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Irão a ferro e fogo

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Irão ameaça retaliar "de forma decisiva" por ataques dos EUA




O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão ameaçou hoje retaliar "de forma decisiva", após os Estados Unidos atacarem o país em resposta a ataques da República Islâmica a navios no estreito de Ormuz.


Irão ameaça retaliar de forma decisiva por ataques dos EUA





"O Irão emite um sério aviso sobre as consequências da violação do tratado por parte dos Estados Unidos e tomará medidas decisivas para proteger os seus interesses e a sua segurança nacional", afirmou o ministério num comunicado publicado no Telegram pela emissora estatal IRIB.



Momentos depois de as autoridades norte-americanas terem anunciado ataques aéreos "poderosos" contra o Irão, os media iranianos confirmaram explosões na região do estreito de Ormuz.



Segundo a IRIB, foram ouvidas seis explosões na ilha iraniana de Qeshm, sete na cidade de Sirik e outras na importante cidade portuária de Bandar Abbas (sul).



As forças armadas norte-americanas anunciaram ter lançado hoje uma série de ataques contra alvos iranianos, em retaliação por a República Islâmica ter atingido três navios mercantes em águas próximas de Omã.



O Comando Central militar norte-americano (CENTCOM) adiantou nas redes sociais que os "poderosos ataques" noturnos foram lançados "para impor penalizações elevadas [ao Irão], por atacar navios mercantes tripulados por civis inocentes numa via navegável internacional".




"A agressão demonstrada pelo Irão foi injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo", adianta o comunicado.



Apesar da trégua em vigor, que contempla a reabertura e o trânsito seguro pelo estreito de Ormuz, na segunda-feira à noite, a agência de segurança marítima britânica (UKMTO) avançou que um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado ao largo de Omã, na região do estreito de Ormuz.



O ataque, que não causou feridos nem danos ambientais, ocorreu a oito milhas náuticas (15 quilómetros) a leste de Limah, no Sultanato de Omã.



Já hoje, a UKMTO indicou que um segundo navio foi atingido por um projétil não identificado igualmente no estreito de Ormuz. Um terceiro navio foi atingido no estreito de Ormuz nas últimas 24 horas.




O Qatar e a Arábia Saudita acusaram hoje o Irão dos novos ataques a petroleiros no estreito de Ormuz.




O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) saudita expressou, em comunicado, "a mais enérgica condenação pelo ataque do República Islâmica do Irão contra o petroleiro saudita Widian, quando passava pelo estreito de Ormuz, e pelo ataque ao petroleiro catari Al-Rukayyat".




Antes, o porta-voz do MNE do Qatar, Majed al Ansari, escreveu nas redes sociais que o Irão era "plenamente responsável, sob o ponto de vista jurídico" do ataque ao Al-Rukayyat "e dos estragos e consequências que causar".




Em reação aos ataques, os Estados Unidos revogaram uma licença que autorizava a venda de petróleo iraniano no âmbito do acordo provisório para pôr fim aos combates entre os EUA e o Irão.



Os navios mercantes têm sido fortemente afetados pelo conflito no Médio Oriente desde 01 de março, quando o Irão fechou esta passagem vital em retaliação pelos ataques norte-americanos e israelitas, tendo os EUA imposto um bloqueio aos portos iranianos.




O tráfego marítimo foi retomado na sequência da assinatura de um memorando de entendimento entre Washington e Teerão, a 17 de junho, para pôr fim ao conflito iniciado no final de fevereiro com os ataques israelitas e norte-americanos contra a República Islâmica.




Mas o Irão reiterou, apesar da oposição dos EUA, que não haverá regresso à situação pré-guerra, quando a passagem pelo estreito era gratuita, e ameaçou os navios que tentarem contornar a única rota que autorizou, ao longo das suas costas.



No final de junho, ao acusar Teerão de ter atacado dois navios, os EUA bombardearam o país, e o Irão atacou o Kuwait e o Bahrein.



Teerão e Washington chegaram depois a novo acordo sobre uma trégua nas hostilidades.




O estreito de Ormuz constitui a principal rota marítima que liga os países petrolíferos do Médio Oriente ao resto do mundo, em particular aos mercados asiáticos.




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Ex-ativista democrata esteve no funeral de Ali Khamenei: "Maior líder"




Calla Walsh, de 22 anos, esteve presente na cerimónias fúnebres do ex-líder supremo do Irão, Ali Khamenei, morto durante os ataques dos EUA e Israel ao Irão, a 28 de fevereiro. A ex-ativista democrata afirmou que Khamenei foi "o maior líder anti-imperialista", tendo-o descrito como uma pessoa "humilde".


Ex-ativista democrata esteve no funeral de Ali Khamenei: Maior líder





Uma ex-ativista do partido democrata marcou presença nas cerimónias fúnebres do antigo líder supremo do Irão, Ali Khamenei, salientando que era o "maior líder anti-imperialista". As celebrações, recorde-se, tiveram início na passada sexta-feira, dia 3 de julho.



Calla Walsh, de 22 anos, gravou um vídeo para a Press TV onde falou acerca da sua presença no funeral de Ali Khamenei, tendo-o descrito como uma figura heroica que enfrentou os Estados Unidos e Israel.




Num vídeo partilhado pela emissora, a Walsh surge a usar um hijab, explicando que vive e trabalha no Líbano e que é a terceira vez que viaja para o Irão.


"Ele foi um líder para todos os povos do mundo que lutam contra o imperialismo, a arrogância, contra o sionismo, contra o genocídio", afirmou.


E acrescentou: "Para mim, foi o maior líder anti-imperialista que viveu durante a minha vida".



No vídeo, a ex-ativista americano afirmou que o ataque dos Estados Unidos contra o Irão teve o efeito contrário, notando que os iranianos estão "mais determinados do que nunca a favor da revolução e defender a República Islâmica iraniana".



Sublinhou ainda que o seu país natal "nunca foi tão humilhado na sua história".




A jovem de 22 anos terminou dizendo que Ali Khamenei era um homem "humilde" e que os seus ensinamentos poderiam ser utilizados nos Estados Unidos.





Calla Walsh é filha de um professor inglês da Universidade de Boston e de uma professora da Universidade de Harvard. Frequentou escolas prestigiadas e, aos 14 anos, foi elogiado nos círculos democratas pelo seu ativismo.




Em 2020, foi voluntária na campanha presidencial da senadora Elizabeth Warren e também trabalhou na campanha da autarca de Boston, Michelle Wu.




Desde o ataque do 7 de outubro de 2023, Walsh tornou-se uma das maiores porta-vozes dos regime islâmico do Irão.




O funeral de Ali Khamenei





As cerimónias fúnebres de Ali Khamenei, ex-líder supremo da República Islâmica, morto nos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão a 28 de fevereiro, começaram na passada sexta-feira com um evento privado para responsáveis iranianos e líderes internacionais.




Após o evento de sexta-feira, as cerimónias fúnebres começaram oficialmente no sábado na mesquita Mosala, em Teerão, onde os fiéis puderam prestar a última homenagem ao líder religioso, estendendo-se até ao dia seguinte, domingo.




Já na segunda-feira, um cortejo fúnebre percorreu a capital num percurso de 12 quilómetros, desde a praça Imam Hussein até à praça Azadi, um local utilizado para grandes concentrações no país.




O cortejo fúnebre seguiu esta terça-feira para a cidade de Qom, centro religioso do país, sede das principais escolas xiitas e de algumas das mesquitas mais importantes da República Islâmica.



Na quarta-feira, o cortejo continua para o Iraque, onde estão previstas cerimónias nas cidades sagradas xiitas de Karbala e Najaf.



Khamenei será finalmente sepultado na quinta-feira, na cidade de Mashhad, no nordeste do país, no mausoléu do imã Reza, o oitavo líder muçulmano xiita.




As autoridades iranianas disseram esperar que 8,5 milhões de pessoas se desloquem a Mashhad, a segunda maior cidade do país, com três milhões de habitantes, para assitir ao funeral.




Ali Khamenei, que governou o Irão durante mais de três décadas, foi morto no primeiro dia da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro, juntamente com outros responsáveis iranianos.




O filho, Mojtaba Khamenei, foi nomeado seu sucessor em 08 de março, e até agora ainda não foi visto em público.




