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Cirurgia inédita salva bebé de 16 dias

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Pulmão doente ia sufocar o outro e equipa médica teve de ser criativa para operar recém-nascido.

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Com apenas 16 dias de vida, Alexandre permitiu aos médicos do hospital de Braga fazer história na medicina.

Nunca um recém-nascido, no caso com três quilos, tinha sido operado a uma malformação congénita num pulmão por endoscopia - a técnica menos invasiva e que permite uma recuperação mais célere e muito menos dolorosa para o doente.

A cirurgia aconteceu na terça-feira.

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Veja como se processou a operação inédita Infografia Veja como se processou a operação inédita Pulmão doente ia sufocar o outro e equipa médica teve de ser criativa para operar recém-nascido.

Foram três horas no bloco operatório, em que o trabalho de equipa entre os cirurgiões pediátricos e a anestesiologista foi fundamental para evitar que o bebé tivesse de ser operado de peito aberto.

A necessidade aguça o engenho e por isso a médica anestesista Helena Salgado teve de ser criativa. É que era mesmo preciso operar, e rapidamente, já que o pulmão doente - o esquerdo - estava a crescer e a ocupar muito espaço.

Em pouco tempo iria asfixiar o pulmão saudável. "Não há instrumentos para trabalhar num bebé tão pequeno, por isso tivemos de reutilizar o que existe. Foi possível monitorizar o pulmão saudável através de ecografia no Alexandre", explica Helena Salgado, que assumiu a anestesia a Alexandre. "Logo nos primeiros momentos de vida percebeu-se que algo não estava bem com a respiração do Alexandre.

Tinha uma malformação congénita rara e era preciso remover a parte superior do pulmão esquerdo.

Há muito que se faz por toracoscopia [cirurgia torácica] em bebés com 5, 6 meses.

Num recém-nascido era um enorme desafio", diz Jorge Correia Pinto, diretor do Serviço de Cirurgia Pediátrica.

Recuperação rápida deixa médicos orgulhosos do risco assumido "O melhor de tudo é saber que o Alexandre não vai ter qualquer limitação no seu futuro devido a esta patologia nem marcas no corpo", elenca, de sorriso rasgado pelo dever cumprido, Jorge Correia Pinto, diretor do Serviço de Cirurgia Pediátrica do hospital de Braga.

"É muito gratificante olhar para o Alexandre e ver que dois dias depois da operação está a mamar, não tem dores e está finalmente sem oxigénio", sublinha Helena Salgado. "O brilho dos olhares deles deixou-nos logo tranquilos"

"Ouvir que vai ficar internado, é aí que nos tiram o chão.

Depois, só nos resta acreditar, é a única coisa que podemos fazer. Acreditar que o Alexandre está nas mãos de bons profissionais e que tudo vai correr bem." Mário Cardoso, pai de Alexandre, recorda que apenas ele teve a noção da gravidade do caso do filho e os riscos envolvidos. Ainda assim, acreditou sempre.

"Só nos restava manter a tranquilidade possível", recorda, antes de lembrar expressões que nunca mais vai esquecer: "Quando os médicos saíram do bloco, vinham ao fundo do corredor e a expressão facial tranquilizou-nos logo.

Era aquele ar de ‘sim, conseguimos’", recorda Mário, emocionado.

"O brilho nos olhares disse-nos logo que estava tudo bem", frisa a mãe, Joana Macedo, ansiosa por levar para casa o primeiro filho do casal, que está internado há 22 dias.

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Excelente noticia, aja muitos competentes destes!!
 
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