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Dicas para escolher os melhores GPS para BTT e ciclismo

billshcot

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Nov 10, 2010
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O que ter então em conta na escolha de um novo GPS ou ciclocomputador? Alertamos para os pontos que consideramos mais importantes num dispositivo do género.

Preço vs. necessidades
É quase sempre o critério que mais ordena, pelo que aparece em primeiro lugar nesta lista de pontos a ter em conta. Normalmente, quando mais caro o dispositivo, mais funcionalidades e qualidade conseguimos ir buscar.
Mas dá atenção ao que realmente precisas: se procuras uma solução básica que grave tracks, mostre mapas e pouco mais, não precisas de gastar uma fortuna, pois há soluções baratas que servem perfeitamente. Mais funcionalidades podem mesmo confundir durante a volta.
Por outro lado, se gostas de ter o máximo de informações, ligação ao smartphone, mapas e indicações muito completos, ligação a tudo e mais alguma coisa e ainda um equipamento leve e compacto com um excelente ecrã, então aí o que procuras é um topo de gama. Vais ter de gastar bastante, mas ficarás muito bem servido, pois as soluções dispendiosas estão num nível fantástico, como percebeste pelos modelos acima.
Mapas
Sim, há ciclocomputadores que nem maps mostram, apenas dados e informações. Não são bem GPS, já que não permitem navegar. Mas podem resolver o problema. Pensa no que precisas em cada volta e treino… Se gostas de explorar novos percursos tanto na estrada como nos trilhos, poder contar com mapas funcionais, atualizados e eficazes é determinante. Procura mesmo um modelo com indicações curva a curva, é algo muito útil.
Se não estás a contar de navegar nos caminhos e queres apenas monitorizar os dados dos teus treinos, pode poupar dinheiro e escolher um modelo sem mapas e navegação.
Ligações
O que quer isto dizer? Que os GPS e ciclocomputadores mais recentes podem ser ligados a tudo e mais alguma coisa (além da tradicional ligação ao computador, em casa, para recarregar a bateria e descarregar tracks).
Ou seja, são váriso os modelos que podem ser emparelhados sem recurso a fios com sensores de cadência, smartphones, medidores de potência, sistemas de seguimento do ritmo cardíaco, etc. E falamos de dispositivos que podem não ser da mesma marca do GPS, claro.
Achamos que poder ter ligação direta ao smartphone via Bluetooth é quase imprescindível nos dias que correm, pois assim podemos ver no ecrã do GPS as notificações e as informações que vão chegando ao nosso telemóvel ao longo do caminho. Muito útil. O nosso conselho é que optes por um modelo que tenha esta funcionalidade.
Depois, tudo depende dos teus objetivos. Podes escolher um modelo com Ant+ para conseguires ligá-lo aos rolos ou a um monitor de cadência, por exemplo. E com Wi-Fi, pois assim conseguirás fazer upload dos treinos e dos tracks para o Strava e outras plataformas assim que te ligas à tua rede doméstica sem fios. Mais: se queres controlar o bater do coração, podes ligar-lhe uma banda de peito, por exemplo.
Ecrã
Aqui é simples: se for a cores, o GPS é mais caro. Mas tem mais detalhe, certamente, enquanto um modelo a preto e branco tende a fazer um bom trabalho ao nível do contraste, especialmente quando o sol incide no ecrã. Preferimos a cores.
Quanto às dimensões, as opiniões dividem-se sempre. Deste lado gostamos de ecrãs grandes, mas talvez prefiras um modelo mais compacto e que não ocupe tanto espaço no guiador. Quando mais área, mais elementos podem aparecer em simultâneo no ecrã. Para navegar e interpretar mapas no momento, um ecrã “generoso” em termos de dimensões irá favorecer o utilizador.
Depois há a questão do touchscreen. Somos adeptos confessos dos ecrãs táteis nos GPS e ciclocomputadores, mas com uma condição: têm de funcionar perfeitamente ao usarmos luvas e quando há água sobre o GPS, normalmente porque está a chover. Claro está que esta funcionalidade e o respetivo sucesso no manuseamento tátil está disponível apenas nos modelos mais caros…
Se assim não for, preferimos os bons dos comandos físicos e botões que encontramos em boa parte dos modelos de média gama e com relações qualidade/preços mais ajustadas.
Apps externas
É bastante importante para alguns ciclistas a possibilidade de utilizar apps várias no GPS. Para tal é preciso que este seja compatível com elas. Exemplo? O Strava. Quase todos utilizamos esta plataformas de registo de treinos e voltas, pelo que optar por um GPS/ciclocomputador que faça “ponte” direta com o Strava será sempre bom.
E este é apenas um exemplo de como uma app externa pode ser integrada no normal funcionamento/utilização de um GPS na bike.
Autonomia
Sem dúvida um dos pontos mais importantes num GPS e um dos fatores de decisão entre este ou aquele modelo, certo?
Podes e deves escolher um GPS também em função do tempo médio que te demoras de cada vez que sais com a bike. Claro que quando mais tempo durar a bateria, melhor. Mas as extensas autonomias estão, geralmente, nos modelos mais caros (e partindo do princípio de que queremos ter o máximo de funcionalidades ativas e um ecrã rico em detalhe).
As horas de autonomia anunciadas por cada marca raramente são fieis ao que depois acontece no terreno. E isso porque a energia consumida pelo dispositivo depende de muita coisa: o brilho do ecrã, as ligações a sensores e ao smartphone, a frequência de atualização dos mapas e/ou dos registos GPS e até a temperatura ambiente.
 
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