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Caso de imigração ilegal no futebol começou a ser julgado no Tribunal de Aveiro
Três arguidos que marcaram presença na primeira sessão do julgamento optaram por não prestar declarações.
O Tribunal de Aveiro começou esta quarta-feira a julgar um processo envolvendo o clube de futebol Carqueijo, na Mealhada, e um antigo dirigente do clube por suspeita de auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos.
Entre os arguidos estão ainda dois cidadãos brasileiros que respondem pelos mesmos crimes, um dos quais pediu para o julgamento decorrer na sua ausência, em virtude de se encontrar a residir no estrangeiro.
Os três arguidos que marcaram presença na primeira sessão do julgamento optaram por não prestar declarações.
A acusação do Ministério Público (MP), consultada pela Lusa, refere que, durante as épocas desportivas 2017/2018 e 2018/2019, os arguidos colocaram a jogar no Sport Clube Carqueijo, da Associação de Futebol de Aveiro, 14 jogadores brasileiros que se encontravam ilegalmente em território nacional.
De acordo com a investigação, os atletas eram aliciados pelos dois cidadãos brasileiros que os convidavam a vir para Portugal com a promessa de celebração de um contrato de trabalho desportivo com um clube de futebol, a troco do pagamento de quantias monetárias entre 1.100 e 4.000 euros.
Os jovens entravam no território nacional ao abrigo do acordo de isenção de vistos celebrado entre Portugal e o Brasil, sobretudo para estadas de turismo que não excediam os três meses, sem visto ou outro documento que os habilitasse a permanecer regularmente em Portugal.
Segundo o MP, os jogadores ficavam alojados numa pequena casa velha tipo T1 na Mealhada, sem condições de habitabilidade ou salubridade evidenciando marcas de sujidade e odor fétido com paredes com humidade e com tinta a cair, dormindo em colchões colocados no chão e onde existia apenas uma casa de banho.
Ainda de acordo com a acusação, a alimentação fornecida aos jovens futebolistas era escassa, sendo providenciada de 15 em 15 dias, e era constituída na sua maioria por arroz, massas e enlatados.
O MP pediu ainda que seja declarado perdido a favor do Estado a quantia de 23.300 euros, correspondendo às quantias alegadamente entregues pelos jovens futebolistas aos dois cidadãos brasileiros.
Correio da Manhã

Três arguidos que marcaram presença na primeira sessão do julgamento optaram por não prestar declarações.
O Tribunal de Aveiro começou esta quarta-feira a julgar um processo envolvendo o clube de futebol Carqueijo, na Mealhada, e um antigo dirigente do clube por suspeita de auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos.
Entre os arguidos estão ainda dois cidadãos brasileiros que respondem pelos mesmos crimes, um dos quais pediu para o julgamento decorrer na sua ausência, em virtude de se encontrar a residir no estrangeiro.
Os três arguidos que marcaram presença na primeira sessão do julgamento optaram por não prestar declarações.
A acusação do Ministério Público (MP), consultada pela Lusa, refere que, durante as épocas desportivas 2017/2018 e 2018/2019, os arguidos colocaram a jogar no Sport Clube Carqueijo, da Associação de Futebol de Aveiro, 14 jogadores brasileiros que se encontravam ilegalmente em território nacional.
De acordo com a investigação, os atletas eram aliciados pelos dois cidadãos brasileiros que os convidavam a vir para Portugal com a promessa de celebração de um contrato de trabalho desportivo com um clube de futebol, a troco do pagamento de quantias monetárias entre 1.100 e 4.000 euros.
Os jovens entravam no território nacional ao abrigo do acordo de isenção de vistos celebrado entre Portugal e o Brasil, sobretudo para estadas de turismo que não excediam os três meses, sem visto ou outro documento que os habilitasse a permanecer regularmente em Portugal.
Segundo o MP, os jogadores ficavam alojados numa pequena casa velha tipo T1 na Mealhada, sem condições de habitabilidade ou salubridade evidenciando marcas de sujidade e odor fétido com paredes com humidade e com tinta a cair, dormindo em colchões colocados no chão e onde existia apenas uma casa de banho.
Ainda de acordo com a acusação, a alimentação fornecida aos jovens futebolistas era escassa, sendo providenciada de 15 em 15 dias, e era constituída na sua maioria por arroz, massas e enlatados.
O MP pediu ainda que seja declarado perdido a favor do Estado a quantia de 23.300 euros, correspondendo às quantias alegadamente entregues pelos jovens futebolistas aos dois cidadãos brasileiros.
Correio da Manhã