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Carteira da Segurança Social com dívida pública 'perdeu' 20% em Maio

florindo

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A rentabilidade da carteira de títulos de dívida pública detida pelo instituto que gere as poupanças da Segurança Social desceu 19,95 por cento em Maio face ao período homólogo, de acordo com os dados a que a Lusa teve acesso.

Segundo o relatório com a 'Carteira do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social' relativo a Maio, as poupanças totais da Segurança Social ascendiam a mais de 9 mil milhões de euros, o que representa uma perda de rentabilidade homóloga de 7,41 por cento, mas ainda assim abaixo das perdas potenciais de 19,95 por cento que seriam alcançadas se fossem vendidos os quase de 4,37 mil milhões que o fundo tem em títulos de dívida portuguesa.

Em Dezembro do ano passado, já depois da Grécia ter pedido ajuda financeira internacional e numa altura em que cresciam as especulações sobre se mais países iriam pedir ajuda, as aplicações do Fundo em títulos de dívida da República portuguesa tinham um valor de mercado que rondava os 4,7 mil milhões de euros, registando uma 'perda' homóloga calculada em 8,14 por cento se os títulos fossem sido vendidos nessa altura aos preços que o mercado exigia então para negociar os títulos de dívida pública nacional.

No ano anterior, ou seja, em Dezembro de 2009, quando a crise da dívida soberana não tinha ainda deflagrado na zona euro, a rentabilidade tinha sido positiva em 4,5 por cento, um valor que compara a rentabilidade de 9 por cento do mesmo mês de 2008 e com a de 4,68 por cento alcançada em Dezembro de 2007.

A Agência Lusa tem tentado, desde quinta-feira, falar com o responsável do Instituto de Gestão dos Fundos de Capitalização da Segurança Social, Manuel Baganha, mas sem sucesso até ao momento.

Já o Ministério liderado por Luís Pedro Mota Soares evitou comentar em concreto este caso, apostando numa resposta mais genérica: «No ministério estamos a fazer um acompanhamento muito próximo dos organismos que estão na nossa dependência», afirmou o secretário de Estado Marco António Costa, quando questionado pela Lusa, no domingo, em Esposende.

O responsável governamental admitiu à Lusa manter «reuniões permanentes com o presidente do Instituto de Gestão do Fundo de Capitalização da Segurança Social» e garantiu que o Governo está a fazer um «acompanhamento permanente não só das questões que se prendem com a execução orçamental, mas também com as sub-rubricas da sustentabilidade do sistema», mas escusou-se a comentar em concreto as questões colocadas pela Lusa.

Lusa/SOL
 
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