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"Morreu pela França". Foi desta forma que Emmanuel Macron deu a notícia de que um soldado do exército francês tinha morrido na guerra do Médio Oriente. Trata-se do primeiro militar de um exército europeu a ser morto nesta guerra. Mas quem era Arnaud Frion?
Arnaud Frion era "sargento-mor do 7.º Batalhão de Caçadores Alpinos (BCA) e foi morto durante a noite "na região de Erbil, no Iraque", informou Emmanuel Macron.
O subtenente-chefe estava destacado no âmbito da operação Chammal desde 24 de janeiro de 2026, uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos contra os grupos armados terroristas e que conta com 600 militares franceses.
"A sua presença no Iraque insere-se estritamente no âmbito da luta contra o terrorismo. A guerra no Irão não pode justificar tais ataques", comentou, nesse sentido, Emmanuel Macron.
Segundo o Le Figaro, o homem recebeu uma medalha militar em 2022, após dezessete anos de serviço pelos seus "serviços militares excecionais".
Após o anúncio da sua morte, o seu comandante François-Xavier de la Chesnais fez saber que este "tinha cerca de uma dezena de operações no seu currículo e recebeu quatro menções honrosas".
Já o o general Pierre Schill, chefe do Estado-Maior do Exército de Terra disse tratar-se de um "grande soldado e líder, que encarnava as mais elevadas virtudes de um combatente do Exército de Terra.
Morte do 1.º soldado europeu na guerra do Médio Oriente
O soldado francês morreu "durante um ataque" na região de Erbil, no Curdistão iraquiano, anunciou o presidente da França, Emmanuel Macron.
O ataque em Erbil teve como alvo as forças antiterroristas.
No âmbito de uma coligação internacional de combate ao fundamentalismo islâmico, liderada por Washington, militares de diversos países, incluindo Itália e França, estão a treinar membros das forças de segurança curdas no Curdistão iraquiano.
O grupo armado iraquiano Ashab al-Kahf anunciou hoje, na plataforma de mensagens Telegram, que estava a atacar os interesses franceses na região, após o envio do porta-aviões francês Charles de Gaulle para o Golfo.
"Após a chegada do porta-aviões francês à área de operações do Comando Central dos EUA e o seu envolvimento em operações, anunciamos que, a partir desta noite, todos os interesses franceses no Iraque e na região serão visados", declarou o grupo pró-Irão.
O Ashab al-Kahf instou as forças de segurança a manterem uma distância de, pelo menos, 500 metros de uma base em Kirkuk (norte do Iraque), onde alegou estarem destacados militares franceses.
No entanto, o grupo não reivindicou explicitamente a autoria do ataque.
O Estado-Maior das Forças Armadas francesas tinha informado na quinta-feira que vários soldados franceses ficaram feridos num "ataque com um drone na região de Erbil".
Segundo o Estado-Maior das Forças Armadas francesas, os soldados feridos estavam "a participar em treinos antiterroristas com parceiros iraquianos".
O governador de Erbil indicou que o ataque que feriu os soldados envolveu dois drones e ocorreu numa base em Mala Qara, a cerca de 40 quilómetros a sudoeste de Erbil.
Desde o início da guerra no Médio Oriente, a região autónoma do Curdistão iraquiano e Erbil sofreram inúmeros ataques atribuídos a fações pró-Irão, a maioria dos quais foi neutralizada pelas defesas aéreas.
O Presidente francês enfatizou nos últimos dias o "papel defensivo" da França na guerra do Médio Oriente.
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