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Estamos a poucos dias da Black Friday - acontece já no dia 28 de novembro, na sexta-feira - e um estudo divulgado esta semana revela que os portugueses mostram maior adesão a este dia de compram e antecipam um investimento médio acima dos 200 euros.
"Para muitas famílias portuguesas, a Black Friday tem vindo a afirmar-se como uma oportunidade para adquirir bens a preços mais competitivos, antecipar compras e maximizar poupanças, tornando-se um momento cada vez mais relevante na agenda de consumo", pode ler-se num comunicado sobre o estudo Observador Cetelem – Tendências de Consumo na Black Friday, ao qual o Notícias ao Minuto teve acesso.
A mesma análise revela que, em 2025, "73% dos consumidores nacionais tencionam aproveitar as promoções desta data, mais 15 pontos percentuais face ao ano anterior".
Mais adesão e mais despesa
Segundo o estudo agora divulgado, "além da maior adesão, observa-se também um aumento do gasto médio: "Em 2025, os portugueses pretendem investir, em média, 210€, face aos 179€ de 2024, um crescimento de 31€ (+17%). O aumento é particularmente expressivo entre os inquiridos dos 35 aos 44 anos (240€) e na região de Lisboa (232€)".
Além disso, "entre os consumidores que planeiam aproveitar a Black Friday, 41% afirmam que recorrerão aos descontos para antecipar algumas compras de Natal, e mais de dois terços (74%) revelam planear total ou parcialmente as suas compras com antecedência".
Só 21% dos inquiridos indicam que decidirão o que comprar consoante as oportunidades que surgirem.
Os dados do estudo "apontam para uma crescente perceção da Black Friday como uma oportunidade planeada de poupança", já que "mais de metade dos consumidores (52%) afirmam comprar nesta altura para economizar em compras que já previstas".
"Descobrir ou aproveitar boas oportunidades (32%) e antecipar compras de presentes ou necessidades futuras (10%) são outras das razões apontadas", revela a mesma análise.
Confiança é essencial
Com isto, a "confiança é um fator decisivo na relação dos consumidores com as promoções da Black Friday e também aqui a prudência mantém-se evidente".
"Para mais de metade (56%) as promoções valem a pena por permitirem adquirir produtos de qualidade a preços mais reduzidos. Já 32% encaram-nas com desconfiança, considerando que podem induzir em erro ao aumentar o preço base para simular descontos mais elevados, enquanto 6% acreditam que os melhores produtos são excluídos das campanhas", pode ainda ler-se no comunicado divulgado.
O que vão comprar os portugueses?
Relativamente aos produtos mais procurados, o vestuário e os acessórios de moda lideram as preferências (58%), seguidos de produtos de beleza e cuidados pessoais (36%) e telecomunicações e informática (33%).
"Embora o aumento das intenções de consumo seja transversal a todas as categorias, destaca-se o crescimento na procura de relógios e joias (+15 pp) e bens de eletrónica de consumo (TV, sistemas Hi-Fi, etc.), que registam um acréscimo de 8 pontos percentuais face a 2024", pode ler-se.
Além disso, o "ano de 2025 fica ainda marcado pelo regresso dos portugueses às lojas físicas durante a Black Friday, opção preferida por mais de um terço dos inquiridos (34%), embora a tendência omnicanal continue a ser dominante (42%)".
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