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Trocamos de pele constantemente, ou seja, também enquanto estamos a dormir, e essas células mortas ficam na roupa da cama.
Se fosse só essa a sujidade, menos mal, mas essas células mortas são um alimento bem atractivo para micro-organismos.
Entre eles, estão as bactérias da nossa própria pele, que não costumam fazer mal, e os ácaros, invisíveis aos nossos olhos e velhos conhecidos das pessoas que têm alergia.
Entre os esconderijos favoritos desses insectos estão os colchões e almofadas.
«O que mais vamos encontrar na nossa roupa de cama são os ácaros», explica Ralcyon Teixeira, infectologista do Hospital Emílio Ribas.
«Eles vão acumular-se no colchão e almofadas, que são feitos de fibras naturais ou semi-sintéticas.»
Os especialistas concordam que não há um tempo máximo ou mínimo, o que importa é o bom senso.
«Mas, pensando nos ácaros, o ideal é trocar semanalmente.
Quanto menos ácaros, menores serão os problemas com rinite alérgica, asma e alergias de pele», diz Teixeira. «Um ambiente sempre arejado também é o mais recomendado.»
No caso dos cobertores e edredons, basta lavar no início e final da estação de uso, explica a microbiologista Maria Teresa Destro.
«Durante o uso, estes devem ser colocados a arejar pelo menos uma vez por semana.»
Para limpar os lençóis e fronhas de pessoas saudáveis, basta lavá-los com detergente e secar preferencialmente ao sol, cujos raios ultravioleta matam os ácaros.
«Para crianças com menos de três anos, que são mais sensíveis, é recomendável passar a ferro também», diz Maria Teresa, professora associada da USP (Universidade de São Paulo).
«Uma vez por semana ou a cada 15 dias é recomendável aspirar o colchão e o travesseiro.»
Gustavo Johanson, infectologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), lembra que o clima influencia muito.
«Depende do bom senso e, se o clima está muito quente, suamos mais e o ideal é trocar a cada dois ou três dias. Em climas mais secos e frios, troca-se com menos frequência.
O calor, o suor e a pele morta são ambientes ideais para a proliferação de microrganismos», explica.
Outros microrganismos que podem aparecer são os fungos, que podem causar doenças ou não.
E há outros dois insectos que podem habitar as roupas de cama de pessoas saudáveis: as pulgas e os percevejos.
«Os percevejos são mais comuns no hemisfério Norte e chegam até a ser encontrados em camas de hotéis de quatro, cinco estrelas.
A única forma de eliminá-los é desfazer-se do colchão.
Já a pulga pode ser eliminada com uma limpeza do colchão e da roupa de cama».
A coisa muda de figura se uma pessoa tiver doenças como sarna, escabiose (piolho), chato (piolho pubiano), oxiúros, micoses, feridas e escaras (feridas que se formam quando uma pessoa fica muito tempo na cama).
Nesses casos, os especialistas recomendam lavar todos os dias, evitar chacoalhar o lençol ao retirá-lo e lavar com água quente acima de 60° C, secar na máquina de secar ou passar a ferro na mesma temperatura.
A microbiologista Maria Teresa também recomenda o uso de um protector entre a cama e o lençol para crianças e idosos que possam ter problemas para conter a urina à noite.
«O colchão é feito de espuma e absorve a humidade, por isso é preciso limpar com água e deixar secar completamente.
Secar é a melhor coisa, pois sem humidade não crescem bactérias», diz.
Para manchas de menstruação, ela recomenda a higienização com água oxigenada a volume 10, que quebra as moléculas de sangue.
E, para as famílias que têm condições de contratar uma limpeza com vaporização de colchão, ela sugere que seja feita a cada seis meses.
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