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“A América para os americanos”: secretas protegem 'quintal da casa' dos EUA
CIA tem sido determinante na defesa dos interesses norte-americanos.
Trump invocou a ‘Doutrina Monroe’ para justificar a captura de Maduro, que pode resumir-se numa frase: “A América para os americanos.” Resultou de uma mensagem dirigida pelo 5.º Presidente dos EUA, James Monroe, ao Congresso, em 1823, centrada na necessidade de impedir a influência colonial europeia no continente americano, mas utilizada mais tarde para justificar intervenções militares na América Latina.
O pensamento de Monroe foi atualizado pelo Presidente Roosevelt (1933 a 1945), através da sua política de boa vizinhança. Com ‘soft power’, a capacidade de um país exercer a sua influência sem recurso a meios militares, a presença dos EUA tornou-se cada vez mais omnipresente. Com a criação, em 1947, da agência central de inteligência, a CIA, o ‘quintal da casa’ passou a ser gerido de outra maneira: financiando grupos paramilitares, apoiando líderes políticos amigos e golpes de Estado, desestabilizando governos, exercendo ações de espionagem, contraespionagem e sabotagem, ou planeando operações militares, como na Venezuela, as secretas têm sido determinantes na proteção dos interesses económicos e geoestratégicos dos EUA.
Apesar das várias intervenções na América Latina, sobretudo ao longo da segunda metade do século XX, a última vez que os EUA tinham deposto um líder latino-americano foi em dezembro de 1989, com a captura, no Panamá, do general Noriega.
Correio da Manhã
CIA tem sido determinante na defesa dos interesses norte-americanos.
Trump invocou a ‘Doutrina Monroe’ para justificar a captura de Maduro, que pode resumir-se numa frase: “A América para os americanos.” Resultou de uma mensagem dirigida pelo 5.º Presidente dos EUA, James Monroe, ao Congresso, em 1823, centrada na necessidade de impedir a influência colonial europeia no continente americano, mas utilizada mais tarde para justificar intervenções militares na América Latina.
O pensamento de Monroe foi atualizado pelo Presidente Roosevelt (1933 a 1945), através da sua política de boa vizinhança. Com ‘soft power’, a capacidade de um país exercer a sua influência sem recurso a meios militares, a presença dos EUA tornou-se cada vez mais omnipresente. Com a criação, em 1947, da agência central de inteligência, a CIA, o ‘quintal da casa’ passou a ser gerido de outra maneira: financiando grupos paramilitares, apoiando líderes políticos amigos e golpes de Estado, desestabilizando governos, exercendo ações de espionagem, contraespionagem e sabotagem, ou planeando operações militares, como na Venezuela, as secretas têm sido determinantes na proteção dos interesses económicos e geoestratégicos dos EUA.
Apesar das várias intervenções na América Latina, sobretudo ao longo da segunda metade do século XX, a última vez que os EUA tinham deposto um líder latino-americano foi em dezembro de 1989, com a captura, no Panamá, do general Noriega.
Correio da Manhã
