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Maria Luís Albuquerque nos EUA após polémica sobre espionagem negada por Bruxelas
Fonte oficial do executivo comunitário nega ter dado recomendação para uso de telemóveis portáteis em missões oficiais nos EUA.
A comissária europeia dos Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, desloca-se aos Estados Unidos entre segunda-feira e sábado para participar nas reuniões de primavera do FMI, após uma polémica sobre medidas para evitar espionagem entretanto negadas por Bruxelas.
"De segunda-feira a sábado [da próxima semana], o comissário da Economia e Produtividade, Execução e Simplificação, Valdis Dombrovskis, o comissário responsável pelas Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, e a comissária responsável pelos Serviços Financeiros e pela União da Poupança e do Investimento, Maria Luís Albuquerque, participam nas reuniões da primavera de 2025 do Grupo do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, em Washington", anunciou esta quarta-feira o executivo comunitário.
O anúncio surge após notícias de que a Comissão Europeia forneceu telemóveis descartáveis e computadores portáteis básicos a altos responsáveis com viagens aos Estados Unidos, incluindo a comissária europeia portuguesa Maria Luís Albuquerque, para evitar o risco de espionagem.
Questionada esta quarta-feira pela Lusa, fonte oficial do executivo comunitário vincou: "Negamos ter dado orientações ao nosso pessoal recomendando a utilização de telemóveis portáteis em missões oficiais nos Estados Unidos".
A mesma fonte sublinha que "este facto não é mencionado nas fichas de recomendações de viagem nem em qualquer outro documento".
Ainda assim, a mesma fonte dá conta de que a instituição "atualizou recentemente as listas de recomendações de viagem específicas por país destinadas aos funcionários", que "refletem as últimas alterações na forma como a Comissão comunica e o aumento geral das ameaças a nível mundial em matéria de cibersegurança".
"Recomendamos efetivamente que se associe o visto eletrónico a um salvo-conduto da UE para os altos funcionários, a fim de sublinhar a natureza oficial da visita e facilitar os processos de concessão de vistos nas embaixadas antes da partida, mas mais uma vez, estas recomendações atualizadas foram incluídas em muitas listas informativas de outros países à atenção dos altos funcionários em viagem", concluiu.
Na informação esta quarta-feira divulgada, é indicado que, em Washington, Maria Luís Albuquerque "terá reuniões de alto nível com representantes governamentais, grandes investidores institucionais, organizações sem fins lucrativos e associações comerciais".
Da lista de personalidades com quem antiga ministra portuguesa se vai reunir constam o governador do Banco Popular da China, Pan Gongsheng, a ministra das Finanças da Índia, Nirmala Sitharaman, o presidente da Reserva Federal norte-americana, Jay Powell, e ainda o Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, este último para discutir questões de regulamentação financeira.
Aos 57 anos, a antiga governante portuguesa é uma das 11 mulheres entre 27 nomes (uma quota de 40% para mulheres e de 60% de homens) do segundo executivo comunitário de Von der Leyen, que tem como principal missão a competitividade económica comunitária.
Correio da Manhã

Fonte oficial do executivo comunitário nega ter dado recomendação para uso de telemóveis portáteis em missões oficiais nos EUA.
A comissária europeia dos Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, desloca-se aos Estados Unidos entre segunda-feira e sábado para participar nas reuniões de primavera do FMI, após uma polémica sobre medidas para evitar espionagem entretanto negadas por Bruxelas.
"De segunda-feira a sábado [da próxima semana], o comissário da Economia e Produtividade, Execução e Simplificação, Valdis Dombrovskis, o comissário responsável pelas Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, e a comissária responsável pelos Serviços Financeiros e pela União da Poupança e do Investimento, Maria Luís Albuquerque, participam nas reuniões da primavera de 2025 do Grupo do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, em Washington", anunciou esta quarta-feira o executivo comunitário.
O anúncio surge após notícias de que a Comissão Europeia forneceu telemóveis descartáveis e computadores portáteis básicos a altos responsáveis com viagens aos Estados Unidos, incluindo a comissária europeia portuguesa Maria Luís Albuquerque, para evitar o risco de espionagem.
Questionada esta quarta-feira pela Lusa, fonte oficial do executivo comunitário vincou: "Negamos ter dado orientações ao nosso pessoal recomendando a utilização de telemóveis portáteis em missões oficiais nos Estados Unidos".
A mesma fonte sublinha que "este facto não é mencionado nas fichas de recomendações de viagem nem em qualquer outro documento".
Ainda assim, a mesma fonte dá conta de que a instituição "atualizou recentemente as listas de recomendações de viagem específicas por país destinadas aos funcionários", que "refletem as últimas alterações na forma como a Comissão comunica e o aumento geral das ameaças a nível mundial em matéria de cibersegurança".
"Recomendamos efetivamente que se associe o visto eletrónico a um salvo-conduto da UE para os altos funcionários, a fim de sublinhar a natureza oficial da visita e facilitar os processos de concessão de vistos nas embaixadas antes da partida, mas mais uma vez, estas recomendações atualizadas foram incluídas em muitas listas informativas de outros países à atenção dos altos funcionários em viagem", concluiu.
Na informação esta quarta-feira divulgada, é indicado que, em Washington, Maria Luís Albuquerque "terá reuniões de alto nível com representantes governamentais, grandes investidores institucionais, organizações sem fins lucrativos e associações comerciais".
Da lista de personalidades com quem antiga ministra portuguesa se vai reunir constam o governador do Banco Popular da China, Pan Gongsheng, a ministra das Finanças da Índia, Nirmala Sitharaman, o presidente da Reserva Federal norte-americana, Jay Powell, e ainda o Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, este último para discutir questões de regulamentação financeira.
Aos 57 anos, a antiga governante portuguesa é uma das 11 mulheres entre 27 nomes (uma quota de 40% para mulheres e de 60% de homens) do segundo executivo comunitário de Von der Leyen, que tem como principal missão a competitividade económica comunitária.
Correio da Manhã