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Antigo presidente brasileiro Fernando Collor de Mello é preso
Agentes da Polícia Federal intercetaram Collor quando pretendia embarcar num voo para Brasília para se entregar às autoridades.
O ex-presidente brasileiro Fernando Collor de Mello foi preso na madrugada desta sexta-feira, perto das oito horas da manhã (horário em Portugal), em Maceió, capital do estado de Alagoas, do qual já foi governador. Agentes da Polícia Federal intercetaram Collor e deram-lhe voz de prisão quando ele pretendia embarcar num voo para Brasília para se entregar às autoridades, depois de no final da noite desta quinta-feira o juiz Alexandre de Moraes, do STF, Supremo Tribunal Federal, ter decretado a prisão dele.
Assim que a sua prisão foi decretada, após Moraes rejeitar sumariamente os últimos recursos a que Collor tinha direito para contestar uma condenação a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção, o ex-presidente anunciou que viajaria esta sexta-feira para a capital brasileira para se entregar. Mas Alexandre de Moraes, fortemente criticado até nos meios jurídicos pela forma intempestiva e dura como conduz os processos que comanda, mandou a PF prender imediatamente o antigo governante, mesmo com a garantia dele e dos seus advogados de que iria apresentar-se.
Collor foi condenado num processo iniciado em 2015 e ainda ligado à Operação Lava Jato, por supostamente ter recebido o equivalente a quatro milhões de euros em “luvas” da empresa BR Distribuidora, na altura uma subsidiária da petrolífera Petrobrás. Moraes praticamente nem ligou para os últimos recursos de Collor, alegando que eles tinham como objetivo atrasar o início do cumprimento da pena.
A medida do magistrado, mandando prender o antigo presidente quando este ia entregar-se, pareceu ainda mais precipitada quando o plenário do STF só esta sexta-feira vai decidir em definitivo sobre a questão. Ao longo desta sexta-feira, os 11 juízes do tribunal vão votar virtualmente para confirmar ou não a ordem de prisão emitida na noite desta quinta-feira por Alexandre de Moraes.
Collor sempre teve o nome ligado a denúncias de corrupção, mesmo tendo sido eleito presidente do Brasil em 1989 como “caçador de corruptos”. Em 1992, dois anos após ter assumido o mandato, foi destituído pelo Congresso acusado de participar num mega esquema de corrupção comandado pelo tesoureiro da sua campanha, o empresário de Alagoas PC Farias, assassinado anos depois.
Correio da Manhã

Agentes da Polícia Federal intercetaram Collor quando pretendia embarcar num voo para Brasília para se entregar às autoridades.
O ex-presidente brasileiro Fernando Collor de Mello foi preso na madrugada desta sexta-feira, perto das oito horas da manhã (horário em Portugal), em Maceió, capital do estado de Alagoas, do qual já foi governador. Agentes da Polícia Federal intercetaram Collor e deram-lhe voz de prisão quando ele pretendia embarcar num voo para Brasília para se entregar às autoridades, depois de no final da noite desta quinta-feira o juiz Alexandre de Moraes, do STF, Supremo Tribunal Federal, ter decretado a prisão dele.
Assim que a sua prisão foi decretada, após Moraes rejeitar sumariamente os últimos recursos a que Collor tinha direito para contestar uma condenação a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção, o ex-presidente anunciou que viajaria esta sexta-feira para a capital brasileira para se entregar. Mas Alexandre de Moraes, fortemente criticado até nos meios jurídicos pela forma intempestiva e dura como conduz os processos que comanda, mandou a PF prender imediatamente o antigo governante, mesmo com a garantia dele e dos seus advogados de que iria apresentar-se.
Collor foi condenado num processo iniciado em 2015 e ainda ligado à Operação Lava Jato, por supostamente ter recebido o equivalente a quatro milhões de euros em “luvas” da empresa BR Distribuidora, na altura uma subsidiária da petrolífera Petrobrás. Moraes praticamente nem ligou para os últimos recursos de Collor, alegando que eles tinham como objetivo atrasar o início do cumprimento da pena.
A medida do magistrado, mandando prender o antigo presidente quando este ia entregar-se, pareceu ainda mais precipitada quando o plenário do STF só esta sexta-feira vai decidir em definitivo sobre a questão. Ao longo desta sexta-feira, os 11 juízes do tribunal vão votar virtualmente para confirmar ou não a ordem de prisão emitida na noite desta quinta-feira por Alexandre de Moraes.
Collor sempre teve o nome ligado a denúncias de corrupção, mesmo tendo sido eleito presidente do Brasil em 1989 como “caçador de corruptos”. Em 1992, dois anos após ter assumido o mandato, foi destituído pelo Congresso acusado de participar num mega esquema de corrupção comandado pelo tesoureiro da sua campanha, o empresário de Alagoas PC Farias, assassinado anos depois.
Correio da Manhã