Testemunha diz em tribunal da ONU que sérvios lutaram em autodefesa em Sarajevo

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Set 27, 2006
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A primeira testemunha da defesa do julgamento do ex-chefe das Forças Armadas sérvias no tribunal que julga crimes de guerra na ex-Jugoslávia declarou que as forças sérvias-bósnias agiram em legítima defesa durante o cerco a Sarajevo.

Um dos oficiais de Ratko Mladic, Mile Sladoje, disse ao painel de três juízes do Tribunal Criminal Internacional para a antiga Jugoslávia, onde Mladic enfrenta acusações de genocídio e crimes contra a humanidade, que as suas tropas "nunca foram franco-atiradores" durante o tristemente célebre cerco a Sarajevo, nos anos 1990, em que morreram 10 mil pessoas.

"Todas as nossas atividades [em Sarajevo] foram atividades de defesa", sustentou Sladoje numa declaração lida pelo advogado de Mladic, Miodrag Stojanovic, antes de começar o depoimento.
"Havia ordens precisas, só podíamos abrir fogo em resposta a fogo inimigo", afirmou Sladoje, um comandante-adjunto de logística no Exército sérvio-bósnio que foi saudado por Mladic quando entrou na sala do tribunal.
Alcunhado como "Carniceiro da Bósnia", Mladic, de 72 anos, enfrenta 11 acusações que vão desde tomada de reféns até genocídio, pelo seu papel na brutal guerra da Bósnia, entre 1992-1995, que se seguiu ao desmembramento da antiga Jugoslávia.
Cerca de 100 mil pessoas foram mortas e 2,2 milhões de outras ficaram desalojadas num conflito onde ocorreram algumas das piores atrocidades cometidas em território europeu desde a Segunda Guerra Mundial.



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