Portal Chamar Táxi

Notícias Trabalhou 30 anos para a Ikea e foi despedida por críticas na internet

Lordelo

Sub-Administrador
Team GForum
Entrou
Ago 4, 2007
Mensagens
52,041
Gostos Recebidos
1,267
naom_67ebb2bb94cfa.webp


Uma mulher que foi despedida, após quase 30 anos de serviço para a Ikea, em Madrid, Espanha, decidiu recorrer da decisão e exigir uma indemnização à empresa. A justiça não concordou com ela.


Segundo explica o 20 minutos, a funcionária em causa começou a trabalhar na marca suíça em 1996. Uma série de publicações e vídeos em que criticava a empresa, levaram ao seu despedimento em junho de 2024.


Em causa, estava o facto de a mulher se mostrar indignada por ter de trabalhar aos fins-de-semana e onde acusava a empresa de "exploração total" e de ser um "terreno hostil".


"Como hei-de recomendar esta m****, a m**** não se recomenda", escrevia ainda, acrescentando que os funcionários eram "escravos".


A mulher acabou por ser despedida, tendo esta apelado no ano passado ao Tribunal Superior de Justiça de Madrid para recorrer da decisão, alegando a violação do direito fundamental de liberdade de expressão.


Porém, o tribunal decidiu que as suas partilhas "evidenciam um incumprimento das regras laborais" e que o despedimento é justificado.


A decisão do tribunal


Os magistrados consideraram que a sua conduta pressupõe uma violação grave das suas obrigações e que a liberdade de expressão "não é absoluta e tem limites em relação à dignidade e à honra de outras pessoas".


Alegou-se ainda que pese embora os vídeos não tenham sido gravados no interior da loja, esta fazia uma clara referência à marca e usava expressões ultrajantes e ofensivas e que eram desnecessários para os seus objetivos".


Para os magistrados, "se há uma clara intenção de difamar a empresa ou os seus colegas de trabalho" e se essa intenção injuriosa não coincide com o direito da liberdade de expressão", a decisão do despedimento não deve ser revogada.

IN:NM
 
Topo