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Auditoria aponta para "a eliminação administrativa de pedidos com elevada antiguidade, falseando os indicadores de desempenho”.
Entre 2014 e 2016, mais 27 mil doentes ficaram em lista de espera por uma cirurgia.
E 2605 morreram antes de serem operados.

Em vez de melhorar, o acesso a consultas e a cirurgias nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) piorou ao longo dos últimos três anos. Entre 2014 e 2016, os doentes que precisaram de recorrer aos hospitais públicos foram obrigados a aguardar mais tempo por primeiras consultas de especialidade e por cirurgias programadas.
No final de 2016, a lista de espera por uma cirurgia cresceu 15% (mais 27 mil doentes) e mais de um quarto dos doentes oncológicos estavam à espera de ser operados para além do tempo máximo de resposta previsto na lei.
Listas de espera para cirurgia são as mais longas desde 2011
São conclusões de uma auditoria do Tribunal de Contas (TdC) que esta segunda-feira foi divulgada e é muito crítica da forma de gestão das listas de espera levada a cabo pelos organismos do Ministério da Saúde.
O TdC questiona especificamente a validação e limpeza das listas de espera para primeira consulta hospitalar efectuadas pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), em 2016, e que “incluíram a eliminação administrativa de pedidos com elevada antiguidade, falseando os indicadores de desempenho reportados”.
Informação "não é fiável"
Defende ainda que a qualidade da informação disponibilizada pela ACSS “não é fiável” devido a "falhas recorrentes na integração da informação das unidades hospitalares nos sistemas centralizados de gestão do acesso a consultas hospitalares e cirurgias".
Hospitais públicos com 22 milhões para combater listas de espera
Nas primeiras consultas hospitalares, entre 2014 e 2016, o tempo médio de espera passou de 115 para 121 dias, revela o TdC na Auditoria ao Acesso a Cuidados de Saúde no Serviço Nacional de Saúde. A "degradação" do acesso traduziu-se ainda no aumento da percentagem de casos que não cumprem os tempos máximos estipulados na lei nas cirurgias (29% do total, no final do ano passado) e nas consultas (10,9%).
De acordo com o documento, um total de 2605 inscrições para cirurgia foram canceladas entretanto devido ao óbito dos doentes (destes, 231 tinham cancro).
Segundo os auditores, “o aumento do tempo médio de espera para a realização de uma primeira consulta de especialidade hospitalar de 115 para 121 dias interrompeu a tendência de redução dos tempos que se observava desde 2011”.
“Os pedidos de consulta, cuja prioridade deveria ser determinada por um profissional médico, no hospital, no prazo de cinco dias, permaneceram em 2016, em média, entre 10 dias na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e 53 dias na ARS do Algarve, sem uma prioridade associada, demora que constitui um risco para a saúde dos doentes”, acrescentam.
Quanto à área cirúrgica, na auditoria é questionada “a não emissão atempada e regular de vales-cirurgia e notas de transferência aos utentes em lista de espera, que aumentou os tempos de espera suportados pelos utentes”.
Listas de espera para cirurgia disparam
O tribunal recomenda assim ao ministro da Saúde que crie mecanismos de emissão automática de vales-cirurgia nos prazos regulamentares, sempre que não seja possível cumprir os tempos máximos de resposta garantida nos hospitais do SNS e que Adalberto Campos Fernandes sujeite a verificações regulares, por uma entidade externa à ACSS, a qualidade dos indicadores de acesso.
Recomenda também ao conselho directivo da ACSS que não adopte procedimentos administrativos que "resultem na diminuição artificial das listas e dos tempos de espera".
Fonte
Entre 2014 e 2016, mais 27 mil doentes ficaram em lista de espera por uma cirurgia.
E 2605 morreram antes de serem operados.

Em vez de melhorar, o acesso a consultas e a cirurgias nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) piorou ao longo dos últimos três anos. Entre 2014 e 2016, os doentes que precisaram de recorrer aos hospitais públicos foram obrigados a aguardar mais tempo por primeiras consultas de especialidade e por cirurgias programadas.
No final de 2016, a lista de espera por uma cirurgia cresceu 15% (mais 27 mil doentes) e mais de um quarto dos doentes oncológicos estavam à espera de ser operados para além do tempo máximo de resposta previsto na lei.
Listas de espera para cirurgia são as mais longas desde 2011
São conclusões de uma auditoria do Tribunal de Contas (TdC) que esta segunda-feira foi divulgada e é muito crítica da forma de gestão das listas de espera levada a cabo pelos organismos do Ministério da Saúde.
O TdC questiona especificamente a validação e limpeza das listas de espera para primeira consulta hospitalar efectuadas pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), em 2016, e que “incluíram a eliminação administrativa de pedidos com elevada antiguidade, falseando os indicadores de desempenho reportados”.
Informação "não é fiável"
Defende ainda que a qualidade da informação disponibilizada pela ACSS “não é fiável” devido a "falhas recorrentes na integração da informação das unidades hospitalares nos sistemas centralizados de gestão do acesso a consultas hospitalares e cirurgias".
Hospitais públicos com 22 milhões para combater listas de espera
Nas primeiras consultas hospitalares, entre 2014 e 2016, o tempo médio de espera passou de 115 para 121 dias, revela o TdC na Auditoria ao Acesso a Cuidados de Saúde no Serviço Nacional de Saúde. A "degradação" do acesso traduziu-se ainda no aumento da percentagem de casos que não cumprem os tempos máximos estipulados na lei nas cirurgias (29% do total, no final do ano passado) e nas consultas (10,9%).
De acordo com o documento, um total de 2605 inscrições para cirurgia foram canceladas entretanto devido ao óbito dos doentes (destes, 231 tinham cancro).
Segundo os auditores, “o aumento do tempo médio de espera para a realização de uma primeira consulta de especialidade hospitalar de 115 para 121 dias interrompeu a tendência de redução dos tempos que se observava desde 2011”.
“Os pedidos de consulta, cuja prioridade deveria ser determinada por um profissional médico, no hospital, no prazo de cinco dias, permaneceram em 2016, em média, entre 10 dias na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e 53 dias na ARS do Algarve, sem uma prioridade associada, demora que constitui um risco para a saúde dos doentes”, acrescentam.
Quanto à área cirúrgica, na auditoria é questionada “a não emissão atempada e regular de vales-cirurgia e notas de transferência aos utentes em lista de espera, que aumentou os tempos de espera suportados pelos utentes”.
Listas de espera para cirurgia disparam
O tribunal recomenda assim ao ministro da Saúde que crie mecanismos de emissão automática de vales-cirurgia nos prazos regulamentares, sempre que não seja possível cumprir os tempos máximos de resposta garantida nos hospitais do SNS e que Adalberto Campos Fernandes sujeite a verificações regulares, por uma entidade externa à ACSS, a qualidade dos indicadores de acesso.
Recomenda também ao conselho directivo da ACSS que não adopte procedimentos administrativos que "resultem na diminuição artificial das listas e dos tempos de espera".
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