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Prisão de Otelo deveria ter sido adiada por meses
Pedro Serradas Duarte diz que era possível ter mais provas contra as FP-25
A operação policial que levou à detenção de Otelo Saraiva de Carvalho e de outros membros das FP-25 "deveria ter-se realizado "quatro a cinco meses" depois, sustenta um dos responsáveis da extinta Direcção de Informações (DINFO).
"Se tivéssemos tido calma", observou quarta-feira o comandante Pedro Serradas Duarte - ex-director do departamento operacional da DINFO, organização que antecedeu o actual Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) -, o adiamento da chamada "Operação Orion" teria permitido obter "meios de prova" para formalizar "uma acusação mais sólida" contra os membros daquela organização terrorista.
Serradas Duarte falava num seminário sobre intelligence organizado pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), subordinado ao tema "A importância da actividade operacional nos Serviços de Informações". Questionado pelo ex-deputado Narana Coissoró sobre as FP-25, o comandante garantiu nunca ter havido pressões políticas para acelerar ou atrasar a detenção das cúpulas da organização. "Se alguma coisa correu mal foi a execução" das operações de detenção das cúpulas das FP-25.
Isso explica, em parte, que a acusação posterior do Ministério Público - feita com base nos cadernos que o próprio Otelo "tinha em casa" - acabasse "nalguns casos" por se apoiar em "interpretações completamente erradas" do sucedido, sustentou Pedro Serradas Duarte.
Serradas Duarte, naquela que foi a sua segunda intervenção pública sobre a DINFO - e porque "o que possa ter feito já prescreveu" -, abordou igualmente a actual situação das escutas telefónicas pelos serviços secretos: "Temos de acabar com os complexos do passado e que estão a afectar a democracia", pondo até "em causa a idoneidade dos [políticos] que elegemos" e que deveriam ser os responsáveis pela fiscalização dessa actividade das secretas, frisou.
Pedro Serradas Duarte diz que era possível ter mais provas contra as FP-25
A operação policial que levou à detenção de Otelo Saraiva de Carvalho e de outros membros das FP-25 "deveria ter-se realizado "quatro a cinco meses" depois, sustenta um dos responsáveis da extinta Direcção de Informações (DINFO).
"Se tivéssemos tido calma", observou quarta-feira o comandante Pedro Serradas Duarte - ex-director do departamento operacional da DINFO, organização que antecedeu o actual Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) -, o adiamento da chamada "Operação Orion" teria permitido obter "meios de prova" para formalizar "uma acusação mais sólida" contra os membros daquela organização terrorista.
Serradas Duarte falava num seminário sobre intelligence organizado pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), subordinado ao tema "A importância da actividade operacional nos Serviços de Informações". Questionado pelo ex-deputado Narana Coissoró sobre as FP-25, o comandante garantiu nunca ter havido pressões políticas para acelerar ou atrasar a detenção das cúpulas da organização. "Se alguma coisa correu mal foi a execução" das operações de detenção das cúpulas das FP-25.
Isso explica, em parte, que a acusação posterior do Ministério Público - feita com base nos cadernos que o próprio Otelo "tinha em casa" - acabasse "nalguns casos" por se apoiar em "interpretações completamente erradas" do sucedido, sustentou Pedro Serradas Duarte.
Serradas Duarte, naquela que foi a sua segunda intervenção pública sobre a DINFO - e porque "o que possa ter feito já prescreveu" -, abordou igualmente a actual situação das escutas telefónicas pelos serviços secretos: "Temos de acabar com os complexos do passado e que estão a afectar a democracia", pondo até "em causa a idoneidade dos [políticos] que elegemos" e que deveriam ser os responsáveis pela fiscalização dessa actividade das secretas, frisou.