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Notícias Paula morreu com 16 facadas. Suspeito diz que ela caiu sobre a faca

Lordelo

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Paula morreu a 17 de maio de 2023 dentro do apartamento que partilhava com o seu então namorado Marco. A jovem apresentava 16 golpes de arma branca. Em tribunal, o suspeito alegou que foi a própria a cair sobre a faca.


Realizou-se esta semana a primeira sessão do julgamento que tem Marco como principal suspeito da morte da sua ex-companheira Paula.


Diante da família da vítima, Marco reconheceu ser o autor da morte de Paulo, porém alegou que tudo não passou de um acidente, na sequência de uma discussão entre ambos.


O homem tentou assim negar as acusações de que agiu de forma premeditada e alegou que foi sempre Paula que teve a arma branca na mão, tendo o próprio se ferido quando tentava tirar-lhe o objeto das mãos.


De acordo com a autópsia, Paula morreu na sequência de um choque hipovolémico, que é causado pela perda rápida e em grande quantidade de sangue, após as 16 facadas, duas das quais fatais, nomeadamente uma nas costas e outra do lado direito do corpo.


O arguido, em sua defesa, alegou que não desferiu nenhum destes golpes fatais e afirmou ainda que a discussão foi iniciada por um ataque de ciúmes da namorada.


A dado momento, relatou, apertou o pescoço de Paula com o intuito de lhe tirar a faca, altura em que tropeçaram e caíram. Foi nesse momento que a mulher caiu sobre a arma branca, provocando a si própria, segundo o relato do homem, o golpe fatal.


O relato deixou os familiares da vítima indignados por aquilo que dizem ser um relato inverosímil.


Para o Ministério Público, note-se, não há dúvidas que de Marco agiu com o intuito de "matar a companheira". A mulher, que tinha um filho com Marco, havia pedido para acabar com a relação, uma decisão que não era apoiada por este, de acordo com as autoridades judiciais.


Seis dias antes da morrer, Paula tinha-se queixado de que Marco a havia ameaçado com uma faca de cozinha. Exatamente a mesma faca que esteve na origem da sua morte.


Além disso, o homem tinha já antecedentes criminais relacionado com violência doméstica, sendo descrito como um homem possessivo e compulsivo.


Em tribunal, recordaram-se situações que marcaram a relação de Paula e Marco, nomeadamente o facto de este não a deixar sair maquilhada ou o facto de ter destruído a porta da casa de banho de um bar onde trabalharam juntos por achar que a companheira estava lá dentro com outro homem.


Para o Ministério Público espanhol, Paula foi vítima de vários anos de maus-tratos que culminaram com a sua morte.

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