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Notícias Chanceler alemão elogiou forças da Alemanha na guerra do Afeganistão

Lordelo

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Friedrich Merz disse que Berlim não vai permitir que a participação da Alemanha na missão no Afeganistão, "que também foi realizada no interesse dos Estados Unidos", seja menosprezada ou desacreditada.


O chefe de Estado norte-americano disse na quinta-feira passada que os Estados Unidos nunca precisaram da NATO e acusou os países aliados de terem ficado fora da linha da frente na guerra do Afeganistão que se prolongou entre 2001 e 2021.


As declarações de Donald Trump provocaram indignação entre os países aliados e dos militares que participaram na missão internacional no Afeganistão.


Hoje, Merz sublinhou que durante os quase 20 anos da missão afegã, 59 militares das Forças Armadas alemãs perderam a vida e mais de uma centena ficaram feridos, alguns com gravidade, em combates e ataques.


O líder alemão salientou também a importância da Aliança Atlântica e o papel da Alemanha após os ataques da Al Qaeda de 11 de Setembro de 2001 contra Nova Iorque, Estados Unidos.


A Alemanha, disse Merz, enviou destacamentos para o Afeganistão ao lado dos parceiros norte-americanos como parte da missão da NATO e proporcionou aos Estados Unidos "maior estabilidade e segurança durante muitos anos".


Nesse sentido, o chanceler enviou hoje uma mensagem aos soldados alemães destacados em missões, assegurando-lhes que o serviço militar defende a paz e a liberdade no mundo, "continuando a ser inestimável".


Além disso, Merz realçou que, apesar de "algumas irritações", o verdadeiro valor da Aliança Atlântica não deve ser descurado.


Por outro lado, disse que a confiança na NATO perdura há sete décadas e continua a ser, "para todos os envolvidos em ambos os lados do Atlântico, a melhor garantia de liberdade, de paz e segurança".


Merz reiterou que os europeus querem manter a NATO e fortalecer a organização "a partir da Europa e dentro da Europa" acrescentando que a "confiança transatlântica continua a ser um valor".

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