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Notícias Elementos do Grupo 1143 burlados após envio de dinheiro para detidos

Lordelo

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Vários elementos do Grupo 1143 foram burlados, em janeiro, depois de um elemento ter organizado um crowdfunding para ajudar os quase 40 elementos da organização neonazi que foram detidos na Operação Irmandade.





A publicação teve acesso a mensagens do grupo no Telegram e, a 20 de janeiro, um perfil identificado como Sofia M apelava aos "camaradas" que prestassem auxílio aos "irmãos" com apoio financeiro, dinheiro este a ser usado, nomeadamente, na deslocação "para as suas casas" e também no apoio para a compra de comida.


Segundo esta utilizadora, era uma outra pessoa, identificada como alexandra1143, que estava responsável por receber as transferências, feitas a partir do MB Way.


Nas mensagens a que o Expresso teve acesso lia-se: "Camaradas, como a nossa irmã Alexandra falou, os nossos irmãos precisarão do nosso apoio para deslocação para suas casas. Também precisarão de comer quando saírem. A nossa irmã 'alexandra1143' irá disponibilizar o seu mbway para que todos possam ajudar! SOMOS FAMÍLIA 1143!!!"


Vários elementos do grupo transferiram dinheiro para o contacto em questão, tendo alguns destes mesmo deixado o comprovativo do envio na conversa.


Mas, dois dias após o pedido ter sido feito, a pessoa identificada como Sofia voltou ao grupo, por forma a contar o que se tinha passado: "Camaradas, por descargo de consciência tenho que vos informar que os fundos angariados para os irmãos nunca chegou a eles. Como sabem as transferências foram feitas para a conta de uma pessoa (que achei ser de confiança) mas no entanto desde sábado passado eu liguei diariamente para os 3 números dela e todos eles estavam desligados."


Ainda na mensagem do Telegram, Sofia explicava que pediu também que outro "irmão" ligasse para todos os números que alexandra1143 tinha disponibilizado, mas também este não a conseguiu contactar.


"Apesar de ser de conhecimento de todos que tanto transferências como MBway foram todos para ela, sinto que devo um pedido de desculpas a todos, já que também dei a cara e falei com muitos de vocês para facilitar os dados", apontou Sofia.


Um outro elemento do grupo responde que há dias que tentava contactar a pessoa em que causa e que esta nunca atendia, alertando para que se a responsável não fosse encontrada, teria de haver uma "limpeza" em "todos os grupos administrados.


Um outro elemento, que é identificado como o administrador do Grupo 1143 na Suíça, chegou mesmo a publicar uma imagem da alegada burlona, lamentando o que aconteceu - e sublinhando que aquele não é apenas "um grupo", mas sim uma "família". O utilizador, identificado como Ranger Silva, disse ter "vergonha" de alguns elementos e apontou que estes eram "cobardes."


Recorde-se que esta operação na qual dezenas de elementos do grupo neonazi foram detidas aconteceu a 20 de janeiro, tendo sido levada a cabo pela Unidade Nacional Contraterrorismo da Polícia Judiciária. O objetivo era desmantelar a "organização criminosa responsável pela prática de crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, ameaça e coação agravadas, ofensas à integridade física qualificada e detenção de armas proibidas".


Os suspeitos detidos, com idades compreendidas entre os 30 e os 54 anos, têm "vastos antecedentes criminais e ligações a grupos de ódio internacionais".


O Ministério Público alega que o 1143 estaria a preparar-se para ter natureza paramilitar em antecipação a uma eventual "guerra racial" e a organizar, para 2026, duas ações com ofensas ao profeta Maomé para provocar reações negativas ou mesmo violentas por parte da comunidade muçulmana em Portugal.


O grupo seria liderado por Mário Machado, incluindo a partir da prisão, onde se encontra a cumprir pena desde maio de 2025 num outro processo.

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