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Irão ataca instalações dos EUA em "resposta a violação" do cessar-fogo




A Guarda da Revolução Islâmica iraniana anunciou ter atingido 85 instalações militares norte-americanas no Kuwait e Bahrein em resposta a bombardeamentos dos EUA em território iraniano, que Teerão classificou como "violação clara" do acordo de cessar-fogo.


Irão ataca instalações dos EUA em resposta a violação do cessar-fogo





"Em primeira resposta a esta agressão, a Marinha e a Força Aeroespacial da Guarda da Revolução realizaram uma operação conjunta com recurso a mísseis e drones, atingindo 85 instalações militares estratégicas norte-americanas e abatendo um drone MQ-9", anunciou o braço militar do regime dos aiatolas num comunicado divulgado pela televisão oficial iraniana.



A reação surge depois de o Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) ter confirmado ataques contra mais de 80 alvos em território iraniano, na sequência de disparos contra três navios comerciais no Estreito de Ormuz.



O Exército do Kuwait informou estar a responder a ataques de drones e mísseis.



"As defesas aéreas do Kuwait estão neste momento a repelir ataques conduzidos por mísseis e drones hostis", declarou a instituição na rede social X, sem especificar a origem.



Também o Bahrein, através do seu Ministério do Interior, indicou que as sirenes de alerta aéreo foram ativadas a seguir aos bombardeamentos norte-americanos.



Teerão denunciou os ataques dos Estados Unidos como uma "violação clara" do acordo de cessar-fogo permanente assinado em junho entre Washington e o Irão, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros a emitir uma "séria advertência sobre as consequências do incumprimento do acordo".



A agência Tasnim, próxima da Guarda da Revolução, reportou vários feridos no condado de Sirik, no sul do país, devido a estilhaços de projéteis, com impactos em localidades como Ziyarat e Tahrovi.


Entretanto, a agência estatal IRNA registou explosões em pontos estratégicos do Estreito de Ormuz, incluindo na ilha de Qeshm e na cidade costeira de Bandar Abbas, onde várias embarcações de pesca foram destruídas.



Em paralelo, o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que se encontrava no Iraque para participar nos funerais do líder supremo Ali Khamenei, regressou a Teerão após os últimos ataques, informou a IRNA.



Segundo o Centcom, mais de 60 pequenas embarcações da Guarda da Revolução foram atacadas "para reduzir a capacidade do Irão de continuar a atacar o comércio internacional que flui através do corredor comercial internacional".



Nas últimas semanas, as tensões entre Washington e Teerão voltaram a intensificar-se, com ataques iranianos contra navios e bombardeamentos norte-americanos contra alvos militares na costa sul do Irão, num confronto pelo controlo do Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do comércio mundial de petróleo.




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Qatar condenou os ataques do Irão contra o Bahrein e o Kuwait




O Qatar, um dos países mediadores nas negociações entre o Irão e os Estados Unidos, condenou hoje os ataques levados a cabo pelo Irão contra o Kuwait e o Bahrein, em retaliação pelos ataques dos Estados Unidos.


Qatar condenou os ataques do Irão contra o Bahrein e o Kuwait




Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar enfatizou a necessidade de se proteger a região do Golfo Pérsico das repercussões de "ataques injustificados", de se seguir o caminho do diálogo e da diplomacia, e de se reduzir as tensões.



O executivo de Doha pediu ainda para que sejam aproveitados os avanços alcançados no âmbito do memorando de entendimento entre o Irão e os Estados Unidos de 17 de junho.



As autoridades do Bahrein e do Kuwait denunciaram hoje ataques iranianos na mesma altura em que a Guarda Revolucionária do Irão confirmava o disparo de mísseis contra instalações norte-americanas nos dois estados.



No Bahrein está baseada a 5.ª Frota da Marinha dos Estados Unidos e no Kuwait as forças norte-americanas mantêm bases e instalações militares.



Em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irão confirmou ter visado hoje instalações militares norte-americanas em ambos os países em retaliação contra um ataque aéreo dos Estados Unidos.



Segundo a nota, o exército norte-americano violou "abertamente" o cessar-fogo e o acordo de Islamabade ao lançar um ataque aéreo contra várias bases costeiras e instalações civis iranianas na costa das províncias de Hormozgan e Mahshahr.



O Bahrein acionou as sirenes de alerta três vezes hoje de manhã.



As Forças Armadas norte-americanas atacaram o Irão na última madrugada, depois de afirmarem que Teerão tinha atingido três navios no estreito de Ormuz.



O Irão retaliou com ataques contra o Bahrein e o Kuwait.



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Irão ameaça atacar países que apoiem guerra dos Estados Unidos




As Forças Armadas iranianas alertaram hoje que qualquer local que permita aos Estados Unidos atacar o Irão é um "alvo legítimo", após o retomar das hostilidades entre os dois países, apesar do acordo de cessar-fogo.


Irão ameaça atacar países que apoiem guerra dos Estados Unidos




Qualquer apoio prestado às forças militares agressoras norte-americanas no sentido da violação da soberania e o território do Irão Islâmico tornará o local um alvo legítimo para as Forças Armadas", afirmou o Estado-Maior iraniano em comunicado.



As autoridades do Bahrein e do Kuwait denunciaram hoje ataques iranianos na mesma altura em que a Guarda Revolucionária do Irão confirmava o disparo de mísseis contra instalações norte-americanas nos dois estados.



No Bahrein está baseada a 5.ª Frota da Marinha dos Estados Unidos e no Kuwait as forças norte-americanas mantêm bases e instalações militares.



Em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irão confirmou ter visado hoje instalações militares norte-americanas em ambos os países em retaliação contra um ataque aéreo dos Estados Unidos.


Segundo a nota, o exército norte-americano violou abertamente o cessar-fogo e o acordo de Islamabad ao lançar um ataque aéreo contra várias bases costeiras e instalações civis iranianas na costa das províncias de Hormozgan e Mahshahr.



O Bahrein acionou as sirenes de alerta três vezes hoje de manhã.


As Forças Armadas norte-americanas atacaram o Irão na última madrugada, depois de afirmarem que Teerão tinha atingido três navios no estreito de Ormuz.



O Irão retaliou com ataques contra o Bahrein e o Kuwait.



Entretanto, os preços do petróleo dispararam hoje após declarações do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se referiu o fim da trégua com o Irão, em plena retoma das hostilidades desencadeada por ataques a embarcações no Estreito de Ormuz --- ataques que Washington atribui a Teerão.



Por volta das 08:30, o preço do barril de petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em setembro saltou 5,26% para 78,06 dólares.


A congénere norte-americana, o petróleo West Texas Intermediate (WTI) para entrega em agosto, subiu 5,32% para 74,19 dólares.




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Trump ameaça atacar infraestruturas civis iranianas e tomar ilha de Kharg




O Presidente norte-americano ameaçou hoje atacar novamente o Irão pelo segundo dia consecutivo, visando nomeadamente infraestruturas civis, e tomar a ilha de Kharg, um importante polo petrolífero iraniano.


Trump ameaça atacar infraestruturas civis iranianas e tomar ilha de Kharg





"Vamos atacá-los com força esta noite", disse Donald Trump perante a imprensa em Ancara, por ocasião da cimeira da NATO, quando questionado sobre o reinício dos ataques norte-americanos contra o Irão.



Se for necessário, adiantou o líder republicano, os Estados Unidos destruirão as centrais elétricas e as instalações de dessalinização do Irão, e ameaçou tomar o controlo da ilha de Kharg, atacada na terça-feira, uma vez que "não há nada que [os iranianos] possam fazer a esse respeito".




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Bombardeamentos norte-americanos causam 14 mortos e 78 feridos no Irão




Pelo menos 14 pessoas morreram e 78 ficaram feridas nos ataques dos Estados Unidos contra o Irão nos últimos dois dias, que motivaram a retaliação de Teerão com drones contra alvos no Kuwait, Qatar e Bahrein.


Bombardeamentos norte-americanos causam 14 mortos e 78 feridos no Irão




Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde iraniano, Hosein Kermanpour, os bombardeamentos norte-americanos atingiram cinco províncias nos dias 08 e 09 de julho, apesar do cessar-fogo em vigor, causando as vítimas agora confirmadas.



A agência oficial Irna acrescentou que uma ofensiva na província de Khuzestan provocou três mortos e vários feridos na periferia da cidade de Ahvaz.




