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Alzheimer impede audição de Ricardo Salgado no julgamento do caso EDP
Doença impossibilita o ex-banqueiro de se "autodefender", de acordo com o advogado.
A audição de Ricardo Salgado esta sexta-feira em tribunal, no âmbito do julgamento do caso EDP, durou cinco minutos, de acordo com o advogado Francisco Proença de Carvalho.
"Uma pessoa nestas condições não tem direito a um julgamento justo e equitativo, porque não se pode autodefender e explicar-se", sustentou, a propósito da doença de Alzheimer do ex-banqueiro. A perícia médica indicou que Ricardo Salgado podia ser interrogado, mas Francisco Proença de Carvalho argumentou que o ex-banqueiro "foi convocado e não sabia ao que vinha".
Ricardo Salgado está a ser julgado no caso EDP por corrupção ativa para ato ilícito, corrupção ativa e branqueamento de capitais, num processo em que são também arguidos o ex-ministro da Economia Manuel Pinho (corrupção passiva para ato ilícito, corrupção passiva, branqueamento e fraude fiscal) e a mulher, Alexandra Pinho (branqueamento e fraude fiscal, em coautoria material com o marido).
"Viemos cá para cinco minutos de burocracia", apontou Francisco Proença de Carvalho. Para o advogado, "está em causa a dignidade da justiça portuguesa".
O ex-banqueiro chegou à sala de tribunal pelas 10h15, poucos minutos depois de ter entrado pela porta da frente do Juízo Central Criminal de Lisboa, visivelmente debilitado e acompanhado pela mulher, Maria João Salgado, e pelos dois advogados, Francisco Proença de Carvalho e Adriano Squilacce.
Audição
Após uma pequena indefinição onde o ex-banqueiro e a mulher poderiam ficar sentados, uma vez que Salgado assumiu ter perdido audição e que não conseguia ouvir bem, o tribunal começou a proceder à identificação formal do arguido. A juíza-presidente perguntou o nome, o nome dos pais, a data de nascimento, o estado civil e o local onde morava - questões às quais Ricardo Salgado conseguiu responder.
Porém, quando questionado sobre a morada de residência, expressou a primeira limitação: "Tenho de perguntar à minha mulher".
Já sobre o que fez na vida, o antigo presidente do BES soube indicar que foi banqueiro. "Sempre", complementou, antes de voltar a mostrar dificuldades para demonstrar saber os factos do caso que o levaram a estar hoje em tribunal: "Isso já não sei explicar".
Ricardo Salgado reconheceu e identificou de seguida o ex-ministro da Economia Manuel Pinho, igualmente presente na sala de audiência, e foi quando a juíza procurou confirmar que trabalharam juntos no BES e onde também conheceu a mulher do antigo governante e também arguida, Alexandra Pinho, que a defesa de Salgado acabou por interromper.
A juíza-presidente Ana Paula Rosa argumentou que ainda nem tinha feito perguntas e que estava somente na fase de identificação.
Acabou então por questionar apenas Ricardo Salgado se sabia que o julgamento já tinha começado há algum tempo e se permitia que continuasse na sua ausência, ao que o ex-banqueiro acedeu.
Correio da Manhã

Doença impossibilita o ex-banqueiro de se "autodefender", de acordo com o advogado.
A audição de Ricardo Salgado esta sexta-feira em tribunal, no âmbito do julgamento do caso EDP, durou cinco minutos, de acordo com o advogado Francisco Proença de Carvalho.
"Uma pessoa nestas condições não tem direito a um julgamento justo e equitativo, porque não se pode autodefender e explicar-se", sustentou, a propósito da doença de Alzheimer do ex-banqueiro. A perícia médica indicou que Ricardo Salgado podia ser interrogado, mas Francisco Proença de Carvalho argumentou que o ex-banqueiro "foi convocado e não sabia ao que vinha".
Ricardo Salgado está a ser julgado no caso EDP por corrupção ativa para ato ilícito, corrupção ativa e branqueamento de capitais, num processo em que são também arguidos o ex-ministro da Economia Manuel Pinho (corrupção passiva para ato ilícito, corrupção passiva, branqueamento e fraude fiscal) e a mulher, Alexandra Pinho (branqueamento e fraude fiscal, em coautoria material com o marido).
"Viemos cá para cinco minutos de burocracia", apontou Francisco Proença de Carvalho. Para o advogado, "está em causa a dignidade da justiça portuguesa".
O ex-banqueiro chegou à sala de tribunal pelas 10h15, poucos minutos depois de ter entrado pela porta da frente do Juízo Central Criminal de Lisboa, visivelmente debilitado e acompanhado pela mulher, Maria João Salgado, e pelos dois advogados, Francisco Proença de Carvalho e Adriano Squilacce.
Audição
Após uma pequena indefinição onde o ex-banqueiro e a mulher poderiam ficar sentados, uma vez que Salgado assumiu ter perdido audição e que não conseguia ouvir bem, o tribunal começou a proceder à identificação formal do arguido. A juíza-presidente perguntou o nome, o nome dos pais, a data de nascimento, o estado civil e o local onde morava - questões às quais Ricardo Salgado conseguiu responder.
Porém, quando questionado sobre a morada de residência, expressou a primeira limitação: "Tenho de perguntar à minha mulher".
Já sobre o que fez na vida, o antigo presidente do BES soube indicar que foi banqueiro. "Sempre", complementou, antes de voltar a mostrar dificuldades para demonstrar saber os factos do caso que o levaram a estar hoje em tribunal: "Isso já não sei explicar".
Ricardo Salgado reconheceu e identificou de seguida o ex-ministro da Economia Manuel Pinho, igualmente presente na sala de audiência, e foi quando a juíza procurou confirmar que trabalharam juntos no BES e onde também conheceu a mulher do antigo governante e também arguida, Alexandra Pinho, que a defesa de Salgado acabou por interromper.
A juíza-presidente Ana Paula Rosa argumentou que ainda nem tinha feito perguntas e que estava somente na fase de identificação.
Acabou então por questionar apenas Ricardo Salgado se sabia que o julgamento já tinha começado há algum tempo e se permitia que continuasse na sua ausência, ao que o ex-banqueiro acedeu.
Correio da Manhã