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A maioria dos cancros continua a afetar pessoas com mais de 50 anos, no entanto, o médico oncologista Jiri Kubes, fez um alerta importante, conforme noticia o jornal Huffington Post. "Estamos a ver muitos mais pacientes jovens do que esperávamos há uma década", notou.
"A questão não é apenas o facto dos cancros estarem a aparecer mais cedo. Os sintomas é que são, normalmente, mais subtis e muitas pessoas acham que o cancro não as afeta naquela idade", sublinhou.
Quais são os sintomas a que as pessoas com menos de 50 anos devem estar atentas?
Para Kubes, o mais importante são as mudanças que prevalecem por um período de tempo.
"Problemas digestivos persistentes, perdas de peso inexplicáveis, caroços incomuns, alterações nos hábitos intestinais ou fadiga que não passa nunca devem ser ignorados - mesmo aos 20/30 anos", sublinha.
Para o especialista, o tempo dos sintomas é um sinal de alerta. "Se alguma coisa dura semanas em vez de dias, merece atenção".
Assim, é importante ficar atento a:
- Alterações persistentes nos hábitos intestinais
- Perda de peso sem motivo
- Cansaço que não melhora com o descanso
- Nódulos ou inchaços que não desaparecem
- Dores de cabeça constantes ou alterações neurológicas
- Sangramento incomum ou dor persistente
"Muitos cancros na fase inicial são indolores. Esperar sentir dor antes de agir é um dos maiores erros que as pessoas cometem", afirma o médico.
Porque é que alguns tipos de cancro estão a desenvolver-se mais cedo?
Para o médico oncologista, a vida moderna "mudou drasticamente". Assim, o sedentarismo, o sono de má qualidade, a comida processada, a obesidade e a inflamação crónica, estão a ser investigados como possíveis fatores deste aumento.
O objetivo para o especialista não será criar pânico, mas chamar a atenção para a prevenção. "Quando os cancros são detetados numa fase precoce, o tratamento normalmente é simples, mais eficaz e muito menos prejudicial à qualidade de vida. Isto é especialmente importante para os pacientes mais jovens que têm décadas de vida pela frente", defendeu.
Assim, é aconselhado a que sempre que sentir algum destes sintomas consulte o seu médico de família o mais rápido possível.
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