Os meios de comunicação estatais iranianos anunciaram que, em resposta, o exército da república islâmica visou um sistema de mísseis Patriot no Kuwait, um sistema de alerta precoce no Qatar e depósitos de combustível no Bahrein, utilizando "um grande número de drones kamikaze de diferentes tipos".





Os Guardas da Revolução Islâmica confirmaram igualmente ataques contra bases norte-americanas no Kuwait e Bahrein.




Os Estados Unidos justificaram as ofensivas com uma alegada violação por parte do Irão dos compromissos assumidos no acordo provisório assinado a 17 de junho, que permitiu a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo e gás liquefeito mundial.


O chefe da diplomacia francesa, Jean-Noël Barrot, acusou o Irão de ter "violado os seus próprios compromissos" ao atacar navios em águas territoriais de Omã, apelando ao "fim destas manobras" para que as negociações possam prosseguir.



Na sequência das ofensivas, a televisão estatal iraniana reportou a suspensão da ligação ferroviária entre Teerão e Machhad, após um "ataque criminoso do inimigo américo-israelita" contra a linha. Foram mobilizadas equipas para reparar os danos e transportes rodoviários para os passageiros bloqueados.




O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou na quarta-feira que o cessar-fogo "já não se mantém", embora tenha assegurado que os novos confrontos terminariam "muito rapidamente".




Teerão insiste em impor taxas de navegação no Estreito de Ormuz, posição rejeitada por Washington e pelos países árabes do Golfo.




Entretanto, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou que o país "não precisa de permissão" para manter tropas no sul do Líbano - peça fundamental num eventual futuro acordo de paz definitivo - e garantiu que o exército permanecerá na zona até que o Hezbollah seja desarmado.



Desde 02 de março, os ataques israelitas ao Líbano provocaram pelo menos 4.301 mortos e 12.199 feridos, enquanto o Hezbollah matou 37 militares israelitas e dois civis em zonas próximas da fronteira.



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Irão: Jordânia abate oito mísseis lançados por Teerão




O exército jordano anunciou hoje ter intercetado e abatido oito mísseis lançados do Irão, sem registo de vítimas ou danos no país causados pelos estilhaços.


Irão: Jordânia abate oito mísseis lançados por Teerão




"Os sistemas de defesa aérea jordanos intercetaram e abateram oito mísseis lançados do Irão em direção ao território jordano", avançou um comunicado do Comando-Geral das Forças Armadas da Jordânia, acrescentando que a interceção resultou na "queda de estilhaços, mas não há relatos de vítimas ou danos materiais".



Até ao momento, o Irão não comentou o ataque na Jordânia.




O exército indicou que as suas unidades estão a monitorizar "os destacamentos regionais e estão no mais alto nível de prontidão para proteger o espaço aéreo do reino e defender a soberania e integridade territorial".




Pouco antes, o Governo jordano confirmou que as sirenes de alerta aéreo soaram em todo o país "após a violação do espaço aéreo do reino por mísseis lançados a partir do Irão", disse a agência de notícias oficial jordana Petra, horas depois de o Irão ter lançado mísseis contra Bahrein e Kuwait.




Os últimos ataques do Irão contra a Jordânia tinham ocorrido há um mês, quando Teerão atacou a base aérea de Muwaffaq Salti, uma das bases militares mais importantes da região, localizada no centro-leste da Jordânia e com presença militar dos EUA.




As Forças Armadas do Kuwait disseram esta manhã ter intercetado três mísseis balísticos, um míssil de cruzeiro e 10 drones lançados pelo Irão, um ataque combinado que causou pelo menos um ferido e danos materiais em várias partes do país.




O Bahrein também foi alvo de mísseis iranianos esta madrugada.



A nova ofensiva contra os países árabes que albergam bases norte-americanas acontece em plena escalada da guerra no Médio Oriente, desencadeada um dia depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter declarado o fim do cessar-fogo com o Irão.




A Guarda Revolucionária Iraniana reivindicou a autoria dos ataques, afirmando terem como alvo "infraestruturas e instalações importantes em bases norte-americanas" em Arifjan (sul) e Ali al-Salem (oeste), no Kuwait, bem como instalações militares no Bahrein.




A República Islâmica justificou a operação como uma resposta ao "incumprimento de promessas e às recentes agressões" dos EUA e alertou que, se as ações militares norte-americanas se repetirem, vai alargar as "respostas enérgicas" a outras bases do Golfo Pérsico.




O fim do cessar-fogo, acordado a 17 de junho após meses de hostilidades que começaram com uma ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra Teerão a 28 de fevereiro, foi justificado pela administração Trump como necessário para degradar as capacidades militares do Irão e garantir a livre navegação no estreito de Ormuz, um canal fundamental para o mercado petrolífero global.



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EUA concluem novos ataques e insistem que o Irão não controla Ormuz




O exército norte-americano anunciou hoje ter concluído a mais recente vaga de ataques contra o Irão, insistindo que Teerão "não controla" o estreito de Ormuz, e sob acusações iranianas de ter "violado abertamente" o cessar-fogo acordado.


EUA concluem novos ataques e insistem que o Irão não controla Ormuz




O Comando Central dos EUA (Centcom) indicou, em comunicado, que foram atingidos sistemas de defesa aérea, radares, equipamentos de mísseis e drones, além de pequenas embarcações.



Segundo o Centcom, foram utilizados pela primeira em simultâneo caças, navios, drones aéreos e drones navais.



"O estreito de Ormuz é um corredor marítimo vital para o comércio global. O Irão não o controla", declarou o Centcom.



De acordo com a agência de notícias oficial iraniana Irna, uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas esta manhã num bombardeamento norte-americano contra a cidade de Mahchahr, no sudoeste do Irão.



O ataque levou a nova resposta por parte do Irão, que retaliou atingindo países em todo o Médio Oriente.



As sirenes de alerta de mísseis soaram hoje de manhã no Bahrein, sede da 5.ª Esquadra da Marinha norte-americana, mas sem informação imediata sobre danos.



Num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Teerão acusou os Estados Unidos de terem "violado abertamente quase todos os termos" do acordo concluído em junho, provocando o "regresso da insegurança" no estreito de Ormuz.



O país também acusou Washington de ter "reduzido a nada todos os esforços dos últimos meses" para restaurar a paz na região.



Os ataques iranianos de domingo atingiram o Bahrein, Kuwait, Qatar, Jordânia e até Omã, que partilha com o Irão as águas territoriais que compõem o estreito de Ormuz.



O estreito, por onde já passou um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializado, tornou-se o ponto central de disputa num acordo interino entre os EUA e o Irão.



Os dois países estão quase a meio do período de 60 dias estabelecido pelo acordo, que deveria preparar negociações para um fim permanente da guerra. Em vez disso, degenerou numa série de ataques sobre o estreito e o seu futuro, preocupando líderes mundiais com a possibilidade de um reatar do conflito.




"Um regresso às hostilidades em larga escala teria consequências catastróficas", afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em comunicado.



O exército norte-americano disse no domingo ter atingido cerca de 140 alvos, incluindo locais de lançamento de mísseis e drones, depósitos de munições, equipamentos de comunicação e outras infraestruturas --- ataques muito mais pesados do que nas duas rondas anteriores da última semana.




"Bombardeámos intensamente ontem à noite", declarou o Presidente Donald Trump à emissora norte-americana NBC.




O Irão retaliou atacando países da região que acolhem forças militares dos EUA, insistindo que deve controlar sozinho o estreito e até cobrar taxas às embarcações que o atravessem.



A Guarda Revolucionária iraniana reconheceu numa declaração hoje ter iniciado uma nova vaga de ataques em todo o Médio Oriente.



"A era dos acordos unilaterais acabou", escreveu Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador. "Avisámos: cumpram a palavra ou paguem o preço. A realidade bate à porta."




Teerão descreveu o estreito como fechado, enquanto os EUA e Trump afirmaram que se mantém aberto.




Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com a morte do líder supremo Ali Khamenei, o Irão tem usado ataques contra navios na região para intimidar armadores a não atravessar a via marítima.



O bloqueio iraniano ao estreito, contudo, enfraqueceu à medida que os EUA foram apoiando embarcações numa rota alternativa pelo sul, junto à costa de Omã.



Essa nova rota enfureceu Teerão, que lançou repetidos ataques contra navios que a utilizam.




