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Itália investiga sobrevoos de drone russo sobre centro de investigação da UE
Vários peritos apontam que o drone terá sido necessariamente manobrado a partir de uma zona não muito distante do centro de investigação do Lago Maggiore.
As autoridades italianas estão a investigar as atividades de um drone, supostamente de origem russa, que no último mês sobrevoou pelo menos cinco vezes o Centro Comum de Investigação (CCI) da Comissão Europeia em Ispra, norte de Itália.
No domingo, o jornal italiano Il Corriere della Sera revelou que um sistema experimental de deteção de aeronaves desconhecidas desenvolvido pelo CCI detetou durante o mês de março pelo menos cinco sobrevoos de um drone alegadamente de fabrico russo sobre o centro de investigação, apesar de este ser protegido por um espaço de exclusão aérea.
Esta segunda-feira de manhã a secção de antiterrorismo da Procuradoria de Milão abriu formalmente um inquérito para obter mais detalhes sobre a origem e possíveis alvos do drone, propondo-se investigar a "hipótese de crime de espionagem política ou militar, agravado pelo objetivo de terrorismo", para ações que "podem causar danos graves a um país ou a uma organização internacional e são realizadas com o objetivo de intimidar a população", para mais atendendo à sensibilidade da zona em causa.
Além do Centro de Investigação de Ispra -- o terceiro maior polo da Comissão Europeia, depois de Bruxelas e Luxemburgo, e que se dedica também a investigação na área da segurança e nuclear -, a região, junto ao Lago Maggiore, alberga igualmente várias empresas especializadas nos setores aeronáutico e espacial, incluindo a Leonardo, principal empresa de equipamentos militares e de defesa de Itália, embora se desconheça se as suas instalações foram também sobrevoadas.
Também nesta zona da província de Varese, na região da Lombardia, e potencialmente alvo de espionagem, encontram-se, entre outros, um corpo de destacamento rápido da NATO, em Solbiate Olona, e outro centro de investigação nuclear, na área de Pavia.
Enquanto se aguardam os primeiros resultados da investigação esta segunda-feira formalmente aberta, vários peritos apontam que o drone terá sido necessariamente manobrado a partir de uma zona não muito distante do centro de investigação do Lago Maggiore, dado a sua tipologia não permitir voos de muitos quilómetros.
Criado em 1960 como um centro de investigação nuclear (então com o nome de Euratom e dotado de dois reatores nucleares), o CCI é esta segunda-feira considerado um dos principais campus de investigação da Europa, com muitos laboratórios e infraestruturas de investigação de ponta, trabalhando no complexo de Ispra cerca de 1.400 pessoas, entre os quais muitos investigadores nas mais diversas áreas.
Assim que foi divulgada, no domingo, a notícia dos sobrevoos do drone, vários partidos políticos italianos, incluindo a Força Itália, que faz parte da coligação governamental, anunciou que vai requerer um debate urgente no parlamento para que se conheça em detalhe o sucedido, numa altura de crescente preocupação na Europa com a guerra híbrida e a segurança das infraestruturas estratégicas, face à postura agressiva da Rússia e à guerra em curso na Ucrânia.
"A Itália é um grande produtor e exportador de tecnologia militar e temos de ser claros e transparentes em relação à segurança nacional, um elemento essencial que deve ser protegido da influência estrangeira num momento tão particular a nível internacional", comentou Raffaele Nevi, porta-voz da Força Italia.
Esta situação surge numa altura de crescente preocupação com a segurança das infraestruturas estratégicas em Itália e na Europa, face aos atritos com a Rússia e ao conflito em curso na Ucrânia.
Correio da Manhã

Vários peritos apontam que o drone terá sido necessariamente manobrado a partir de uma zona não muito distante do centro de investigação do Lago Maggiore.
As autoridades italianas estão a investigar as atividades de um drone, supostamente de origem russa, que no último mês sobrevoou pelo menos cinco vezes o Centro Comum de Investigação (CCI) da Comissão Europeia em Ispra, norte de Itália.
No domingo, o jornal italiano Il Corriere della Sera revelou que um sistema experimental de deteção de aeronaves desconhecidas desenvolvido pelo CCI detetou durante o mês de março pelo menos cinco sobrevoos de um drone alegadamente de fabrico russo sobre o centro de investigação, apesar de este ser protegido por um espaço de exclusão aérea.
Esta segunda-feira de manhã a secção de antiterrorismo da Procuradoria de Milão abriu formalmente um inquérito para obter mais detalhes sobre a origem e possíveis alvos do drone, propondo-se investigar a "hipótese de crime de espionagem política ou militar, agravado pelo objetivo de terrorismo", para ações que "podem causar danos graves a um país ou a uma organização internacional e são realizadas com o objetivo de intimidar a população", para mais atendendo à sensibilidade da zona em causa.
Além do Centro de Investigação de Ispra -- o terceiro maior polo da Comissão Europeia, depois de Bruxelas e Luxemburgo, e que se dedica também a investigação na área da segurança e nuclear -, a região, junto ao Lago Maggiore, alberga igualmente várias empresas especializadas nos setores aeronáutico e espacial, incluindo a Leonardo, principal empresa de equipamentos militares e de defesa de Itália, embora se desconheça se as suas instalações foram também sobrevoadas.
Também nesta zona da província de Varese, na região da Lombardia, e potencialmente alvo de espionagem, encontram-se, entre outros, um corpo de destacamento rápido da NATO, em Solbiate Olona, e outro centro de investigação nuclear, na área de Pavia.
Enquanto se aguardam os primeiros resultados da investigação esta segunda-feira formalmente aberta, vários peritos apontam que o drone terá sido necessariamente manobrado a partir de uma zona não muito distante do centro de investigação do Lago Maggiore, dado a sua tipologia não permitir voos de muitos quilómetros.
Criado em 1960 como um centro de investigação nuclear (então com o nome de Euratom e dotado de dois reatores nucleares), o CCI é esta segunda-feira considerado um dos principais campus de investigação da Europa, com muitos laboratórios e infraestruturas de investigação de ponta, trabalhando no complexo de Ispra cerca de 1.400 pessoas, entre os quais muitos investigadores nas mais diversas áreas.
Assim que foi divulgada, no domingo, a notícia dos sobrevoos do drone, vários partidos políticos italianos, incluindo a Força Itália, que faz parte da coligação governamental, anunciou que vai requerer um debate urgente no parlamento para que se conheça em detalhe o sucedido, numa altura de crescente preocupação na Europa com a guerra híbrida e a segurança das infraestruturas estratégicas, face à postura agressiva da Rússia e à guerra em curso na Ucrânia.
"A Itália é um grande produtor e exportador de tecnologia militar e temos de ser claros e transparentes em relação à segurança nacional, um elemento essencial que deve ser protegido da influência estrangeira num momento tão particular a nível internacional", comentou Raffaele Nevi, porta-voz da Força Italia.
Esta situação surge numa altura de crescente preocupação com a segurança das infraestruturas estratégicas em Itália e na Europa, face aos atritos com a Rússia e ao conflito em curso na Ucrânia.
Correio da Manhã