Polémica com deputados é 'tentativa de desviar as atenções'

florindo

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O secretário-geral do PCP afirmou ontem que a polémica à volta do ministro Lacão «é uma tentativa de desviar as atenções» das realidades do país e de medidas como o transporte de doentes ou o fim dos apoios sociais.

«Eu creio que isto deu um jeito muito grande ao Governo e ao PS para desviar as atenções daquilo que é fundamental», salientou Jerónimo de Sousa à margem de um jantar com dezenas de militantes em Vila Real.

Para o líder dos comunistas, a recente polémica entre o ministro socialista Jorge Lacão e a bancada do PS sobre a redução do número de deputados na Assembleia da República (AR), «tem a ver precisamente com uma tentativa de desviar as atenções destas realidades que o povo está a viver».

Designadamente, acrescentou, as novas regras no transporte de doentes que vão atingir particularmente as regiões do interior, as deduções do IRS que os portugueses vão pagar como imposto disfarçado ou as dezenas de milhares de portugueses ficam de fora dos apoios sociais ou as próprias medidas anunciadas no Conselho Europeu.

Jerónimo de Sousa considerou que o plano, que vai ser debatido no início de Março pelos países da Zona Euro, contempla medidas de «uma gravidade imensa» porque «aliena parte da soberania portuguesa, atinge duramente direitos laborais e sociais e procura o congelamento e desvalorização dos salários, visa a liberalização de diversos sectores».

«A confirmar-se simultaneamente a disponibilidade do Governo em aceitar as medidas e as propostas da senhora Merkel (chanceler alemã), naturalmente que todos os nossos esforços serão para tentar impedir e travar esta política de direita e naturalmente o seu executante», sublinhou.

Jerónimo de Sousa diz que o PCP terá que ponderar a «gravidade» da situação e agir em conformidade.

Nesse sentido, insistiu com a possibilidade de avançar com uma moção de censura salientando, no entanto, que nada «está decidido» e que é o Comité Central do partido que decidirá.

O líder do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, disse hoje que a apresentação de uma moção de censura neste momento não teria «utilidade prática».

Relativamente a estas declarações, o secretário-geral do PCP apenas disse não querer fazer comentários sobre «a vida e as decisões do BE».

Lusa / SOL
 
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