• Olá Visitante, se gosta do forum e pretende contribuir com um donativo para auxiliar nos encargos financeiros inerentes ao alojamento desta plataforma, pode encontrar mais informações sobre os várias formas disponíveis para o fazer no seguinte tópico: leia mais... O seu contributo é importante! Obrigado.

Catalunha prefere ceder soberania a Bruxelas do que a Madrid

kokas

GF Ouro
Entrou
Set 27, 2006
Mensagens
40,723
Gostos Recebidos
3
O ministro da Economia e do Conhecimento do governo regional da Catalunha defende que a região autónoma mais facilmente cederia soberania à União Europeia do que a Espanha, ilustrando o diferendo político que opõe Barcelona e Madrid.

"O que defendo é um forte federalismo europeu. Mesmo que soe como um paradoxo, estamos dispostos a ceder uma larga fatia de soberania à União Europeia. E se se vai ceder soberania a Bruxelas, porque não cedê-la a Madrid? Pode perguntar-se. Porque confiamos mais em Bruxelas que em Madrid, porque a Europa foi construída com base no respeito pela diferença", afirmou Andreu Mas-Colell, de 70 anos, durante um encontro com jornalistas estrangeiros em Barcelona.
O governo regional da Catalunha está empenhado na realização em 09 de novembro de uma "consulta popular" não vinculativa sobre a existência de um Estado catalão e sobre a independência desse Estado, enfrentando a oposição determinada do governo central espanhol.
"Não me defino como independentista, defino-me como soberanista. Defendo que a Catalunha é uma entidade política que tem direito a determinar o seu destino qualquer que ele seja", afirma o ministro.
Andreu Mas-Colell, economista, justifica o desejo de soberania da Catalunha com o que considera o espartilho financeiro e decisório cada vez mais apertado a que a região está a ser sujeita pela "política de recentralização" que está ser aplicada pelo governo espanhol liderado pelo Partido Popular (PP).
"Uma Catalunha com governo próprio, formulo assim deliberadamente (sem referência a independência), na União Europeia seria mais bem gerida que a atual economia espanhola e teria oportunidades mais substanciais de crescimento que na atual situação", afirma o responsável pela gestão económica catalã.



jn
 
Topo