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"É uma confusão": Tarifas de Trump trazem o caos e possível aumento de preços em fábrica chinesa de bonés da Fila
Fornecedor de chapéus, Jeffy Ma, garante que serão os consumidores americanos a pagar preços mais elevados.
A guerra comercial de Donald Trump abalou o comércio internacional. Numa fábrica no sul da China, o fornecedor de chapéus Jeffy Ma, está a tentar acompanhar as recentes mudanças tarifárias.
O presidente dos EUA anunciou no início de abril as tarifas “recíprocas” de 34% sobre os produtos chineses, além das restantes taxas que foram aplicadas a países de todo o mundo. Desde então, a China e os EUA têm retaliado constantemente. Neste momento, as tarifas americanas sobre o país asiático já alcançaram os 145% e, por sua vez, as tarifas aduaneiras chinesas sobre produtos americanos aumentaram para 125%.
Com a guerra tarifária, o valor de vários bens produzidos na China, desde chapéus a produtos eletrónicos, está a aumentar.
Apesar de Trump prometer que o custo das novas tarifas será suportado pelos países visados, Ma garante à cadeia televisiva NBC News que serão os consumidores americanos a pagar preços mais elevados.
A empresa de Ma, Ace Headwear, produz chapéus de ciclismo, viseiras de golfe e bonés de Baseball para marcas como a Fila e para equipas da Major League de Baseball americana. Cerca de 40% dos chapéus feitos pelos 350 funcionários são vendidos aos EUA.
“Para nós, o lucro de manufatura é muito baixo, por isso não conseguimos absorver tanto”, contou o produtor chinês. “Eu acredito que o resultado final é que o consumidor nos EUA, ele vai pagar”, explicou ainda.
“É uma confusão. É um desafio para nós todos”, disse Ma sobre as tarifas. À medida que o custo de comercializar para os EUA aumenta, o empresário chinês procura vender mais na China e noutros mercados.
Ma chegou a considerar construir fábricas em países do sudoeste asiático, para onde a China tem vindo a transferir alguma da produção para evitar as tarifas norte-americanas. Contudo, Trump também colocou tarifas até 49% em países como o Vietname, a Tailândia e o Camboja.
Mesmo antes das novas tarifas, Ma sabia que a realocação das fábricas era uma solução que estava longe de ser perfeita, devido ao papel da China como maior potência manufatureira do mundo, com "mão-de-obra qualificada e cadeias de fornecedores eficientes".
Ma explicou ainda que mudar fábricas para os EUA não seria realista, porque há falta de costureiros qualificados no país norte-americano.
Mesmo na China, é difícil de encontrar mão-de-obra, afirmou o empresário. Segundo Ma, a maioria dos funcionários na Ace Headwear, fundada em 2014, têm uma década ou mais de experiência, “por isso a eficiência é mais elevada”.
A China tem feito frente aos EUA ao acompanhar o aumento do valor das tarifas, mas insiste que não quer uma guerra comercial. O país asiático continua a apelar ao governo americano para que “cancelem completamente” as tarifas, de modo a “retornar ao caminho certo de respeito mútuo”.
Correio da Manhã

Fornecedor de chapéus, Jeffy Ma, garante que serão os consumidores americanos a pagar preços mais elevados.
A guerra comercial de Donald Trump abalou o comércio internacional. Numa fábrica no sul da China, o fornecedor de chapéus Jeffy Ma, está a tentar acompanhar as recentes mudanças tarifárias.
O presidente dos EUA anunciou no início de abril as tarifas “recíprocas” de 34% sobre os produtos chineses, além das restantes taxas que foram aplicadas a países de todo o mundo. Desde então, a China e os EUA têm retaliado constantemente. Neste momento, as tarifas americanas sobre o país asiático já alcançaram os 145% e, por sua vez, as tarifas aduaneiras chinesas sobre produtos americanos aumentaram para 125%.
Com a guerra tarifária, o valor de vários bens produzidos na China, desde chapéus a produtos eletrónicos, está a aumentar.
Apesar de Trump prometer que o custo das novas tarifas será suportado pelos países visados, Ma garante à cadeia televisiva NBC News que serão os consumidores americanos a pagar preços mais elevados.
A empresa de Ma, Ace Headwear, produz chapéus de ciclismo, viseiras de golfe e bonés de Baseball para marcas como a Fila e para equipas da Major League de Baseball americana. Cerca de 40% dos chapéus feitos pelos 350 funcionários são vendidos aos EUA.
“Para nós, o lucro de manufatura é muito baixo, por isso não conseguimos absorver tanto”, contou o produtor chinês. “Eu acredito que o resultado final é que o consumidor nos EUA, ele vai pagar”, explicou ainda.
“É uma confusão. É um desafio para nós todos”, disse Ma sobre as tarifas. À medida que o custo de comercializar para os EUA aumenta, o empresário chinês procura vender mais na China e noutros mercados.
Ma chegou a considerar construir fábricas em países do sudoeste asiático, para onde a China tem vindo a transferir alguma da produção para evitar as tarifas norte-americanas. Contudo, Trump também colocou tarifas até 49% em países como o Vietname, a Tailândia e o Camboja.
Mesmo antes das novas tarifas, Ma sabia que a realocação das fábricas era uma solução que estava longe de ser perfeita, devido ao papel da China como maior potência manufatureira do mundo, com "mão-de-obra qualificada e cadeias de fornecedores eficientes".
Ma explicou ainda que mudar fábricas para os EUA não seria realista, porque há falta de costureiros qualificados no país norte-americano.
Mesmo na China, é difícil de encontrar mão-de-obra, afirmou o empresário. Segundo Ma, a maioria dos funcionários na Ace Headwear, fundada em 2014, têm uma década ou mais de experiência, “por isso a eficiência é mais elevada”.
A China tem feito frente aos EUA ao acompanhar o aumento do valor das tarifas, mas insiste que não quer uma guerra comercial. O país asiático continua a apelar ao governo americano para que “cancelem completamente” as tarifas, de modo a “retornar ao caminho certo de respeito mútuo”.
Correio da Manhã