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No sábado, pelo menos 17 pessoas foram mortas, quando homens armados atacaram a comunidade de Mbalom, na região de Gwer West, no estado de Benue, no centro-norte da Nigéria.
O governador do estado de Benue, Hyacinth Alia, confirmou os ataques mas não especificou quantas pessoas foram mortas no ataque.
Ataques como estes fazem parte de um ciclo de violência de longa data no centro-norte da Nigéria, onde disputas por terras e pastagens entre pastores fulani, na sua maioria muçulmanos, e comunidades agrícolas, em grande parte cristãs, frequentemente degeneram em confrontos mortais.
Os gangues criminosos também estão ativos.
Tarhana Samson, um residente da comunidade, descreveu, em declarações à AP, os ataques como "devastadores".
"A estação das chuvas está a chegar, e é nesta altura que as pessoas se preparam para ir para as suas quintas. Como é que vão fazer isso agora", questionou Samson.
Num ataque separado, na madrugada de sábado, contra uma esquadra da polícia no estado de Borno, no nordeste do país, quatro agentes da polícia foram mortos após um prolongado tiroteio com um grupo afiliado ao Estado Islâmico, de acordo com o responsável pelas relações públicas da polícia de Borno, Kenneth Daso.
No domingo, durante uma missa de Páscoa na aldeia de Ariko, no estado de Kaduna, homens armados mataram cinco pessoas, segundo o exército.
A identidade dos atiradores é desconhecida.
O exército afirmou que os assaltantes foram obrigados a abandonar o sequestro de 31 reféns depois de as tropas terem respondido a um pedido de socorro.
"Lamentavelmente, os restos mortais de cinco vítimas já mortas pelos terroristas também foram recuperados no local", afirmou o exército.
"Acredita-se que os terroristas em fuga tenham sofrido baixas significativas, como evidenciado pelos rastos de sangue ao longo das suas rotas de fuga", disse.
Kaduna continua a registar ataques a igrejas e sequestros frequentes.
Em janeiro, mais de 150 fiéis foram sequestrados em Kurmin Wali, uma aldeia na zona de Kajuru, em Kaduna, a cerca de 60 quilómetros do local do ataque de domingo.
Ataques semelhantes a igrejas suscitaram alegações de perseguição aos cristãos por parte do Presidente dos EUA, Donald Trump, e de alguns legisladores americanos, o que o Governo nigeriano rejeitou.
O Governo dos EUA lançou ataques militares em Sokoto em 25 de dezembro, alegadamente contra um grupo do Estado Islâmico na região.
Por outro lado, o Governo nigeriano rejeitou a caraterização das crescentes crises de segurança do país como um "genocídio cristão".
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