- Entrou
- Out 5, 2021
- Mensagens
- 63,673
- Gostos Recebidos
- 2,002
Nitazenos: a droga mais potente que a heroína que já matou um jovem em Espanha
Substância é um analgésico 40 vezes mais forte que o fentanil (que por sua vez já é 50 a 100 vezes mais potente que a morfina).
Um jovem de 21 anos natural de Navarra morreu devido ao consumo de nitazenos. É a primeira morte registada em Espanha relacionada com o consumo desta substância psicoativa, um opioide (ou seja, analgésico) considerado 40 vezes mais forte que o fentanil (que por sua vez já é 50 a 100 vezes mais potente que a morfina).
A morte ocorreu em agosto de 2024, mas só agora veio a público.
O El País teve acesso ao estudo das sessões clínicas do caso, intitulado "Nitazenos: uma ameaça cada vez mais próxima", elaborado pelo Grupo de Toxicologia Clínica do Serviço de Urgências do Hospital Universitário de Navarra.
Segundo o relatório, o jovem deu entrada no Hospital Universitário de Navarra na madrugada de 28 de julho de 2024 com "um baixo nível de consciência e hipertensão, após consumir, por via nasal, uma dose indeterminada de nitazenos fornecidos por um amigo para fins recreativos".
Ainda antes de chegar ao hospital, na ambulância, as equipas de emergência tiveram de administrar três doses de naloxona, um medicamento de emergência utilizado para reverter overdoses. O paciente precisou de mais naloxona no hospital, dado que apresentava uma falha respiratória "difícil de reverter", explica a equipa médica do Hospital Universitário de Navarra.
O relatório revela que o jovem já tinha sido hospitalizado meses antes devido a outra overdose com uma substância diferente. As análises realizadas a 28 de julho deram positivo para várias drogas, mas negativo para opioides, já que os testes de rastreio disponíveis não estavam preparados para detetar nitazenos. O quadro clínico apresentado foi essencial para comprovar o consumo deste tipo de substância, assim como o facto de o paciente e o amigo terem admitido consumi-la.
Quatro horas depois de ter dado entrada nas urgências, o jovem "solicitou a alta voluntária" e abandonou o hospital. Cinco dias depois, a 2 de agosto, o paciente foi encontrado morto em casa, com indícios de ter consumido drogas por via nasal. O caso foi levado a tribunal mas já foi arquivado, refere o jornal espanhol.
O diretor do Institudo de Medicina Legal de Navarra explica que na habitação foram encontrados opioides e benzodiazepinas (Rivotril e Orfidal), entre outros fármacos e substâncias, "todos eles depressores do sistema nervoso central, que podem conduzir a uma paragem respiratória".
As análises realizadas no cadáver também não deram positivo para nitazenos, mas os especialistas insistem na dificuldade de detetar estas substâncias, que se degradam facilmente no sangue após a morte.
Efeitos são uma roleta russa
"A diferença entre uma dose que produz os efeitos desejados pelo consumidor e uma dose letal é mínima", alerta Emilio Salgado, médico da Unidade de Toxicologia do Serviço de Urgências do Hospital Clínic, em Barcelona. Os especialistas acreditam mesmo que os efeitos desta substância podem ser uma roleta russa.
Perigo crescente na Europa
Nos últimos anos, os opioides como o nitazeno têm suscitado preocupação em vários países da europeus, que acreditavam que a substância constituía uma ameaça à saúde pública. "São extremamente mais perigosos que a heroína", afirmou Alexis Goosdeel, diretor do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT), citado pelo El País.
A Estónia considerou os nitazenos uma "epidemia" após registar 57 mortes em 2023.
No Reino Unido e na Irlanda, estas drogas causaram centenas de mortes e overdoses, uma vez que foram utilizados para adulterar heroína.
Correio da Manhã
Substância é um analgésico 40 vezes mais forte que o fentanil (que por sua vez já é 50 a 100 vezes mais potente que a morfina).
Um jovem de 21 anos natural de Navarra morreu devido ao consumo de nitazenos. É a primeira morte registada em Espanha relacionada com o consumo desta substância psicoativa, um opioide (ou seja, analgésico) considerado 40 vezes mais forte que o fentanil (que por sua vez já é 50 a 100 vezes mais potente que a morfina).
A morte ocorreu em agosto de 2024, mas só agora veio a público.
O El País teve acesso ao estudo das sessões clínicas do caso, intitulado "Nitazenos: uma ameaça cada vez mais próxima", elaborado pelo Grupo de Toxicologia Clínica do Serviço de Urgências do Hospital Universitário de Navarra.
Segundo o relatório, o jovem deu entrada no Hospital Universitário de Navarra na madrugada de 28 de julho de 2024 com "um baixo nível de consciência e hipertensão, após consumir, por via nasal, uma dose indeterminada de nitazenos fornecidos por um amigo para fins recreativos".
Ainda antes de chegar ao hospital, na ambulância, as equipas de emergência tiveram de administrar três doses de naloxona, um medicamento de emergência utilizado para reverter overdoses. O paciente precisou de mais naloxona no hospital, dado que apresentava uma falha respiratória "difícil de reverter", explica a equipa médica do Hospital Universitário de Navarra.
O relatório revela que o jovem já tinha sido hospitalizado meses antes devido a outra overdose com uma substância diferente. As análises realizadas a 28 de julho deram positivo para várias drogas, mas negativo para opioides, já que os testes de rastreio disponíveis não estavam preparados para detetar nitazenos. O quadro clínico apresentado foi essencial para comprovar o consumo deste tipo de substância, assim como o facto de o paciente e o amigo terem admitido consumi-la.
Quatro horas depois de ter dado entrada nas urgências, o jovem "solicitou a alta voluntária" e abandonou o hospital. Cinco dias depois, a 2 de agosto, o paciente foi encontrado morto em casa, com indícios de ter consumido drogas por via nasal. O caso foi levado a tribunal mas já foi arquivado, refere o jornal espanhol.
O diretor do Institudo de Medicina Legal de Navarra explica que na habitação foram encontrados opioides e benzodiazepinas (Rivotril e Orfidal), entre outros fármacos e substâncias, "todos eles depressores do sistema nervoso central, que podem conduzir a uma paragem respiratória".
As análises realizadas no cadáver também não deram positivo para nitazenos, mas os especialistas insistem na dificuldade de detetar estas substâncias, que se degradam facilmente no sangue após a morte.
Efeitos são uma roleta russa
"A diferença entre uma dose que produz os efeitos desejados pelo consumidor e uma dose letal é mínima", alerta Emilio Salgado, médico da Unidade de Toxicologia do Serviço de Urgências do Hospital Clínic, em Barcelona. Os especialistas acreditam mesmo que os efeitos desta substância podem ser uma roleta russa.
Perigo crescente na Europa
Nos últimos anos, os opioides como o nitazeno têm suscitado preocupação em vários países da europeus, que acreditavam que a substância constituía uma ameaça à saúde pública. "São extremamente mais perigosos que a heroína", afirmou Alexis Goosdeel, diretor do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT), citado pelo El País.
A Estónia considerou os nitazenos uma "epidemia" após registar 57 mortes em 2023.
No Reino Unido e na Irlanda, estas drogas causaram centenas de mortes e overdoses, uma vez que foram utilizados para adulterar heroína.
Correio da Manhã
