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Informação Laboratório estuda influência do sistema nervoso no sistema imunitário

Lordelo

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A forma como os neurónios responsáveis pela dor e comichão influenciam respostas imunitárias vai ser investigada por um novo laboratório criado pelo centro de investigação GIMM - Gulbenkian Institute for Molecular Medicine, que inicia atividade este ano.


Em comunicado, o GIMM anunciou que o laboratório vai ser liderado pelo investigador Pavel Hanc que, após uma década na Harvard Medical School, nos Estados Unidos, regressa à Europa para dedicar-se ao estudo da comunicação entre o sistema nervoso e o sistema imunitário, e desenvolver novas abordagens terapêuticas em doenças inflamatórias e cancro.


O programa de investigação do novo laboratório cruza imunologia, neurociência, genómica e biologia molecular, e vai centrar-se nos nociceptores, neurónios sensoriais responsáveis pela sensação de dor e comichão, pretendendo identificar novas formas de comunicação entre neurónios e células do sistema imunitário.





Embora a dor seja reconhecida como um sinal clássico de inflamação, descobertas recentes mostram que é bidirecional a comunicação entre os sistemas nervoso e imunitário.


Além de responderem à inflamação, os nociceptores podem também modular ativamente a função imunitária em contextos como alergias, infeções, cancro e reparação de tecidos.


O novo laboratório vai estudar os mecanismos que regulam esta comunicação, para perceber como os nociceptores interagem com células dendríticas, essenciais para iniciar respostas imunitárias, e com monócitos, um tipo de glóbulo branco que participa na defesa do organismo e na inflamação, além do seu possível impacto no crescimento tumoral.


Segundo a diretora executiva do GIMM, Maria Manuel Mota, a investigação integra uma área emergente que está a transformar a forma como se compreende a biologia dos tecidos e a forma como o organismo responde a diferentes desafios.


O GIMM resulta da fusão em 2024 do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (iMM), que pretendeu criar uma entidade única com capacidade de competir a nível internacional na compreensão das bases moleculares das doenças e no desenvolvimento de novas terapias.

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