O controlo iraniano sobre o estreito provocou uma crise energética global, embora os preços do petróleo tenham caído acentuadamente desde os máximos de guerra de 120 dólares por barril.



Trump sugeriu na semana passada que o acordo interino estava "terminado", mas as mediadores, incluindo Paquistão, Qatar e Egito, continuam a tentar alcançar um acordo final para pôr fim à guerra.




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Trump diz que EUA estão a assumir controlo do estreito de Ormuz




O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que as suas forças estão a assumir o controlo do estreito de Ormuz, após as autoridades iranianas confirmarem o encerramento dessa via marítima.


Trump diz que EUA estão a assumir controlo do estreito de Ormuz




"Estamos a assumir o controlo do estreito. Eles já não têm nada a perder", declarou Trump em entrevista à cadeia televisiva Fox News, referindo-se ao Irão e às negociações mantidas nos últimos dias entre Washington e Teerão.



Segundo o Presidente norte-americano, as conversações prolongaram-se durante cerca de 11 horas e permitiram alcançar um entendimento inicial, mas as autoridades iranianas terão posteriormente apresentado novas exigências, levando ao fracasso das negociações.



Trump justificou ainda a resposta militar norte-americana, alegando que a República Islâmica está "a ser derrotada" no conflito e acusando Teerão de romper o cessar-fogo estabelecido ao abrigo de um acordo preliminar alcançado em junho.


Entretanto, a Autoridade do estreito de Ormuz do golfo Pérsico confirmou o encerramento da passagem marítima, alegando que a decisão foi tomada "devido a recentes ações hostis das forças norte-americanas".



Num comunicado, a entidade iraniana afirmou que a travessia do estreito é atualmente inviável e que a emissão de autorizações para navegação só será retomada quando forem restabelecidas a estabilidade e a segurança.



No domingo, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou o encerramento do estreito de Ormuz "até nova ordem", alegando que uma embarcação mercante cipriota desrespeitou instruções das forças iranianas na zona.



A organização avisou que nenhuma embarcação poderá atravessar o estreito enquanto persistir o que classificou como "intervenção" dos Estados Unidos na região.



O anúncio foi seguido por uma nova escalada militar entre Washington e Teerão, com ataques aéreos norte-americanos que, segundo o Comando Central dos Estados Unidos, constituíram uma resposta à ação da Guarda Revolucionária contra o navio mercante.



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EUA retomam bloqueio dos portos iranianos na terça-feira




Os Estados Unidos vão retomar o bloqueio dos portos iranianos na terça-feira, às 21:00 de Lisboa, anunciou hoje o Comando Central militar norte-americano (CENTCOM), após o anúncio da decisão pelo Presidente Donald Trump.


EUA retomam bloqueio dos portos iranianos na terça-feira





"As forças do CENTCOM vão fazer cumprir o bloqueio contra as embarcações que transitem de ou para portos e áreas costeiras do Irão", refere o comunicado emitido pelo comando militar responsável pelo Médio Oriente, pela Ásia Central e pela Ásia Meridional.



"O fluxo de tráfego nas águas regionais para todas as embarcações que não estejam a violar o bloqueio continuará a ser apoiado pelas forças armadas dos EUA", adianta a nota.




A unidade militar esclarece ainda que o bloqueio vai seguir os moldes daquele que esteve em vigor entre 13 de abril e 18 de junho, período em que afirma ter neutralizado nove embarcações e redirecionado mais de 140 que não aceitaram as orientações norte-americanas e em que autorizou a passagem de mais de 50 navios com ajuda humanitária.



O estreito de Ormuz, palco central de disputas geopolíticas entre o Irão e os Estados Unidos, é uma das principais rotas marítimas mundiais para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito, sendo considerado um ponto estratégico para o comércio internacional e para o abastecimento energético global.



No âmbito do memorando de entendimento firmado entre Washington e Teerão, os Estados Unidos tinham levantado, a 18 de junho, o bloqueio aos portos iranianos instituído dois meses antes, em resposta ao encerramento do estreito de Ormuz pelo Irão.



Mas com o recomeço das hostilidades entre os dois países nos últimos dias, o líder norte-americano garantiu, desta vez em declarações ao canal Fox News, que os Estados Unidos iam "assumir o controlo" do estreito.



Entretanto, o Irão advertiu já que vai impedir os Estados Unidos de interferirem na gestão do estratégico estreito de Ormuz.



Na noite passada, os Estados Unidos lançaram uma nova vaga de ataques contra o Irão, para impedir Teerão de atacar navios no estreito de Ormuz.


Teerão respondeu com ataques aos aliados regionais de Washington, pondo em causa o cessar-fogo de 08 de abril e o memorando de entendimento firmado em junho passado.



Irão e Omã partilham geograficamente o estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica bloqueada desde março devido ao conflito iniciado por uma intervenção militar dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro.



Teerão e Mascate estão a negociar um protocolo de segurança no estreito para gerir a navegação por onde, antes do conflito, circulava aproximadamente um quinto do petróleo mundial.




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EUA atacam alvos iranianos e Teerão retalia em todo o Médio Oriente




Os EUA lançaram esta madrugada ataques contra o Irão, horas após o Presidente Donald Trump afirmar que Washington vai "restabelecer" o bloqueio ao Irão no Estreito de Ormuz e depois anunciar que irá cobrar taxas à navegação.


EUA atacam alvos iranianos e Teerão retalia em todo o Médio Oriente




O anúncio de Trump de imposição de taxas próprias a outros navios pela passagem segura, subverte centenas de anos de política norte-americana de apoio à liberdade de navegação em todo o mundo.



O Irão respondeu com ataques dirigidos ao Bahrein, à Jordânia e a dois petroleiros associados aos Emirados Árabes Unidos que navegavam pelo estreito, matando um marinheiro e ferindo outros oito.


Os Emirados ameaçaram retaliar contra o Irão, o que poderá levar a nação que abriga Abu Dhabi e Dubai a voltar a entrar em conflito com Teerão.


Os ataques ocorrem num momento em que o Irão e os Estados Unidos disputam o controlo do estreito, por onde, em tempos de paz, passava um quinto de todo o petróleo bruto e gás natural comercializados no mundo.



O preço do petróleo bruto de referência Brent subiu para um máximo de um mês, ultrapassando os 84 dólares (73,6 euros) nas negociações na madrugada desta terça-feira, ainda bem abaixo dos quase 120 dólares (105,2 euros) atingidos no auge da guerra, mas ameaçando aumentar os custos em todo o mundo.



O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) afirmou ter atacado áreas em torno de Abu Musa, Bandar Abbas, Bushehr, Chahbahar, Jask e Konarak, visando "sistemas de defesa costeira, instalações de mísseis e drones e capacidades marítimas" iranianas.



O Irão reconheceu os ataques nessas áreas, mas não forneceu avaliações sobre vítimas ou danos.



"Estes ataques continuarão a impor um custo elevado às forças iranianas e a enfraquecer a sua capacidade de atacar civis inocentes e a navegação comercial no Estreito de Ormuz", afirmaram as forças armadas norte-americanas. Em seguida, Trump referiu-se a estes bombardeamentos como "mais um ataque de grande envergadura".



"Estamos a atingi-los com toda a força. E isto vai continuar, e vamos ver o que acontece", disse Trump aos jornalistas no Salão Oval. "Estamos a neutralizar toda a sua capacidade ofensiva e a controlar o estreito. Estamos a restabelecer o bloqueio", acrescentou.



Donald Trump também forneceu novos detalhes sobre a sugestão de que os Estados Unidos irão cobrar portagens aos navios que atravessarem o estreito, numa reviravolta após ter afirmado antes que isso não iria acontecer.



"Estamos a proteger uma região muito rica do mundo", afirmou. "Estamos a gastar dinheiro. Por isso, o que fizemos foi garantir que seremos reembolsados pela proteção", justificou.



Os Estados Unidos defendiam até agora que o estreito deveria permanecer aberto a todos, sem portagens --- tal como acontecia antes dos ataques israel-norte-americanos contra o Irão em 28 de fevereiro.



Qualquer tentativa por parte dos Estados Unidos ou do Irão de cobrarem taxas violará as normas globais sobre a liberdade de navegação e aumentará as tensões, com eventuais perturbações económicas correspondentes, muito para além da região.



