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Um menino de 5 anos morreu após cair do 17.º andar do prédio onde vivia, no Kansas, nos Estados Unidos da América.
Grayson O'Connor estava em casa com a sua mãe Corrinne quando a tragédia aconteceu. A mulher foi agora condenada a 10 anos de prisão pelo incidente.
No dia da morte, a 27 de novembro de 2023, a mulher retirou uma proteção da janela do apartamento, que servia para proteger os mais pequenos. Terá sido precisamente dessa janela que a criança acabou por cair.
Porém, não foi apenas este ato negligente que levou a mãe para as barras dos tribunais. Acontece que, após a queda, a mulher não ligou para o número de emergência médica, tendo sido um transeunte a fazê-lo, depois de se deparar com o corpo do menino caído no passeio.
Ao chegarem ao local, as autoridades viriam a encontrar a mulher empoleirada na única janela aberta da casa, a mesma de onde Grayson caíra.
O menino morreu pelas 11h da manhã daquele dia, tendo o seu óbito sido declarado no local.
Quando a polícia entrou no apartamento, encontrou o telefone da mãe desligado num balcão, vestígios de fezes no tapete da sala, e que não havia camas na casa.
Após a sua detenção, O’Connor foi inicialmente acusada de colocar em risco o bem-estar de uma criança, o que exigia a prova de que ela agiu "conscientemente" de forma a colocar o menino em risco. A acusação foi posteriormente alterada para homicídio involuntário (uma acusação menos gravosa), e que exigia apenas que os procuradores provassem que ela causou a morte de Grayson de forma imprudente.
A acusação considerou, em tribunal, esta semana, que a mãe "agiu conscientemente de forma a criar um risco substancial para a vida, a integridade física e a saúde" do menino, por não ter "supervisionado" a criança numa altura em que a janela de casa estava aberta.
O'connor fez uma confissão de culpa e foi condenada a uma pena de prisão efetiva. A procuradora do caso considerou que a sentença teve em consideração que a mulher está numa fase de luto e disse esperar "que ela encontre na prisão a ajuda que precisa para lidar com esta fase".
Na sequência da sentença, muitos defendem que o caso serve para lembrar a tamanha responsabilidade que uma pessoa tem quando tem pessoas menores ou mais vulneráveis a seu cargo
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