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Estreito do petróleo bloqueia negociações para a paz no Médio Oriente
Futuro da passagem de e para o Golfo dificulta acordo entre os EUA e o Irão.
O estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% do petróleo e que fez da guerra do Médio Oriente um conflito com impacto global, bloqueou as negociações para a paz entre os Estados Unidos e o Irão, que arrancaram ontem, no Paquistão. A agência estatal iraniana Tasnim noticiava, ao início da noite, que “exigências excessivas” de Washington levaram a “divergências sérias” quanto ao futuro desta passagem para o Golfo Pérsico. Esta questão levou a que, a dada altura, as conversações tenham entrado num impasse, tendo sido interrompidas algumas vezes, contou a Al Jazeera. A discórdia tornou-se mais clara quando começaram a ser tomadas posições públicas distintas: os EUA anunciaram que dois navios militares tinham atravessado o estreito (ver texto secundário), informação Teerão se apressou a negar “veementemente”. “A iniciativa para a passagem e movimentação de qualquer embarcação está nas mãos das Forças Armadas da República Islâmica do Irão”, insistiu o seu comando.
Ainda assim, um acordo parece não ter deixado de ser o objetivo de ambas as partes e houve bons sinais: as delegações trocaram textos com as suas posições de base e até terão jantado juntas. As negociações aconteceram no Serena Hotel, uma unidade de cinco estrelas, em Islamabad. Os norte-americanos foram representados pelo vice-presidente JD Vance, pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo genro de Trump, Jared Kushner. Sentaram-se cara a cara com o porta-voz do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi.
Correio da Manhã
Futuro da passagem de e para o Golfo dificulta acordo entre os EUA e o Irão.
O estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% do petróleo e que fez da guerra do Médio Oriente um conflito com impacto global, bloqueou as negociações para a paz entre os Estados Unidos e o Irão, que arrancaram ontem, no Paquistão. A agência estatal iraniana Tasnim noticiava, ao início da noite, que “exigências excessivas” de Washington levaram a “divergências sérias” quanto ao futuro desta passagem para o Golfo Pérsico. Esta questão levou a que, a dada altura, as conversações tenham entrado num impasse, tendo sido interrompidas algumas vezes, contou a Al Jazeera. A discórdia tornou-se mais clara quando começaram a ser tomadas posições públicas distintas: os EUA anunciaram que dois navios militares tinham atravessado o estreito (ver texto secundário), informação Teerão se apressou a negar “veementemente”. “A iniciativa para a passagem e movimentação de qualquer embarcação está nas mãos das Forças Armadas da República Islâmica do Irão”, insistiu o seu comando.
Ainda assim, um acordo parece não ter deixado de ser o objetivo de ambas as partes e houve bons sinais: as delegações trocaram textos com as suas posições de base e até terão jantado juntas. As negociações aconteceram no Serena Hotel, uma unidade de cinco estrelas, em Islamabad. Os norte-americanos foram representados pelo vice-presidente JD Vance, pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo genro de Trump, Jared Kushner. Sentaram-se cara a cara com o porta-voz do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi.
Correio da Manhã
