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Informação Cabaz alimentar? Prepare a carteira: "É possível que possa subir mais"

Lordelo

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O aviso é da DECO PROteste:


A culpa? O conflito no Médio Oriente, depois do comboio de tempestades, explica a organização de defesa do consumidor: "A guerra no Médio Oriente já provocou aumentos nos preços dos combustíveis e da energia, e os impactos podem começar a fazer-se sentir nas cadeias de abastecimento, tal como aconteceu com a crise energética provocada pelo início da guerra na Ucrânia".


"Ao impacto das subidas de preços nos combustíveis, poderão ainda somar-se os prejuízos causados pelas tempestades de janeiro e fevereiro no país, cujos efeitos podem ainda não estar integralmente refletidos nos preços ao consumidor, assim como uma subida nos preços dos fertilizantes usados na agricultura", explica a DECO PROteste.


Aliás, importa sublinhar que "alguns dos maiores produtores de fertilizantes agrícolas, e de matérias-primas para fertilizantes, estão localizados no Médio Oriente".


"Com grande parte destas mercadorias expedida por via marítima através do estreito de Ormuz, se o conflito na região se prolongar, os preços destes produtos podem vir a aumentar significativamente, o que resultará em bens alimentares mais caros", pode ler-se no site da organização de defesa do consumidor.


Como está a taxa de inflação?


A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 2,1% em fevereiro de 2026, taxa superior em 0,2 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta quarta-feira.


O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação de 1,9% (1,8% em janeiro). A variação do índice relativo aos produtos energéticos manteve-se em -2,2% e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 6,7% (5,8% no mês anterior).


A variação mensal do IPC foi 0,1% (-0,7% no mês precedente e -0,1% em fevereiro de 2025). A variação média dos últimos doze meses foi 2,3% (valor idêntico no mês anterior).


O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português apresentou uma variação homóloga de 2,1% (1,9% no mês anterior), taxa superior em 0,2 p.p. ao valor estimado pelo Eurostat para a área do Euro (em janeiro, esta diferença tinha sido idêntica).


Excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC em Portugal atingiu uma variação homóloga de 2,0% em fevereiro (1,9% em janeiro), taxa inferior à da área do Euro (estimada em 2,3%).


O IHPC registou uma variação mensal de 0,1% (-1,0% no mês anterior e -0,1% em fevereiro de 2025) e uma variação média dos últimos doze meses de 2,1% (valor idêntico no mês precedente).


A presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirmou que a instituição monetária fará tudo o que for "necessário" para que "a inflação esteja sob controlo" face à subida dos preços da energia, devido à guerra no Médio Oriente.

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