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ONU alerta para perigo de tráfico e recrutamento infantil forçado na República Democrática do Congo
"Recente aumento da violência conduziu a ataques indiscriminados, massacres e violência sexual", contextualizaram os peritos.
Peritos da ONU afirmaram esta quarta-feira que pelo menos 1.100 crianças não acompanhadas foram identificadas no leste da República Democrática do Congo (RDCongo) e pediram a sua proteção, face ao risco de tráfico e recrutamento eminente.
"O recente aumento da violência [no leste da RDCongo] conduziu a ataques indiscriminados contra populações civis, massacres e violência sexual relacionada com o conflito, em violação dos direitos humanos internacionais e do direito humanitário", contextualizaram os peritos do Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, em comunicado.
Segundo os relatórios das unidades de saúde locais citados pela ONU, há um aumento dos casos de violação, com as crianças a representarem 30% dos casos tratados nas instalações médicas.
De acordo com os especialistas, "as agências humanitárias [no local] identificaram mais de 1.100 crianças desacompanhadas e separadas no Kivu do Norte e do Sul [estados no leste da RDCongo], enquanto os ataques a hospitais, instalações humanitárias e infraestruturas civis agravaram ainda mais a crise [humanitária]".
As escolas também foram atacadas, ocupadas por grupos armados ou utilizadas como abrigos para as populações deslocadas, indicaram.
"À medida que as ofensivas se intensificam, mais de 700.000 pessoas, 41% das quais são crianças em idade escolar, foram deslocadas e o número de vítimas, incluindo crianças, está a aumentar a um ritmo alarmante. A maioria dos casos não é registada e isto pode ser apenas a ponta do icebergue", alertaram.
Por sua vez, na opinião dos peritos da ONU, o recrutamento e a utilização de crianças em conflitos armados continuam a ser uma preocupação urgente.
Concretamente na RDCongo, país vizinho de Angola, estes casos estão a aumentar "à medida que o conflito se agrava, expondo as crianças a condições devastadoras, incluindo ferimentos, raptos, morte e violência sexual", indicaram.
"Estamos particularmente preocupados com os relatos de crianças desaparecidas, raptadas ou traficadas e recrutadas para serem utilizadas em combate por todas as partes em conflito", afirmaram.
Os peritos pedem que sejam tomadas medidas que protejam as crianças destas violações aos seus direitos e que seja dada assistência às que passaram pelo recrutamento forçado.
O Presidente angolano, João Lourenço, anunciou segunda-feira que iria deixar o papel de mediador do conflito entre a RDCongo e o Ruanda, para se concentrar nas prioridades definidas pela União Africana, organização cuja presidência rotativa foi recentemente assumida por Angola.
O abandono da mediação angolana surgiu depois de, há uma semana, os Presidentes da RDCongo e do Ruanda, Félix Tshisekedi e Paul Kagame, respetivamente, se reunirem em Doha com o emir do Qatar, para discutir o conflito que opõe as forças governamentais ao Movimento 23 de Março (M23), apoiado pelo Ruanda - segundo a ONU e países como os Estados Unidos, Alemanha e França.
A atividade armada do M23 - um grupo constituído principalmente por tutsis vítimas do genocídio ruandês de 1994 - recomeçou em novembro de 2021 com ataques contra o exército governamental no Kivu do Norte, tendo avançado em várias frentes e ameaçando escalar para uma guerra regional.
Correio da Manhã

"Recente aumento da violência conduziu a ataques indiscriminados, massacres e violência sexual", contextualizaram os peritos.
Peritos da ONU afirmaram esta quarta-feira que pelo menos 1.100 crianças não acompanhadas foram identificadas no leste da República Democrática do Congo (RDCongo) e pediram a sua proteção, face ao risco de tráfico e recrutamento eminente.
"O recente aumento da violência [no leste da RDCongo] conduziu a ataques indiscriminados contra populações civis, massacres e violência sexual relacionada com o conflito, em violação dos direitos humanos internacionais e do direito humanitário", contextualizaram os peritos do Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, em comunicado.
Segundo os relatórios das unidades de saúde locais citados pela ONU, há um aumento dos casos de violação, com as crianças a representarem 30% dos casos tratados nas instalações médicas.
De acordo com os especialistas, "as agências humanitárias [no local] identificaram mais de 1.100 crianças desacompanhadas e separadas no Kivu do Norte e do Sul [estados no leste da RDCongo], enquanto os ataques a hospitais, instalações humanitárias e infraestruturas civis agravaram ainda mais a crise [humanitária]".
As escolas também foram atacadas, ocupadas por grupos armados ou utilizadas como abrigos para as populações deslocadas, indicaram.
"À medida que as ofensivas se intensificam, mais de 700.000 pessoas, 41% das quais são crianças em idade escolar, foram deslocadas e o número de vítimas, incluindo crianças, está a aumentar a um ritmo alarmante. A maioria dos casos não é registada e isto pode ser apenas a ponta do icebergue", alertaram.
Por sua vez, na opinião dos peritos da ONU, o recrutamento e a utilização de crianças em conflitos armados continuam a ser uma preocupação urgente.
Concretamente na RDCongo, país vizinho de Angola, estes casos estão a aumentar "à medida que o conflito se agrava, expondo as crianças a condições devastadoras, incluindo ferimentos, raptos, morte e violência sexual", indicaram.
"Estamos particularmente preocupados com os relatos de crianças desaparecidas, raptadas ou traficadas e recrutadas para serem utilizadas em combate por todas as partes em conflito", afirmaram.
Os peritos pedem que sejam tomadas medidas que protejam as crianças destas violações aos seus direitos e que seja dada assistência às que passaram pelo recrutamento forçado.
O Presidente angolano, João Lourenço, anunciou segunda-feira que iria deixar o papel de mediador do conflito entre a RDCongo e o Ruanda, para se concentrar nas prioridades definidas pela União Africana, organização cuja presidência rotativa foi recentemente assumida por Angola.
O abandono da mediação angolana surgiu depois de, há uma semana, os Presidentes da RDCongo e do Ruanda, Félix Tshisekedi e Paul Kagame, respetivamente, se reunirem em Doha com o emir do Qatar, para discutir o conflito que opõe as forças governamentais ao Movimento 23 de Março (M23), apoiado pelo Ruanda - segundo a ONU e países como os Estados Unidos, Alemanha e França.
A atividade armada do M23 - um grupo constituído principalmente por tutsis vítimas do genocídio ruandês de 1994 - recomeçou em novembro de 2021 com ataques contra o exército governamental no Kivu do Norte, tendo avançado em várias frentes e ameaçando escalar para uma guerra regional.
Correio da Manhã