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Roter.Teufel

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Rússia pede aos EUA fim das sanções contra companhia aérea Aeroflot

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O ministro russo considerou que a retoma do tráfego aéreo com os Estados Unidos deve ser "uma consequência do levantamento das sanções à Aeroflot", impostas em retaliação pela invasão da Ucrânia.

A Rússia pediu aos Estados Unidos que levantem as sanções impostas à companhia aérea estatal Aeroflot para retomar as comunicações aéreas diretas entre os dois países, anunciou hoje o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov.

"Fizemos esta proposta mesmo antes da reunião em Riade, há mais de um mês", disse Lavrov, referindo-se a várias rondas de contactos entre delegações russas e norte-americanas nos últimos meses para normalizar as relações.

A última destas reuniões ocorreu na quinta-feira na cidade turca de Istambul.

Lavrov afirmou que, até à data, a Rússia não recebeu qualquer resposta.

"Ontem [quinta-feira] terminou a reunião em Istambul, onde os nossos peritos recordaram esta proposta", afirmou Lavrov, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

Lavrov encontra-se na cidade cazaque de Almaty para a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Comunidade de Estados Independentes (CEI), criada em 1991 por antigas repúblicas soviéticas.

O ministro russo considerou que a retoma do tráfego aéreo com os Estados Unidos deve ser "uma consequência do levantamento das sanções à Aeroflot", impostas em retaliação pela invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022.

O embaixador russo em Washington, Alexandr Darchiev, que chefiou a delegação russa nas consultas em Istambul, anunciou anteriormente que o reinício das ligações aéreas entre os dois países seria um dos principais temas das negociações.

Na sequência das declarações de Lavrov, as ações da Aeroflot subiram 4,82% na bolsa de Moscovo.

Lavrov também mencionou o acordo entre Washington e Moscovo para a troca de prisioneiros como forma de "reforçar a confiança" após anos de destruição pela anterior administração do democrata Joe Biden.

O ministro referia-se à troca da bailarina russo-americana Ksenia Karelina, condenada a 12 anos de prisão por uma doação a uma organização ucraniana, pelo russo de nacionalidade alemã Arthur Petrov, acusado de exportar dispositivos eletrónicos sensíveis.

"Isto ajuda a reforçar a confiança, que é tão necessária" neste momento, disse Lavrov, citado pela agência de notícias espanhola Europa Press.

Lavrov considerou que, apesar do descongelamento das relações coincidir com o regresso de Donald Trump à Casa Branca (presidência), ainda falta "muito tempo" para restaurar a confiança entre os dois países.

"Foi minada, destruída pela administração Biden", afirmou.

Lavrov advertiu, sem especificar, que ainda há "muitas pessoas" nos Estados Unidos, entre democratas e republicanos, "que não querem que a abordagem de Trump e da sua equipa para normalizar as relações" prevaleça.

Correio da Manhã
 
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