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Depois de uma segunda quinzena de fevereiro em que, regra geral, a chuva deu tréguas e até houve temperaturas acima da média para a época, o cenário parece estar prestes a mudar novamente. A primeira semana de março será de chuva e descida das temperaturas devido à formação de uma gota fria. Mas o que é que isto significa?
A aproximação de uma depressão em altitude, também denominada gota fria ou DANA (em castelhano), vai provocar uma mudança do estado do tempo em Portugal continental, a partir do início da próxima semana.
De acordo com o Meteored Portugal, contudo, as depressões isoladas em altitude "são conhecidas pela sua trajetória errática, o que torna muito difícil prever com precisão a distribuição geográfica e intensidade da precipitação convectiva e de carácter irregular que geralmente lhes está associada".
Ou seja, é muito difícil prever, para já, a chuva acumulada. Neste momento, os mapas insistem que poderá chover em qualquer zona do território de Portugal continental, com acumulações entre 5 mm e 20 mm.
É, aliás, "muito provável que, por causa da trajetória deste centro de baixas pressões, os valores de chuva acumulada se alterem várias vezes nas próximas atualizações do modelo Europeu", conforme detalha o comunicado da Meteored sobre os possíveis efeitos da gota fria no tempo em Portugal.
Ainda assim, de momento, os mapas sugerem que as áreas potencialmente mais afetadas seriam, com valores a rondar os 20 mm de precipitação acumulada: Região Norte (exceto distrito de Bragança), Grande Lisboa, Península de Setúbal, Beira Alta, Beira Baixa e toda a zona fronteiriça do Alentejo com Espanha.
De acordo com o geógrafo e especialista Alfredo Graça, a partir do final da madrugada ou início da manhã de segunda-feira, dia 2 de março, prevê-se que uma frente fria associada a uma depressão atlântica situada a noroeste das Ilhas Britânicas, entre pelo litoral Norte e Centro de Portugal continental, espalhe precipitação gradualmente para as restantes regiões do país.
A interação entre a frente fria associada à referida depressão atlântica, uma massa de ar mais frio de origem polar em altitude e a presença prévia de ar mais quente e húmido a sul, favorecerá o aprofundamento de um centro de baixas pressões que poderá evoluir para uma gota fria.
Ora, isso vai significar a predominância de aguaceiros, trovoadas e granizo durante segunda e terça-feira, dias 2 e 3 de março. Inicialmente, "a precipitação em Portugal continental será gerada pela frente fria, mas posteriormente dever-se-á à depressão isolada em altitude", refere a mesma nota.
Segundo a previsão atual do modelo europeu, a gota fria só se deverá começar a formar no período entre o fim da tarde de segunda e a meia-noite de terça-feira, "quando o sistema evoluir para uma depressão que se desligará da circulação principal, isolando-se em altitude na sua deslocação para sul, e com o seu centro a posicionar-se entre a Península Ibérica e Marrocos".
E até lá?
Até à próxima segunda-feira, o tempo deverá continuar estável e seco, com exceção de sexta-feira, dia 27. Se é facto que as temperaturas diurnas têm sido bastante agradáveis por estes dias, espera-se uma descida significativa das mesmas entre hoje e amanhã.
Em causa está a aproximação de uma massa de ar polar, que irá contribuir para a descida dos termómetros em praticamente todo o continente.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), além do acentuado arrefecimento noturno (que também tem marcado esta última semana), haverá uma descida da temperatura máxima, em especial nas regiões Norte e Centro.
Em Lisboa, as temperaturas deverão variar entre os 10 e os 17 graus na sexta-feira, enquanto hoje chegaram aos 22. Também no Porto a máxima esperada desce de 17 para 15 graus. Só Faro mantém o cenário de hoje: as temperaturas vão variar entre os 10 e os 23 graus na sexta-feira.
No sábado, deverá registar-se novamente uma pequena subida da temperatura máxima no Norte e Centro.
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