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Carjacking leva receitas do aniversário do PS

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Carjacking leva receitas do aniversário do PS

Dirigentes do PS Coimbra foram assaltados: levaram-lhes o carro e seis mil euros em dinheiro, do jantar dos 40 anos do partido.Dois dirigentes da federação do PS de Coimbra foram vítimas de carjacking na madrugada de 23 de Abril.
No carro, estariam cerca de seis mil euros de receitas do jantar comemorativo dos 40 anos do partido – realizado quatro dias antes, com a presença de António José Seguro, Jorge Sampaio e Ferro Rodrigues, entre outros. O caso está entregue à Polícia Judiciária (PJ), que investiga «todos os cenários».

Pedro Coimbra, presidente da Federação, e Manuel Claro, vice-presidente, participaram à Polícia que regressavam a casa na Solum – uma zona nobre da cidade de Coimbra –, quando, depois de estacionarem o carro, foram interpelados por um indivíduo armado, que levou a viatura.

Ao SOL, nem Pedro Coimbra nem Manuel Claro querem, contudo, avançar pormenores sobre o tipo de arma ou o que estava dentro do automóvel. «O que foi escrito no Correio da Manhã sobre o crime está correcto», limita-se a dizer Manuel Claro, referindo-se a uma notícia deste diário que relatava apenas que dirigentes socialistas tinham sido vítimas de carjacking. E afirma desconhecer se dentro do BMW estivava o dinheiro e a chave da sede do PS em Coimbra – como afirmam fontes do partido.

Pedro Coimbra também não quer falar: «O assunto está entregue à Polícia».

PS não diz se abriu inquérito

Segundo fontes do PS de Coimbra, o carro em que ambos seguiam tinha mais de dez anos e a zona onde tudo aconteceu não tem historial deste tipo de crimes. «Parece tudo um pouco estranho», aponta um socialista, crítico da direcção distrital.

Fontes ligadas à investigação da PJ salientam ao SOL que «estão a ser investigados todos cenários possíveis». Ao que o SOL apurou, na participação feita à PJ ficou registado que no carro estaria dinheiro do PS. No partido, porém, ninguém quer falar sobre o motivo para a verba estar no carro, que diria respeito ao pagamento de senhas para o jantar. Carvalho Nunes, um militante que organizou o jantar, recusou falar ao SOL. «Não tenho de dar esclarecimentos».

No Largo do Rato, em Lisboa, também não são dadas explicações. «O caso está entregue às autoridades», diz fonte oficial do gabinete de Seguro, escusando-se a dizer se foi aberto um inquérito interno para averiguar por que motivo o dinheiro não estava ainda na conta do partido, quatro dias depois do evento socialista.

Um especialista em legislação do financiamento dos partidos explicou ao SOL que «existe uma recomendação da Entidade das Contas para que não haja pagamentos em numerário». Mas, a haver dinheiro vivo a circular, não se pode exceder os 22 mil euros por ano. «Logo, seis mil euros para um só evento é muito», observa a mesma fonte.

Investigação sobre fichas falsas perto do fim

O semanário regional O Campeão das Províncias noticiou, entretanto, que a informação de que a chave da sede do partido em Coimbra estaria dentro do carro roubado está a levantar suspeitas. Segundo o jornal, a sede terá estado vários dias sem protecção: o assalto ocorreu de segunda para terça-feira e a fechadura só seria mudada na sexta-feira.

Socialistas de Coimbra ouvidos pelo SOL confirmam a existência desta suspeita. «A fechadura só foi mudada na sexta-feira», garante um militante, explicando que esse pormenor se torna mais sensível, uma vez que está em curso uma investigação do Ministério Público a fichas falsas de militantes. «Se tiverem desaparecido papéis, não há como saber quem possa ter sido».

O SOL sabe que o inquérito às inscrições de militantes com moradas falsas ou dados não coincidentes com o BI está em fase de conclusão. A investigação teve origem numa denúncia da secretária-coordenadora da secção da Sé Nova, Cristina Martins, que se deparou com «dados estranhos» em 600 inscrições feitas antes das últimas eleições para a Federação, em que foi eleito Pedro Coimbra. «Havia até pessoas com morada nas escadas Monumentais», contou ao SOL. Por não obter resposta «dentro do partido», optou por fazer queixa às autoridades. «Só no último dia, entraram 300 fichas de militantes. Na política não vale tudo».

Fonte: SOL
 
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