O Irão afirma ter o direito de gerir o tráfego através do estreito e, potencialmente, cobrar taxas, em conformidade com o acordo de paz provisório, o que EUA contestam.



As forças armadas norte-americanas e a Organização Marítima Internacional das Nações Unidas tentaram estabelecer uma rota através do estreito, ao longo da costa de Omã, que ficasse fora do controlo iraniano, mas o Irão atacou navios que utilizavam essa rota, alegando que os Estados Unidos estavam a violar o acordo de paz provisório.



Os EUA atacaram o Irão em resposta, o que provocou ataques iranianos contra Estados árabes aliados dos EUA.



A troca de ataques dos últimos dias lança dúvidas sobre o acordo de paz provisório. Washington tinha levantado um bloqueio que impôs em meados de abril como parte desse memorando de entendimento, que também previa a reabertura total do estreito.




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Dois membros do grupo Estado islâmico foram executados no Irão




Dois membros do grupo Estado Islâmico foram executados no Irão depois de terem sido condenados por "rebelião armada" contra a República Islâmica, informou hoje a televisão estatal iraniana.


Dois membros do grupo Estado islâmico foram executados no Irão





A reportagem identificou os homens como Mohieddin Abdollahi e Hossein Palani, que pertenciam a uma célula do grupo Estado Islâmico formada após a derrota territorial do grupo no Iraque e na Síria e que tinha planeado ataques no Irão.



Segundo um relatório oficial citado pela televisão de Teerão, as forças de segurança iranianas localizaram o esconderijo da célula na região montanhosa de Bamo, perto da fronteira com o Iraque, antes que o grupo pudesse concretizar os planos de ataque.



Vários militantes foram mortos e outros presos durante a operação, na qual morreram também três membros da Guarda Revolucionária do Irão.



As autoridades de Teerão informaram que apreenderam também armas, munições e outros equipamentos.




Os dois homens foram condenados por "rebelião armada" contra a República Islâmica e enforcados depois de o Supremo Tribunal ter confirmado as sentenças de morte.




O poder judicial iraniano não divulgou o local das execuções.




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Irão ameaça suspender exportações de energia após novo bloqueio dos EUA




A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou hoje suspender todas as exportações de energia do Médio Oriente após novo bloqueio imposto pelos Estados Unidos.


Irão ameaça suspender exportações de energia após novo bloqueio dos EUA





"A exportação de petróleo e gás da região será ou para todos ou para ninguém", declarou a força militar iraniana.



O exército norte-americano voltou a impor na madrugada de quarta-feira um bloqueio aos portos iranianos devido aos ataques de Teerão contra navios que tentavam atravessar o estreito de Ormuz, desencadeando novas ofensivas do Irão contra países que acolhem forças dos EUA, e numa altura em que o acordo interino para pôr fim à guerra se encontra perto do colapso.




O Comando Central dos EUA anunciou ter realizado uma nova vaga de ataques a várias áreas no Irão na terça-feira antes de restabelecer o bloqueio durante a madrugada, com sirenes de alerta de mísseis a soar no Bahrein e no Kuwait perante ataques iranianos.





O Ministério da Saúde iraniano confirmou hoje que a mais recente vaga de ataques aéreos dos EUA durante a noite provocou mais de 260 feridos, número superior ao registado em qualquer outra ronda recente de violência entre os dois países.



O porta-voz Hossein Kermanpour não forneceu dados sobre vítimas mortais, mas sublinhou que a ofensiva norte-americana agravou a crise em torno do estreito de Ormuz, por onde em tempos de paz circulava cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural.




Os EUA justificaram os ataques como resposta à "agressão injustificada" de Teerão, enquanto a Guarda Revolucionária reiterou que poderá bloquear totalmente as exportações energéticas da região.




Os EUA tinham imposto o bloqueio em meados de abril e levantado a medida em meados de junho, um dia após assinarem o acordo interino que previa 60 dias de negociações sobre questões como o programa nuclear iraniano.




Mas as conversações estagnaram à medida que os combates pelo estreito se intensificaram.



O acordo provisório previa passagem gratuita pelo estreito durante 60 dias, mas deixou em aberto o futuro, com Teerão a afirmar ter direito a gerir o tráfego e cobrar taxas, posição contestada por Washington.




O preço do barril de Brent chegou a ultrapassar os 87 dólares (cerca de 74 euros) terça-feira, ainda abaixo dos quase 120 dólares (102 euros) registados no auge da guerra, mas caiu para 78 dólares (66 euros) após o anúncio de Trump.




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Irão reivindica ataque a base dos EUA na Jordânia




O exército iraniano reivindicou hoje um novo ataque com 'drones' contra tropas e caças F-18 norte-americanos na base aérea de Al-Azraq, na Jordânia, local já visado na quinta-feira anterior, nas hostilidades entre Teerão e Washington.


Irão reivindica ataque a base dos EUA na Jordânia







"A base de Al-Azraq, na Jordânia, onde estavam localizados caças F-18, alojamentos e um grande depósito de equipamentos do exército terrorista dos Estados Unidos, foi atacada com drones", informou o exército, num comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, ligada ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.




Os militares ressalvaram, na mesma nota, que qualquer ação contra o solo, as águas ou o espaço aéreo do Irão não ficará sem resposta, nem acontecerá sem "um custo proporcional".



Teerão frisou também que os recentes ataques a embarcações no estreito de Ormuz e a instalações e ativos militares norte-americanos no Kuwait, no Bahrein e na Jordânia são respostas a recentes atos de agressão do Governo norte-americano.




Os Estados Unidos retomaram o bloqueio dos portos iranianos na terça-feira, às 21:00 (hora de Lisboa), e têm realizado sucessivos bombardeamentos contra ativos militares iranianos, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, recuou na intenção de aplicar tarifas de 20% aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, epicentro do conflito.






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EUA dizem ter reduzido capacidade do Irão no estreito de Ormuz




As Forças Armadas norte-americanas anunciaram terem realizado hoje uma nova série de ataques contra alvos militares iranianos que, reivindicaram, "reduziram ainda mais a capacidade" do Irão para atacar o estreito de Ormuz.


EUA dizem ter reduzido capacidade do Irão no estreito de Ormuz





O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) indicou, nas redes sociais, que a operação começou às 07:30 da costa leste dos Estados Unidos (12:30 em Lisboa) e prolongou-se durante 90 minutos.



Durante a ofensiva, as forças norte-americanas utilizaram munições de precisão contra sistemas de defesa costeira, depósitos e plataformas de lançamento de mísseis de cruzeiro situados na ilha de Grande Tunb (Greater Tunb), no golfo Pérsico.




"Os ataques reduziram ainda mais a capacidade do Irão para atacar o tráfego marítimo comercial no estreito de Ormuz", por onde passa cerca de 25% do comércio marítimo mundial de petróleo, precisou o CENTCOM, com sede no centro do estado norte-americano da Florida (sudeste).




O Irão foi também alvo de críticas do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que acusou Teerão de arrastar todo o Médio Oriente para o caos, devido aos ataques contra os vizinhos árabes, membros daquela aliança política e económica, bem como contra a Jordânia.




Os Estados-membros do CCG (Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã), assim como a Jordânia, são aliados dos Estados Unidos e acolhem, no território ou nas águas territoriais, bases ou presença militar norte-americana. Alguns destes países têm também acordos de defesa assinados com Washington.




Na terça-feira, as Forças Armadas dos Estados Unidos restabeleceram o bloqueio aos navios que transitam de e para o Irão através do estreito de Ormuz e lançaram uma nova vaga de bombardeamentos.




Os ataques surgiram depois da intensificação do conflito desde a semana passada, quando o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou terminado o acordo-quadro de cessar-fogo assinado a 17 de junho com a República Islâmica, acusando Teerão de manter os ataques contra embarcações em Ormuz.




Segunda-feira, Trump anunciou o restabelecimento do bloqueio naval e que Washington cobraria uma taxa de 20% pela proteção dos navios que atravessassem o estreito.




Contudo, um dia depois, recuou e afirmou que a medida seria substituída por acordos comerciais e de investimento com os Estados do Golfo.



A escalada, iniciada há sete dias com confrontos em Ormuz, alastrou ao Médio Oriente com três noites de bombardeamentos sobre o Irão e a resposta iraniana através de ataques na região.




