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Como a hipnose substituiu a anestesia geral em 37 operações ao cérebro

Feraida

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Uma equipa de cirurgiões franceses publicou um artigo científico que confirma que a hipnose pode substituir as anestesias gerais em cirurgias de extração de tumores.

Na Net, já há vídeos de cirurgias que recorreram à hipnosedação


E se as equipas de cirurgias passarem a contar com especialistas em hipnose?

O conceito já começou a ser experimentado no Centro Hospitalar Universitário de Tours, França, durante cirurgias a doentes com tumores cerebrais.

A equipa de cirurgia local usou técnicas de hipnose em 43 cirurgias realizadas em 37 pacientes – e apenas dois desses pacientes disseram que, se tiverem de ser operados outra vez, preferem a anestesia geral, refere um artigo publicado no jornal Neurosurgery.


As cirurgias ao cérebro costumam ser compostas por três momentos: um primeiro em que o doente está sob efeito da cirurgia geral e que prevê o corte de pele e do osso; um segundo em que o doente é acordado para que o médico possa fazer a intervenção e limitar eventuais danos colaterais durante a extracção do tumor; e por fim, um terceiro momento em que o doente é colocado outra vez sob anestesia geral para que o médico possa “fechar” a abertura da cirurgia.


Através de uma técnica baptizada de hipnosedacção, os médicos substituíram a anestesia geral por sessões de hipnose que começam a ser preparadas algumas semanas antes da operação.

A Ars Technica revela ainda que pouco antes da cirurgia, os doentes são instruídos para que imaginem um cenário alegre em que é possível manter a consciência afastada a alguns centímetros do corpo.

Durante a cirurgia o hipnotizador também pode dar instruções em consonância com as intervenções que são feitas pelos médicos – e desse modo poderá poupar os doentes aos ruídos ou vibrações causadas pela aplicação dos diferentes instrumentos na massa encefálica.


A hipnosedacção apenas substitui a anestesia geral.

Os doentes continuam a tomar analgésicos e sedativos que evitam a sensação de dor durante a cirurgia.

Apesar de não dispensar o recurso a fármacos na totalidade, esta nova técnica tem a vantagem de tornar as cirurgias mais rápidas (não é necessário esperar que os doentes despertem) e de facilitar o controlo dos sinais vitais do doente.


Ainda é cedo para augurar a ascensão da hipnosedacção ao estatuto de especialidade clínica: os cirurgiões do hospital de Tours não apuraram resultados que possam ser comparados com os doentes que foram submetidos a anestesias gerais – e por isso é difícil saber quais as vantagens que o uso da hipnose pode ter em cenário de cirurgia.

Além disso, há a questão da adaptação ao indivíduo: a hipnose exige longos períodos de preparação e treinos – e todas essas sessões têm em conta os gostos e preferências de cada doente.


No vídeo que se encontra integrado nesta página pode ver uma cirurgia que recorre a hipnosedacção.

Não aconselhável a pessoas mais susceptíveis.


[video]https://youtu.be/1r4NyFfkghA[/video]

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