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Informação Os sintomas do problema de saúde que levou Rosalía a interromper concerto

Lordelo

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“Tentei fazer este concerto desde o início, mesmo estando doente. Tive uma intoxicação alimentar muito forte e tentei continuar até o fim, mas estou a sentir-me extremamente mal”, começou por dizer durante a atuação. Rosalía relatou que chegou mesmo a vomitar nos bastidores. Este é um dos sintomas, mas existem mais.


Primeiro, importa esclarecer do que se trata uma intoxicação alimentar. “É um problema comum, por vezes grave e que pode pôr a vida em risco. As pessoas infetadas com organismos patogénicos causadores de doenças transmitidos por alimentos podem ser assintomáticos ou variar nas queixas desde leve desconforto intestinal a desidratação grave, diarreia com sangue, prostração e alterações graves do estado geral e da consciência”, revela o website da rede de saúde CUF.


O que é uma intoxicação alimentar e os sintomas


Os primeiros sintomas podem acontecer alguns minutos, horas ou até dias depois do consumo de alimentos ou de algum agente que leve à intoxicação. “Outro fator que o pode influenciar é o facto dos sintomas resultarem de uma intoxicação ou de uma infeção. Na intoxicação os indícios aparecem mais rapidamente porque a toxina já está presente no alimento ingerido, enquanto na infeção o período de incubação é mais longo, pois os micróbios demoram algum tempo a proliferar no aparelho digestivo.”


A quantidade do agente, que pode ser um vírus, uma bactéria ou um fungo, pode variar de pessoa para pessoa. A idade e o próprio agente podem ser diferentes. Entre alguns dos sintomas mais comuns estão os vómitos, como aconteceu a Rosalía, mas também diarreia, náuseas, dores abdominais, febre, dores de cabeça, dores musculares, fraqueza e um desconforto em geral.


“Estima-se que cerca de 90% das doenças transmitidas por alimentos sejam provocadas por microrganismos. Estes podem-se encontrar em quase todos os alimentos, mas a sua transmissão resulta, na maioria dos casos, de práticas erradas nas últimas etapas da sua confeção ou distribuição. Embora se conheçam mais de 250 tipos diferentes de bactérias, vírus e parasitas causadores de doenças de origem alimentar, apenas alguns aparecem frequentemente”, continua o website da CUF.


A salmonella acaba por ser uma das bactérias mais comuns, mas também existe a Clostridium Perfringens ou até a Brucella. “É transmitida principalmente por laticínios não pasteurizados. Como tal, a principal via para a intoxicação é a ingestão de leite e/ou laticínios vindos de animais infetados pela bactéria.”


Intoxicação alimentar: O diagnóstico e o tratamento


Através de uma amostra de fezes ou vómito é possível detetar a infeção. “Também pode ser necessária uma amostra de urina. Em alguns casos, recorre-se a uma TAC ou a uma radiografia abdominal e possivelmente análises ao sangue para se despistarem outras doenças.”


Na grande maioria dos casos, uma intoxicação alimentar melhora no espaço de alguns dias. Contudo, será preciso consultar um médico se os sintomas persistirem ou se detetar sangue nas fezes.


“Em algumas situações podem ser receitados antibióticos para determinados tipos de infeção bacteriana. O período de recuperação depende do tipo do agente patogénico, da idade e da condição física do paciente.”


Deverá ter atenção à ingestão de alimentos depois de vomitar e se os sintomas continuarem. Contudo, deverá apostar em pequenas quantidades de água já que a hidratação é fundamental. Deverá ainda manter a higiene pessoal para passar a doença a terceiros.

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