O Centcom recordou que, durante o bloqueio anterior, entre 13 de abril e 18 de junho, os Estados Unidos desviaram mais de 140 navios, imobilizaram nove embarcações que desobedeceram às ordens e facilitaram a passagem de mais de 50 navios que transportavam ajuda humanitária.



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Irão ameaça destruir infraestruturas regionais se os EUA atacarem a sua




O Estado-Maior iraniano avisou hoje que destruirá infraestruturas nos países do Médio Oriente se as suas forem atacadas, após ameaças de Donald Trump de atingir pontes e centrais elétricas na próxima semana, caso Teerão não concorde com negociações.


Irão ameaça destruir infraestruturas regionais se os EUA atacarem a sua







"Toda a infraestrutura da região será esmagada pelo aço das poderosas forças armadas da República Islâmica do Irão, a tal ponto que não restará qualquer vestígio, como se nunca tivesse existido", afirmou o Comando Conjunto iraniano num comunicado em resposta às ameaças feitas pelo Presidente dos EUA.



O coronel Ebrahim Zolfagari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, advertiu que a resposta iraniana será "mais intensa, mais abrangente e mais devastadora do que nunca".



"O que as Forças Armadas iranianas vão fazer não será um golpe equivalente, mas sim um golpe superior", declarou o oficial militar.


As novas ameaças iranianas surgem depois de Trump ter voltado a ameaçar, na quarta-feira, atacar centrais elétricas e pontes iranianas caso a República Islâmica não retome as negociações com os Estados Unidos.



"Na próxima semana, todas as centrais elétricas e pontes serão destruídas", disse Trump em entrevista à cadeia norte-americana Fox News.



O Irão acusou os Estados Unidos, na terça-feira, de terem "destruído" o memorando de entendimento para o fim da guerra, após novas vagas de ataques norte-americanos em território iraniano desde o passado fim de semana, depois de Trump ter declarado o fim do cessar-fogo com Teerão.


Os Estados Unidos também reimplantaram um bloqueio naval aos portos e navios iranianos no estreito de Ormuz na terça-feira, depois de a Guarda Revolucionária ter declarado o encerramento da via navegável no domingo em resposta aos ataques americanos contra o Irão.



Teerão também lançou ataques com mísseis e drones contra alvos norte-americanos em países da região, incluindo o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia.



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Avião militar dos EUA dispara contra petroleiro no Golfo




Uma aeronave militar norte-americana disparou hoje contra um petroleiro sem carga que tentava furar o bloqueio aos portos iranianos, anunciaram as forças norte-americanas.


Avião militar dos EUA dispara contra petroleiro no Golfo




A aeronave neutralizou o navio após disparar mísseis contra a sua chaminé, indicou o Comando Central dos EUA (Centcom) numa nota na rede social X.



"O navio já não está a caminho do Irão", garantiu o Centcom, identificando o petroleiro como M/T Belma, com bandeira de Curaçau.




Esta é a primeira vez que os Estados Unidos disparam sobre um navio para o travar desde o restabelecimento do bloqueio aos portos iranianos, na terça-feira.




O Centcom indicou ainda que "desviou dois navios comerciais cooperativos" durante as primeiras 24 horas do bloqueio.



Os ataques surgiram depois da intensificação do conflito desde a semana passada, quando o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou terminado o acordo-quadro de cessar-fogo assinado a 17 de junho com a República Islâmica, acusando Teerão de manter os ataques contra embarcações em Ormuz.




Segunda-feira, Trump anunciou o restabelecimento do bloqueio naval e que Washington cobraria uma taxa de 20% pela proteção dos navios que atravessassem o estreito.




Contudo, um dia depois, recuou e afirmou que a medida seria substituída por acordos comerciais e de investimento com os Estados do Golfo.




A escalada, iniciada há sete dias com confrontos em Ormuz, alastrou ao Médio Oriente com três noites de bombardeamentos sobre o Irão e a resposta iraniana através de ataques na região.




As forças norte-americanas já tinham imposto um bloqueio aos portos iranianos de 13 de abril a 18 de junho, período em que neutralizaram nove navios e desviaram mais de 140, segundo o Exército.



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Exército dos Estados Unidos termina nova onda de ataques aéreos no Irão




O exército norte-americano anunciou hoje ter terminado a mais recente vaga de ataques aéreos contra o Irão, numa onda de bombardeamentos que atingiu pela primeira vez zonas no norte do país.


Exército dos Estados Unidos termina nova onda de ataques aéreos no Irão





A imprensa estatal iraniana relatou explosões em redor da capital, Teerão, na última ronda de ataques norte-americanos relacionados com o controlo do estreito de Ormuz, via marítima do Golfo Pérsico por onde, em tempos de paz, passava um quinto de todo o petróleo e gás natural mundial.




Os 'media' iranianos acrescentaram que os ataques norte-americanos tiveram como alvo a província de Semnan, onde se localiza a produção de mísseis balísticos e o programa espacial do país. Não houve de imediato informação sobre vítimas ou danos.




O Irão lançou também ataques contra o Bahrein e o Kuwait na madrugada desta quinta-feira, depois de os Estados Unidos terem reimposto um bloqueio naval e intensificado a campanha aérea em retaliação às ofensivas iranianas contra navios que tentavam atravessar o estreito de Ormuz.



Dias de ofensivas cruzadas entre os EUA e o Irão em todo o Médio Oriente --- e novas ameaças ao estreito crucial para o abastecimento energético mundial --- destruíram o acordo interino para pôr fim ao conflito, aumentando o risco de regressar a uma guerra total.




Os EUA tinham imposto um bloqueio em abril, levantado no mês passado após a assinatura de um acordo interino que suspendeu os combates e estabeleceu um período de 60 dias para negociações sobre questões como o programa nuclear iraniano.




As conversações estagnaram com a intensificação da luta pelo controlo do estreito.




Quando os EUA e Israel lançaram a guerra contra o Irão a 28 de fevereiro, Teerão fechou efetivamente a passagem ao tráfego marítimo, provocando uma escalada nos preços do petróleo, fertilizantes e outros bens, dando ao Irão uma vantagem nas negociações.




A subida dos preços representa um desafio para o Presidente norte-americano, Donald Trump, e para o Partido Republicano, que procura manter o controlo do Congresso nas eleições de novembro. Washington tem enfrentado dificuldades em reabrir o estreito.




Cerca de 24 horas após o bloqueio entrar em vigor, os militares norte-americanos abriram fogo e neutralizaram um navio mercante, com a Guarda Revolucionária iraniana a ameaçar suspender todas as exportações de energia do Médio Oriente devido ao bloqueio.




"A exportação de petróleo e gás da região será para todos ou para ninguém", declarou a força de elite iraniana.




Pouco depois de os EUA lançarem uma terceira vaga de ataques, Trump disse que o Irão estava pronto para um acordo de paz, sem dar detalhes.



"Eles não gostam do que estamos a fazer e querem chegar a um entendimento. Vamos ver se chegamos a acordo ou se simplesmente acabamos com isto", afirmou na quarta-feira, num encontro de defesa no Colégio de Guerra do Exército dos Estados Unidos, na Pensilvânia.




O Comando Central norteamericano informou ter atingido dezenas de alvos na quarta-feira, com bombardeamentos realizados durante o dia, um movimento invulgar que demonstra o ritmo crescente das ofensivas.




Entre os alvos esteve a ilha de Greater Tunb, considerada estratégica no estreito de Ormuz, com outro ataque a atingir um quartel da 388.ª Brigada de Infantaria Mecanizada iraniana, na província de Sistão e Baluchistão.




Os ataques norte-americanos na quarta-feira mataram pelo menos sete militares e feriram centenas de pessoas em várias regiões, segundo autoridades iranianas.




Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde iraniano, Hossein Kermanpour, mais de 35 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas nos ataques aéreos dos EUA nos últimos dias. Foi o primeiro balanço oficial divulgado pelas autoridades iranianas nesta ronda de combates.




Entretanto, os preços do petróleo continuam a subir, com o barril de Brent, referência internacional, a ultrapassar os 85 dólares por barril na quarta-feira --- mais de 15% acima do valor anterior à guerra, embora ainda abaixo dos quase 120 dólares atingidos no auge do conflito.




Analistas do Fundo Monetário Internacional alertaram que, embora o excedente de petróleo tenha mantido os preços baixos, "grande parte dessa margem já foi utilizada".




