Lisboa: Secção de roubos da Judiciária caça sequestrador

Rotertinho

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Lisboa: Secção de roubos da Judiciária caça sequestrador
Ataca 13 mulheres

Centro de Lisboa, em plena luz do dia. Muitas vezes à hora de almoço. ‘João’ sacava discretamente da pistola e atacava as vítimas à entrada ou saída dos carros. Sem nunca olhar às idades. Tinha só por critério o facto de serem mulheres – sequestradas durante uma a duas horas. Tiveram todas de entregar os bens. A maioria era forçada a levantar dinheiro. Mas para 2 das 13 vítimas o pesadelo foi mais longe: foram abusadas sexualmente. Foi assim um ano e meio, até que a Secção de Roubos da Judiciária de Lisboa prendeu ontem o assaltante.

Pedreiro e pintor da construção civil no desemprego, o sequestrador, de 33 anos, dizia às vítimas que roubava por necessidade. Teria um filho doente à sua guarda – o que será mentira, apurou a investigação. Mas não foi fácil de apanhar. Chegava a passar um mês sem atacar e, sempre que o fazia, embora de cara destapada, tinha o cuidado de usar luvas. Não deixava impressões digitais ou vestígios de ADN.

Vivia, afinal, na Margem Sul do Tejo e foi identificado nos últimos dias. A PJ chegou a ter um retrato--robô feito a partir da descrição das vítimas. Quanto ao modus operandi, era sempre igual. Ameaçadas com a pistola, as mulheres eram obrigadas a conduzir em direcção a caixas ATM, onde levantavam até 400 euros em duas vezes – as que tinham dinheiro. Ficavam todas sem objectos pessoais, entre eles os telemóveis, para não pedirem rapidamente socorro quando ele fugia, a pé. No caso de duas delas, na casa dos 20 anos, foram vítimas de abusos sexuais: uma apalpada e a outra forçada a masturbar o assaltante.

Ao todo, ‘João’ roubou milhares de euros às 13 vítimas que já são do conhecimento da Judiciária – embora possam existir mais casos. Depois de ter sido apanhado, os investigadores confirmaram que o suspeito já tinha ficha criminal por roubo e condução sem carta. Será hoje presente ao juiz no Tribunal de Instrução Criminal.

PORMENORES

MAIS VÍTIMAS

A PJ acredita que o assaltante fez mais vítimas – nunca se queixaram devido às ameaças de morte: quando saía dos carros, o sequestrador avisava-as de que tinha decorado a matrícula, para não chamarem a polícia. Continuam a poder apresentar queixa.

INTERROGADO

O suspeito, que a Secção de Roubos da PJ apanhou ontem, será hoje presente ao juiz de instrução, no Campus da Justiça, pela Unidade Especial de Combate ao Crime Violento do DIAP de Lisboa. Está indiciado por 13 crimes de roubo, sequestro e dois de natureza sexual.

CAMPO GRANDE

Algumas das vítimas, mulheres de várias idades, foram sequestradas nas zonas de Entrecampos e do Campo Grande, sempre à luz do dia, pelo homem, que atacava sozinho. Por isso, a operação da PJ, na captura do suspeito, chama-se ‘Solitário’.


Correio da Manha
 
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