também são incentivados a fazer exercício físico e a aumentarem a ingestão de frutas e vegetais.


Também é importante realçar que nem todos os tipos de álcool são iguais. O médico Nathan Goodyear destaca que o impacto de bebidas brancas é maior do que cerveja e, por sua vez, do vinho.

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