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Teerão e Washington afundam-se numa guerra entre ataques e ameaças




Os ataques entre Estados Unidos e Irão prosseguem, mais de uma semana depois do reinício das hostilidades em torno do estratégico estreito de Ormuz, apesar dos apelos lançados hoje pelo Paquistão para o regresso ao diálogo.


Teerão e Washington afundam-se numa guerra entre ataques e ameaças




Nas últimas 24 horas, os Estados Unidos lançaram novas vagas de bombardeamentos contra o Irão, incluindo um ataque ao início desta noite (hora local) contra a ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz, de acordo com os meios de comunicação social estatais iranianos.



O Irão respondeu com ataques contra países da região aliados de Washington, repetindo um cenário que se verifica há vários dias.




À semelhança do que aconteceu no período mais intenso do conflito, as ameaças continuam de ambos os lados. Embora as infraestruturas petrolíferas e de gás do Golfo permaneçam, para já, poupadas, Teerão advertiu que destruirá infraestruturas no Médio Oriente caso as suas sejam atacadas.




Na terça-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou ordenar ataques contra pontes e centrais elétricas iranianas se Teerão não regressar à mesa das negociações.



Os confrontos foram retomados a 07 deste mês, após ataques contra navios no Golfo atribuídos ao Irão. Desde então, os bombardeamentos atingiram uma intensidade sem precedentes desde o cessar-fogo de abril, comprometendo os esforços diplomáticos para alcançar uma solução duradoura.




O conflito, desencadeado em 28 de fevereiro por bombardeamentos israelitas e norte-americanos, provocou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, e continua a afetar a economia mundial.



O Paquistão, que tem desempenhado um papel de mediador, pediu às duas partes para que "ponham fim à violência e retomem as negociações", no âmbito do memorando de entendimento assinado em meados de junho, entretanto considerado sem efeito.




Islamabad apelou igualmente para o "regresso à normalidade no estreito de Ormuz", novamente encerrado pelo Irão no fim de semana passado. Em resposta, os Estados Unidos restabeleceram na terça-feira à noite o bloqueio aos portos iranianos.




Antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) transportados por via marítima a nível mundial passava pelo estreito de Ormuz. Atualmente, o tráfego diminuiu significativamente, tendo sido contabilizados apenas 13 navios comerciais na terça-feira, indicou a empresa de monitorização marítima Kpler.




As forças armadas norte-americanas afirmaram ter atingido alvos militares "utilizados para ameaçar os navios que transitam livremente pelo estreito de Ormuz".



Contudo, o Irão acusou Washington de ter também atacado infraestruturas civis, incluindo o aeroporto de Semnan, situado a cerca de 250 quilómetros de Teerão.




Um hospital em Ahvaz foi igualmente evacuado, na sequência de bombardeamentos norte-americanos nas imediações, disseram as autoridades iranianas, que classificaram a ação como um "ataque bárbaro".



Os meios de comunicação social estatais iranianos deram ainda conta de explosões em várias cidades costeiras, entre as quais Bandar Abbas e Chabahar, bem como na ilha de Qeshm.




Em Teerão, até agora poupada aos bombardeamentos, a vida quotidiana prossegue sem sinais visíveis de alarme entre a população, apesar da ativação, durante a noite, dos sistemas de defesa antiaérea na periferia da capital.




Desde o reinício das hostilidades morreram mais de 30 civis, de acordo com o mais recente balanço de Teerão, que confirmou também a morte de sete militares. O Irão respondeu ainda com ataques de drones contra Bahrein, Kuwait e Jordânia.




O conflito alastrou ao Iraque, onde o primeiro-ministro condenou um "ataque com drones", atribuído a grupos apoiados pela República Islâmica, nas proximidades do consulado dos Estados Unidos em Erbil, na região autónoma do Curdistão, o primeiro incidente deste tipo desde o cessar-fogo de abril.




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Irão: Forças norte-americanas apreendem navio no golfo de Omã




As forças norte-americanas anunciaram na quinta-feira a apreensão de um navio no golfo de Omã, após Washington ter restabelecido no início da semana o bloqueio aos portos iranianos.


Irão: Forças norte-americanas apreendem navio no golfo de Omã





O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom) divulgou na rede social X que as forças norte-americanas realizaram "verificações a bordo do M/T Wen Yao no golfo de Omã", publicando também uma série de fotos que ilustram a operação militar.



"Até ao momento, as forças norte-americanas redirecionaram três embarcações comerciais que tentavam romper o bloqueio, neutralizaram uma que não cumpriu as regras e apreenderam outra para garantir o cumprimento integral" do bloqueio aos portos iranianos, que foi restabelecido na terça-feira, refere a nota.




Na quarta-feira, o Centcom tinha anunciado a neutralização de um petroleiro vazio que tentou romper o bloqueio, disparando contra a sua chaminé.



Donald Trump já tinha imposto um bloqueio aos portos iranianos de 13 de abril a 18 de junho, período durante o qual o Exército norte-americano neutralizou nove navios e redirecionou mais de 140, segundo a contagem do Centcom.




Também na quinta-feira à noite, os EUA realizaram ataques que atingiram infraestruturas de transporte no Irão, incluindo pontes, segundo os meios de comunicação social estatais iranianos.




A ofensiva marca uma nova escalada mais de uma semana após o retomar das hostilidades em torno do estratégico estreito de Ormuz.




Uma série de explosões atingiu várias áreas no sul do Irão, perto do estreito de Ormuz, segundo a imprensa estatal do país.




Duas pontes foram atingidas na região de Bandar Khamir, matando duas pessoas e ferindo quatro, segundo a emissora estatal IRIB.




Uma estação ferroviária em Bandar Abbas foi também "alvo do inimigo americano", segundo a IRIB, que reportou dois feridos no local.




O aeroporto de Iranshahr (sudeste) foi atingido por "pelo menos um projétil do inimigo norte-americano", informou a mesma fonte.




O Presidente Donald Trump tinha ameaçado, no início da semana, atacar pontes e centrais elétricas do país caso os iranianos não regressassem à mesa das negociações.





Teerão, por sua vez, continuou a atacar com drones países da região aliados a Washington, num cenário que se repete há vários dias.




Os confrontos recomeçaram em 07 de julho, após ataques a navios no Golfo, atribuídos ao Irão.




Os ataques lançados desde então são sem precedentes desde o cessar-fogo de abril, minando os esforços diplomáticos para um fim duradouro do conflito.




Desencadeado em 28 de fevereiro por bombardeamentos israelitas e norte-americanos, o conflito já matou milhares de pessoas, principalmente no Irão e no Líbano, e continua a desestabilizar a economia global.



O Paquistão, que é o mediador das negociações, instou ambas as partes na quinta-feira a "pôr fim à violência e retomar as discussões" no âmbito do memorando de entendimento assinado em meados de junho, que entretanto colapsou.




Islamabade apelou ainda ao "regresso à normalidade no estreito de Ormuz", que foi novamente bloqueado pelo Irão no passado fim de semana.



Em resposta, os Estados Unidos restabeleceram o bloqueio aos portos iranianos na noite de terça-feira.




No estreito por onde passava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo antes da guerra, o tráfego diminuiu.




Os preços do petróleo mantêm-se relativamente estáveis apesar da situação, com o barril de petróleo Brent a rondar os 85 dólares.




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Autoridades iranianas pedem à população que reduza o consumo de energia




O Governo iraniano apelou hoje à população para reduzir o consumo de eletricidade, uma vez que a rede elétrica está sob forte pressão após ataques aéreos dos Estados Unidos contra infraestruturas energéticas no sul do país.


Autoridades iranianas pedem à população que reduza o consumo de energia





Num comunicado, o Ministério pediu aos residentes que desliguem os aparelhos de ar condicionado durante as horas de ponta "para ajudar a garantir um fornecimento estável de eletricidade nas províncias do sul, que atualmente estão a ser confrontadas com o calor extremo e os ataques norte-americanos às centrais elétricas".



Os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irão esta noite e Teerão acusou Washington de causar vítimas ao atingir infraestruturas civis.


Vários aliados de Washington no Médio Oriente também relataram ter sido alvos de ataques, incluindo uma central elétrica, marcando uma escalada ainda maior do conflito.



Os militares norte-americanos alegaram ter atacado "dezenas de alvos militares iranianos durante esta madrugada, incluindo locais de vigilância costeira e defesa aérea, infraestruturas logísticas militares e instalações marítimas".


As autoridades iranianas relataram danos causados pelos ataques à rede elétrica no sul do país, o que levou ao pedido à população para reduzir o consumo de energia.


Teerão também reportou bombardeamentos a pontes, um porto, um aeroporto, infraestruturas de telecomunicações e uma estação ferroviária, com a agência de notícias oficial IRNA a registar oito mortos e 20 feridos.



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Kuwait atribui ao Irão ataque contra central de dessalinização de água




O Kuwait acusou hoje que o Irão de atacar uma central de energia e dessalinização de água, causando danos generalizados na estrutura.


Kuwait atribui ao Irão ataque contra central de dessalinização de água




No Kuwait, cerca de 90% da água potável provém da dessalinização e qualquer incidente pode causar grandes perturbações no emirado.



O Ministério da Eletricidade, Água e Energia Renovável do Kuwait denunciou o ataque, afirmando que deu origem a um incêndio e causou danos num grande número de unidades de geração de eletricidade.




As autoridades locais disseram que o incêndio foi controlado e as equipas estavam a trabalhar para avaliar os danos e retomar o funcionamento da central.



Os Estados Unidos intensificaram a campanha de ataques aéreos contra o Irão esta madrugada, tendo atingido mais pontes e equipamento elétrico e derrubado uma torre num importante porto iraniano.





A ação fez parte das ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, de atacar as infraestruturas para pressionar Teerão a aliviar o controlo sobre o estreito de Ormuz.




O Irão lançou novos ataques com mísseis contra nações aliadas dos Estados Unidos no Médio Oriente, incluindo o Qatar, um dos mediadores do conflito.




O cessar-fogo provisório acordado no mês passado falhou, e a região tem enfrentado dias de ataques mútuos entre os Estados Unidos e o Irão, que disputam o controlo do estreito.



As autoridades iranianas afirmaram que os ataques norte-americanos causaram dezenas de mortos.




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Guarda do Irão ataca base dos EUA no Qatar para "castigar agressor"




A Guarda Revolucionária iraniana afirmou hoje ter atacado sistemas de radar e aeronaves militares norte-americanas no Qatar para "castigar o agressor", em retaliação pelos ataques realizados durante a noite contra o Irão.


Guarda do Irão ataca base dos EUA no Qatar para castigar agressor





"Dando continuidade às operações de retaliação da noite passada, os bravos combatentes da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária (...) lançaram um ataque pesado e surpresa contra a base aérea norte-americana em Al-Udeid, no Qatar, a fim de punir o agressor e os militares norte-americanos que matam crianças", declarou a Guarda num comunicado.



"Durante este ataque, o sistema de radar de longo alcance e várias aeronaves estratégicas de reabastecimento em voo foram completamente destruídos, enquanto outras sofreram danos graves", declarou a Guarda.




Os iranianos acrescentaram que "o Exército dos EUA e aqueles que albergam as suas bases na região devem saber que atravessar linhas vermelhas e atacar a população e as infraestruturas [no Irão] terá consequências muito graves".




Horas antes, o Ministério do Interior do Qatar disse que uma criança ficou ferida por estilhaços durante operações de interceção após um ataque iraniano, sem fornecer detalhes sobre o número de mísseis ou drones lançados contra o país.




Pelo menos oito pessoas morreram e 20 ficaram feridas ataques aéreos norte-americanos contra infraestruturas no sul e oeste do Irão na última noite, noticiaram meios de comunicação estatais iranianos.



Várias pontes rodoviárias e ferroviárias foram visadas nestes ataques no Irão, provavelmente para cortar o acesso a Bandar Abbas, principal porto iraniano, dificultando o transporte de material militar e bens essenciais para os cerca de 90 milhões de habitantes do país.





O Comando Central norte-americano (Centcom) confirmou que os bombardeamentos, concluídos esta madrugada, atingiram dezenas de alvos militares, incluindo uma torre de vigilância no porto de Chabahar, no golfo de Omã, considerado vital para o comércio do vizinho Afeganistão.



O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, divulgou imagens do colapso da estrutura, reforçando a mensagem de controlo norte-americano sobre o estreito.



Em resposta, o Irão lançou mísseis contra países aliados dos EUA na região, incluindo Qatar, um dos mediadores nas negociações de paz, onde foram ouvidas explosões.




Também Bahrein, Kuwait e Jordânia reportaram ataques ou interceções de projéteis iranianos. Explosões foram ainda registadas em Erbil e Sulaymaniyah, no Curdistão iraquiano.



A Guarda Revolucionária reivindicou entretanto a destruição de aviões militares norte-americanos na Jordânia em retaliação por ataques dos Estados Unidos contra o Irão durante a noite.




O exército ideológico da República Islâmica anunciou que destruiu "vários aviões reabastecedores e caças" dos Estados Unidos e causou "graves danos a muitos outros". A informação não foi ainda confirmada pela Jordânia ou pelos Estados Unidos.




O Kuwait hoje que o Irão de atacar uma central de energia e dessalinização de água, causando danos generalizados na estrutura. No país, cerca de 90% da água potável provém da dessalinização e qualquer incidente pode causar grandes perturbações no emirado.




O Ministério da Eletricidade, Água e Energia Renovável do Kuwait denunciou o ataque, afirmando que deu origem a um incêndio e causou danos num grande número de unidades de geração de eletricidade.




Desencadeado em 28 de fevereiro por bombardeamentos israelitas e norte-americanos, o conflito já matou milhares de pessoas, principalmente no Irão e no Líbano, e continua a desestabilizar a economia global.




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Irão: Teerão ameaça com mais ataques enquanto sofrer bombardeamentos




Os Guardas da Revolução, exército ideológico da República Islâmica, advertiram hoje que vão continuar os seus ataques enquanto os Estados Unidos mantiverem os bombardeamentos no sul do Irão e no estreito de Ormuz.


Irão: Teerão ameaça com mais ataques enquanto sofrer bombardeamentos





"Os nossos ataques eficazes e direcionados, lançados a partir de todo o território iraniano contra o inimigo, vão continuar até ao regresso da calma à costa sul e ao estreito de Ormuz", declarou o comandante Força Aeroespacial dos guardas, Majid Mousavi.



A declaração, divulgada nas redes sociais e citada pela agência de notícias France-Presse (AFP), surge após o Irão ter bombardeado alvos norte-americanos no Kuwait, Qatar e Jordânia.


Os ataques seguiram-se a bombardeamentos dos Estados Unidos no sul do Irão durante a noite, que causaram oito mortos e 20 feridos.




O exército do Kuwait informou que soldados do emirado ficaram feridos na sequência "da agressão criminosa iraniana".



O Governo do Kuwait também anunciou que "uma das centrais elétricas e de destilação de água" foi visada pelas forças iranianas.




O bombardeamento "provocou um incêndio, danos e avarias em várias unidades de produção", disse o Ministério da Eletricidade do Kuwait.




O ministério apelou aos utilizadores "para que racionalizem o consumo de eletricidade durante a fase excecional" que o país árabe está a viver.




O Irão também reivindicou ataques a bases militares norte-americanas no Qatar e na Jordânia.




Na Síria, uma fonte militar desmentiu à AFP que o Irão tenha bombardeado a base militar de Al-Tanf (sudeste), situada no triângulo fronteiriço com a Jordânia e o Iraque.




O primeiro-ministro do Curdistão iraquiano, Masrour Barzani, denunciou hoje "ataques injustificados" do Irão contra a região autónoma do norte do Iraque e exortou Teerão a pôr-lhes fim.




As forças de defesa aérea tinham anunciado anteriormente que abateram drones sobre Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, no segundo incidente do género esta semana.



Nove rebeldes curdos iranianos foram mortos no norte do Iraque em ataques aéreos, anunciou o respetivo grupo, atribuindo a responsabilidade ao Irão.



O recrudescimento dos ataques entre os Estados Unidos e o Irão nas últimas semanas ditou o fracasso do memorando de entendimento que tinham negociado em junho, sob mediação do Paquistão.




A guerra começou em 28 de fevereiro, com o lançamento de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a que Teerão respondeu com ataques na região e o bloqueio do estreito de Ormuz.




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